domingo, 2 de abril de 2023

SANTO DO DIA - SÃO FRANCISCO DE PAULA

 

 

Fundador [1416 – 1507]

Origens
Nasceu em Paola, hoje província de Cosenza, em 27 de março de 1416. Acometido por um abcesso maligno no olho esquerdo, seus pais o confiaram à intercessão de Francisco de Assis: em caso de cura, a criança usaria, por um ano inteiro, o hábito franciscano. Foi o que aconteceu.

Descoberta vocacional
Perfeitamente curado, cumpriu o voto entrando para o convento de São Marcos Argentano, em Cosenza, com a idade de 15 anos; ali ele manifestou, imediatamente, fortes dons de piedade e inclinação à oração. Ao término da sua permanência no convento, fez uma verdadeira peregrinação com seus pais em busca de uma vida religiosa mais apropriada para si: esteve em Assis, Montecassino, Roma, Loreto e Monte Luco. Em Roma, perturbado pelas pompas da corte papal, comentou: “Nosso Senhor não era assim!”. Esse foi o primeiro indício do seu espírito reformador. Retornando à Paola, iniciou um período de vida eremítica em um lugar inacessível das propriedades da família. Aos poucos, outros, cada vez mais numerosos, se uniram à sua experiência, reconhecendo-o como guia espiritual.

Vida eremítica e construções
Com seus pais, construiu uma capela e três dormitórios. Em 1452, conseguiu a aprovação diocesana e a permissão para instituir um oratório, um mosteiro e uma igreja. Os próprios nobres da cidade de Paola, entusiasmados pela experiência de Francisco, contribuíram, como simples operários, para a conclusão das obras.

São Francisco de Paula: Padroeiro da Calábria (Itália) e da cidade de Pelotas (RS)

Aprovações papais
A fama da santidade de Francisco de Paula espalhou-se rapidamente. Em 1467, o Papa Paulo II enviou à Paola um emissário para saber notícias do eremita. Depois de apresentar uma relação positiva sobre o mosteiro, o próprio Legado pontifício decidiu aderir à comunidade.

Fundador
Em 17 de maio de 1474, o Papa Sisto IV reconheceu, oficialmente, a nova Ordem, que recebeu o nome de Congregação Paulina dos Eremitas de São Francisco de Assis. O reconhecimento da Regra, com o nome atual da Ordem dos Mínimos, ocorreu com o Papa Alexandre VI. Nessa nova Ordem, acrescentou aos três votos oficiais da Igreja, o quarto voto que seria o do jejum quaresmal. Da Quarta-feira de Cinzas até o Sábado Santo, deveriam comer somente peixes, pães, verduras e água. Voto perpétuo de abstinência de carne vermelha.

Fatos Extraordinários
Amado e procurado como guia espiritual, Francisco também era considerado a única autoridade, capaz de se opor aos abusos da corte aragonesa no reino de Nápoles, colocando-se ao lado dos pobres. Sobre eles, narra-se alguns fatos prodigiosos a ele atribuídos. Em 1464, ano de grave escassez, alguns operários se dirigiam à planície de Terranova para encontrar trabalho. No território de Galatro (Régio Calábria), depararam-se com São Francisco, que ia para a Sicília, a quem pediram um pouco de pão, porque estavam famintos e nada tinham para comer. Então, Francisco lhes disse: “Mostrem-me seus alforjes, porque dentro há pão”. E assim foi! Em seus pobres bornais, os operários encontraram pão branquíssimo, fresquinho e quentinho. Quanto mais eles comiam, mais aumentavam os pães.

Segunda Versão
Segundo outra narração, um barqueiro recusou-se transportar Francisco e seus companheiros para a Sicília. Então, o santo estendeu sua túnica sobre o mar e assim puderam atravessar o estreito. Outro “carisma”, atribuído ao santo eremita, foi uma profecia: ele previu que a cidade de Otranto cairia nas mãos dos turcos, em 1480, mas, depois, seria novamente conquistada pelo rei de Nápoles.

A Corte, a Ordem e Final da Vida

Do Eremitério à Corte
Por meio dos mercadores napolitanos, a fama de Francisco de Paula chegou até à corte de Luís XI, na França. Enfermo, o rei pediu ao Papa Sisto IV para mandar o eremita a ir ter com ele em seu leito. Tanto o Papa como o rei de Nápoles notaram neste convite a possibilidade de vantagens políticas. Francisco, no entanto, obedeceu, com um pouco de desprazer, ao pedido do Papa, pois ele estava acostumado a seu eremitério e não se adaptaria facilmente à vida de corte. À sua chegada, o rei Luís XI ajoelhou-se aos seus pés, mas nunca recobrou sua saúde; porém, a presença do eremita na corte contribuiu para melhorar as relações entre o papado e a monarquia francesa. Ali, Francisco manteve encontros com pessoas simples, mas também com acadêmicos em busca de um guia espiritual.

Crescimento da Ordem
Francisco permaneceu 25 anos além dos Alpes, trabalhando a terra como camponês, mas a sua fama aumentava sempre mais como reformador e penitente. Com a agregação de alguns beneditinos e franciscanos, a Congregação mudou sua vida de eremita para a de cenobita. Tal reviravolta levou a fundação a contar com a Ordem Terceira Secular e, depois, com as Monjas. As respectivas regras foram aprovadas, definitivamente, por Júlio II, em 28 de julho de 1506.

Morte e canonização
Francisco de Paula morreu em Tours, em 2 de abril de 1507. Sua fama difundiu-se logo pela Europa, por meio dos três ramos da família dos Mínimos: frades, monjas e terciários. Foi canonizado em 1° de maio de 1519, apenas doze anos após a sua morte, durante o pontificado do Papa Leão X, do qual ele havia previsto sua eleição para o trono papal quando ainda era criança.

Devoção a São Francisco de Paula

Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula – Pelotas (RS)
Além de Padroeiro da cidade de Pelotas, foi erigida a sua catedral com o patrocínio do santo. O lugar é enriquecido de pinturas compostas por artistas italianos, somado a isso, todos os anos comemora-se com devoção este santo.

Oração
Ó glorioso São Francisco de Paula, que tanto vos aprofundastes na humildade, único alicerce de todas as virtudes, alcançando por meio dela um grande prestígio junto de Deus, a tal ponto de jamais lhe terdes pedido graça alguma que prontamente não vos fosse concedida. Aqui, venho aos vossos pés para suplicar-vos. Extinga do meu coração todo afeto de soberba, de vaidade e, em seu lugar, floresçam os preciosos frutos da humildade, para que possa ser verdadeiro devoto e imitador vosso; e merecer o grande patrocínio que de vossa eficaz intercessão espero. Rogo, para alcançar de Deus a graça de que tanto necessito, desde que não seja contra a vontade do Altíssimo. Amém.

Minha oração
“Ó Francisco, grande milagreiro e exemplo de vida devota, ajudai-nos a viver uma vida profundamente piedosa. Ensina-nos o caminho da penitência e da pobreza que me cabe, mas sobretudo o amor e a santidade.”

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias


sábado, 1 de abril de 2023

ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA PROMOVEU ENCONTRO PARA JORNALISTAS SOBRE A SEMANA SANTA

 




A Arquidiocese de Fortaleza, com o objetivo de esclarecer  especificidades sobre a Semana Santa, que se inicia amanhã, com o "Domingo  de Ramos, promoveu, ontem, dia 31 de março, um encontro de formação especifico para jornalistas na Faculdade Católica de Fortaleza.



O encontro foi assessorado pelo padre Rafhael Maciel, teólogo e mestre em Liturgia, que antes de falar sobre a Semana Santa fez histórico da Arquidiocese, sobre sua administração, que tem à frente dom José Antonio Aparecido Tosi Marques e como auxiliares dom Júlio César Souza de Jesus e Valdemir Vicente de Andrade Santos.

SEMANA SANTA

A Semana Santa tem início amanhã, com a celebração do "Domingo de Ramos", com uma procissão que  sairá, às 8 horas, de amanhã, dia 02,da Igreja de Cristo Rei para a Catedral, relembrando a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém.



Com relação a segunda, terça e quarta-feira, o padre Rafhael sugere que o católico participe de missas ou da Via-Sacra e façam exames de consciência  indo ao encontro do Sacramento da Reconciliação.

O padre Rafhael se fixou mais nas celebrações de Quinta-Feira, como a Missa dos Santos Óleos e da Unidade, quando pela manhã são abençoados os Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos e é consagrado o Óleo do Santo Crisma, que serão utilizados na administração dos Sacramentos no decorrer do ano litúrgico. Ainda nessa Missa é celebrada a Unidade da Igreja. É  neste dia que o Bispo reúne  o seu presbitério, e os padres renovam suas promessas sacerdotais e o povo se compromete a rezar pelo seu Bispo.  



TRIDUO´PASCAL

É o período mais importante do Ano Litúrgico. Tríduo pascal da paixão, morte e Ressurreição do Senhor. Ele começa com a Missa da Ceia do Senhor,   na Quinta-Feira Santa, tendo como centro a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Fica encerrado com as Vésperas do Domingo da Ressurreição do Senhor.

Na Quinta-Feira Santa, na missa da Ceia do Senhor temos três acontecimentos muito importantes: a instituição da Eucaristia, a instituição do Sacerdócio Ministerial e o Mandamento do Amor.

Na Sexta-Feira, a celebração da Paixão e Morte de Jesus, com o rito de adoração da Cruz, seguida de procissão do Senhor morto, em algumas paróquias.

No sábado a noite, tem inicio a solene   Vigília Pascal , com a bênção do Fogo Santo, fora da Igreja, depois na Igreja a proclamação da Páscoa, a Liturgia da Palavra onde relata a história  da nossa salvação, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística, e no domingo encerramento do Tríduo Pascal,  com a Ressurreição do Senhor.

  




O PAPA FRANCISCO RECEBE ALTA DO GEMELLI E VISITA A BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR

 

Ao deixar o hospital, O Papa Francisco saiu do automóvel e saudou e abençoou as pessoas que estavam do lado de fora. Abraçou um casal que perdeu a filha na noite de ontem, sexta-feira, detendo-se a rezar com eles. Em seguida, o Santo Padre foi até a Basílica de Santa Maria Maior, detendo-se em oração diante do ícone de Maria, Salus Populi Romani

Vatican News


Na manhã de hoje, sábado 1º de abril, o Papa Francisco recebeu alta do Hospital Universitário A. Gemelli, informa um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Antes de deixar as instalações, em torno das 10h35, o Santo Padre saudou o Reitor da Universidade Católica, Franco Anelli, com seus colaboradores mais próximos, o Diretor Geral da Policlínica, Marco Elefanti, o Assistente eclesiástico geral da Universidade Católica, monsenhor Claudio Giuliodori, e a equipe de médicos e agentes de saúde que o assistiram durante esses dias.

Ao deixar o hospital, O Papa Francisco saiu do automóvel e saudou e abençoou as pessoas que estavam do lado de fora. Abraçou um casal que perdeu a filha na noite de ontem, sexta-feira, detendo-se a rezar com eles, informa ainda a Sala de Imprensa vaticana.

 

Visita à Basílica de Santa Maria Maior

 

O Pontífice dirigiu-se à Basílica de Santa Maria Maior. O Papa deteve-se diante do ícone de Maria, Salus Populi Romani, confiando-lhe em oração as crianças que encontrou ontem na ala de Oncologia Pediátrica e Neurocirurgia Infantil do hospital, todos os doentes e os que sofrem enfermidades e a perda de seus entes queridos.

Após a visita, o Santo Padre retornou para o Vaticano


Fonte:  https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2023-04/papa-francisco-recebe-alta-hospital-agostino-gemelli.html



O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López Pedrozo

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 11,45-56

Naquele tempo: 45Muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito.
47Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: 'O que faremos? Este homem realiza muitos sinais.
48Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele,
e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação.' 49Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: 'Vós não entendeis nada. 50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?'
51Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação.
52E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. 54Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: 'O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?' Palavra da Salvação.

 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

1 DE ABRIL DE 2023

 

SÁBADO DA QUINTA

 

SEMANA DA QUARESMA

 

Cor: Roxo

 

1ª Leitura - Ez 37,21-28

 

Leitura da Profecia de Ezequiel 37,21-28

21Assim diz o Senhor Deus: 'Eu mesmo vou tomar os israelitas 
do meio das nações para onde foram, vou recolhê-los de toda a parte e reconduzi-los para a sua terra. 22Farei deles uma nação única no país, nos montes de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles. Nunca mais formarão duas nações, nem tornarão a dividir-se em dois reinos. 23Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os libertarei de todo o pecado que cometeram em sua infidelidade,
e os purificarei. Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus.
24Meu servo Davi reinará sobre eles, e haverá para todos eles um único pastor. Viverão segundo meus preceitos e guardarão minhas leis, pondo-as em prática. 25Habitarão no país que dei ao meu servo Jacó, onde moraram vossos pais; ali habitarão para sempre, também eles, com seus filhos e netos, e o meu servo Davi será o seu príncipe para sempre. 26Farei com eles uma aliança de paz,
será uma aliança eterna. Eu os estabelecerei e multiplicarei,
e no meio deles colocarei meu santuário para sempre. 27Minha morada estará junto deles. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 28Assim as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel, por estar o meu santuário no meio deles para sempre.'
Palavra do Senhor.

 

Reflexão – Projeto de Unidade para o povo de Deus!
Deus sempre desejou unir o Seu povo e planejou retirá-lo das nações para onde fora exilado trazendo-o de volta  a fim de que vivesse na harmonia e no entendimento, fugindo dos ídolos e de tudo que fazia com que se dividisse. Nesta leitura nós percebemos que o Projeto de Deus era a unidade! O Senhor vem em nosso auxílio e nos promete restaurar a unidade entre nós reconduzindo para perto de Si todos nós que estamos dispersos.  Somos hoje o povo de Deus que, às vezes, por alguma circunstância, nos dispersamos, perdemos o nosso referencial, nos dividimos, seguimos outros pastores, vivenciamos a lei dos homens nos manchando com os ídolos e cometendo infames abominações.  Somos o povo de Deus que precisa viver esta Unidade dando ao mundo sinal de que a obra do Senhor se realiza em nós. Por isso, assim como fez com os antigos Ele quer fazer também conosco uma aliança eterna!  Um único rei e um único pastor de modo que vivamos em paz, segundo os Seus preceitos e Suas leis. Esta profecia de Ezequiel é, portanto, um alimento e incentivo para a nossa caminhada. O Senhor deseja reatar conosco, o Seu povo, uma aliança de paz e de reconciliação e quer permanecer junto de todos aqueles que O aceitam como único pastor e único Senhor!    A unidade com Deus faz com que tenhamos unidade conosco e com o nosso próximo.  A consequência da unidade é uma vida plena de graça e de harmonia pessoal e comunitária. A cada dia Ele cumpre com a promessa de restauração que faz para o homem desde sempre. A obra do Senhor é espiritual, para isso, Ele deseja nos reconduzir à nova terra, quer fazer de nós uma nação única, quer nos purificar, quer ser o nosso único pastor e, principalmente, quer morar no meio de nós, isto é, na terra do nosso coração e tratar das nossas enfermidades com a sua Misericórdia. – Você já pensou que esta promessa é para todos nós?   Você, quer corresponder a esta Aliança? -   Você tem cultivado a paz nos seus relacionamentos? – Você tem conservado a unidade consigo mesmo, com Deus e com as pessoas? – Como você reage quando alguém lhe censura?

 

Salmo - Jr 31, 10. 11-12ab. 13 (R. Cf. 10d)

 

R. O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.


10Ouvi, nações, a palavra do Senhor *
e anunciai-a nas ilhas mais distantes:
'Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, *
e o guardará qual pastor a seu rebanho!'R. 

11Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó *
e o libertou do poder do prepotente.
12aVoltarão para o monte de Sião, +
entre brados e cantos de alegria *
12bafluirão para as bênçãos do Senhor:R. 

13Então a virgem dançará alegremente, *
também o jovem e o velho exultarão;
mudarei em alegria o seu luto, *
serei consolo e conforto após a guerra.R.

 

Reflexão - A unidade entre as nações é o maior desejo do coração de Deus. A dispersão, a divisão e a evasão não fazem parte do projeto de Salvação do Senhor. Por isso Ele quer nos reunir como Seu povo, nação santa, povo escolhido. Somos nós os que dançamos e cantamos alegremente, de coração contrito quando conseguimos viver na unidade do Senhor. O senhor nos une e nos reúne no Seu amor a todos que desejam de coração fazer a Sua vontade e seguir o Seu caminho e ter a Jesus como Pastor.

 

Evangelho - Jo 11,45-56

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 11,45-56

Naquele tempo: 45Muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito.
47Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: 'O que faremos? Este homem realiza muitos sinais.
48Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele,
e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação.' 49Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: 'Vós não entendeis nada. 50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?'
51Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação.
52E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. 54Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: 'O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?' Palavra da Salvação.

 

Reflexão - O plano de Deus continua acontecendo!

Vendo que muitos judeus acreditavam em Jesus, tocados por causa dos milagres que Ele realizava os fariseus e os sumos sacerdotes pensaram em liquidá-Lo para se livrarem da possível reação do Império romano. O motivo era sempre o mesmo: “Esse homem realiza muitos sinais!” Entretanto, o plano de Deus continuava acontecendo mesmo que não percebessem a missão de Jesus que não viera ao mundo para tornar-se Rei, mas, sim, vítima entregue em holocausto para a salvação da humanidade. Seria necessário, então, que houvesse aqueles que despertariam a indignação nos sumos sacerdotes e dos fariseus para que tudo fosse consumado.  As palavras do próprio sumo sacerdote Caifás já profetizavam o que iria acontecer: “Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?”   Dessa forma, sem saber, Caifás decretava a sentença de morte para Jesus como redenção dos homens. Deus continua agindo de acordo com o Seu plano e nos faz Seus instrumentos de salvação, mesmo que, não o percebamos como foi o caso de Caifás. Às vezes, apenas uma palavra que pronunciamos é um sinal que Deus dá ao mundo para que a sua vontade se realize. No entanto, muitos ainda hoje não compreendem e se incomodam com os sinais que Jesus dá por intermédio de alguém escolhido como protagonista do plano que o Senhor quer realizar. Nada acontece por acaso, os sinais de Deus na nossa história também são evidentes. Muitas vezes nos encontramos num emaranhado de situações e não entendemos o que está atrás de tudo, mas a confiança de que o projeto de Deus se cumpre sem que nem percebamos é a nossa única arma para nos manter firmes na batalha. 

– Você costuma perceber os sinais de Deus nos acontecimentos da sua vida? 

– Você se desespera nos momentos de aflição? 

 Você entende que as coisas boas só acontecem depois que outras não tão boas aconteceram antes? 

– Você percebe que só se arruma o que está desarrumado?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade um Novo Caminho

  

SANTO DO DIA - SÃO LUDOVICO PAVONI

 

 

Padre e fundador [1784 – 1849]

Origens
Ludovico Pavoni nasceu em Bréscia (Itália), no dia 11 de setembro de 1784. Primeiro de cinco filhos, ele viveu em um tempo de mudanças políticas e sociais: a Revolução Francesa (1789), a Revolução Jacobina (1797), a dominação napoleônica com suas diversas denominações e, enfim, desde 1814, a dominação austríaca.

Política do amor aos jovens pobres
A política de Ludovico Pavoni, ordenado padre em 1807, foi sempre e unicamente a do amor. Renunciando à fáceis perspectivas de carreira eclesiástica, soube doar- se com generosa criatividade a quem tinha mais necessidade: os jovens, e entre esses os mais pobres. Para eles, abriu seu Oratório em 1812. 

Empenho catequético
Dedicava-se, ao mesmo tempo, como notará o bispo, a ajudar os párocos, instruindo, catequizando com homilias, catecismos e com retiros, fazendo grande bem à juventude, especialmente à mais pobre que tem maior necessidade. 

São Ludovico Pavoni e o Instituto de São Barnabé

Encargos e fundação
Aos 34 anos, foi nomeado cônego da Catedral e lhe foi confiada a reitoria da basílica de São Barnabé. Percebendo, no entanto, que muitos oratorianos, sobretudo os pobres, fraquejavam e se desviavam do bom caminho ao se inserirem no mundo do trabalho, que, infelizmente, não garantia um ambiente moral e cristão sadio, Ludovico Pavoni decidiu fundar um Instituto beneficente ou Colégio de Artes onde, pelo menos, os órfãos ou os descuidados pelos próprios pais fossem acolhidos, gratuitamente mantidos e educados de forma cristã. Ludovico sonhava habilitar os jovens para o desempenho de alguma profissão. Com o objetivo de formá-los, ao mesmo tempo, afeiçoados à religião, úteis à sociedade e ao Estado. Nasceu, assim, o Instituto de São Barnabé.

Oficinas de salvação
Entre as artes, a mais importante foi a Tipografia, querida por padre Pavoni como “Escola Tipográfica” que pode ser considerada a primeira Escola gráfica da Itália e que logo se torna uma verdadeira Editora. Com o passar dos anos, multiplicaram-se os ofícios ensinados em São Barnabé. Em 1831, padre Pavoni enumera oito oficinas existentes: tipografia e calcografia, encadernação, livraria, ourivesaria, serralheria, carpintaria, tornearia e sapataria.

Seguindo a inspiração
O Instituto de São Barnabé reunia, pela primeira vez, o aspecto educativo, o assistencial e o profissional, mas a marca mais profunda, a ideia característica do novo Instituto era que os meninos pobres, abandonados pelos pais e parentes mais próximos, aí encontrassem tudo o que tinham perdido: não somente um pão, uma roupa e uma educação nas letras e artes, mas o pai e a mãe, a família de que a desventura os privou, e com o pai, a mãe, a família, tudo o que um pobre podia receber e gozar.

Condecorado Cavaleiro da Coroa Férrea

Além do esperado…
Padre Pavoni pensou também nos camponeses e projetou uma Escola Agrícola. Em 1841, acolhe também deficientes auditivos. Em 3 de junho de 1844, foi condecorado pelo imperador com o título de Cavaleiro da Coroa Férrea.

Cuidados Extendidos 
Para sustentar e dar continuidade ao Instituto, Ludovico Pavoni cultivava há muito, a ideia de formar com seus jovens mais fervorosos uma regular Congregação. Consistia na unidade com os vínculos da caridade cristã e fundamentada nas virtudes evangélicas. Além da dedicação inteiramente ao acolhimento e à educação dos filhinhos abandonados e se disponha a estender gratuitamente seus cuidados também em favor da tão recomendada Casa da Indústria, prejudicada com a falta de mestres competentes nas artes.

Aprovação
Obtido o Decreto da finalidade da Congregação, por parte do Papa Gregório XVI, em 1843, alcançou finalmente a aprovação imperial, com a criação da Congregação dos Filhos de Maria Imaculada.

A Congregação dos Filhos de Maria Imaculada

Os Pavonianos
Quanto à marca da nova família religiosa, os contemporâneos reconhecem-lhe a originalidade e a novidade. Devendo a mesma compor-se de religiosos sacerdotes para a direção espiritual, disciplinar e administrativa da obra e de religiosos leigos para a condução das oficinas e a educação dos jovens. Surge assim a nova imagem do religioso trabalhador e educador: o irmão coadjutor pavoniano, inserido diretamente na missão específica da Congregação, com paridade de direitos e de deveres com os sacerdotes.

Morte no Domingo de Ramos
Com a saúde comprometida, Ludovico a teve agravada e, na madrugada de 1º de abril, domingo de Ramos, morreu.

Santidade
Na beatificação de Ludovico Pavoni, sancionada pelo Papa Pio XII, o Pontífice fala sobre a heroicidade das virtudes no qual é chamado de um outro Felipe Neri, precursor de São João Bosco, “rival” perfeito de São José Cottolengo.

Minha oração
“A sede pela salvação das almas habitava o coração de São Ludovico Pavoni. Senhor, que meu coração seja incendiado pelo ardor evangelizador. Dá-me o Teu Espírito Santo com cada um dos seus dons. Amém.”

São Ludovico Pavoni, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias