terça-feira, 2 de novembro de 2021

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

 Em vez de propor-nos, hoje, a veneração de um santo, a Igreja nos convida a comemorar, pelo nosso sufrágio, as almas dos fiéis já falecidos. A comemoração de todos os fiéis defuntos foi instituída neste dia a fim de socorrer, por boas obras gerais, os que não se beneficiam de preces especificamente dedicadas a eles. Deve-se a uma iniciativa tomada pelos monges beneditinos por volta do ano 1000. O abade São Odilo, superior mosteiro de Cluny na França, deu ordem para que em todos os conventos filiados a esta Ordem se celebrasse um ofício pelos defuntos na tarde do dia 1º de novembro. Essa comemoração foi adotada pela autoridade da Igreja, de tal modo que, aos poucos, se tornou universal a dedicação de dois de novembro à memória dos irmãos já falecidos.

“Irmãos, nos diz São Paulo apóstolo, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não tem esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrerem.” (ITs 4,13-14).

Essa exortação de Paulo é dirigida também a cada um de nós. O Dia dos Finados não é dia de tristeza nem lamúrias, como o é para aqueles que não tem fé, mas é dia de saudosa recordação, confortada pela fé, que nos garante que nosso relacionamento com as almas dos finados não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo e atuante pela oração de sufrágio. A doutrina relativa aos finados põe em admirável luz a harmonia entre a justiça e a bondade de Deus Pai, de tal modo que também os corações mais frios não resistem hoje a um saudoso pensamento de piedade religiosa em favor dos irmãos falecidos.

A fé nos ensina que existe um lugar de purificação pelas almas depois da morte, pois toda criatura que morre carrega faltas, misérias, dívidas espirituais por pecados cometidos, mesmo morrendo reconciliada com Deus. Essas faltas o impedem de entrar diretamente no Reino de Deus, que é o reino da santidade perfeita, da luz e felicidade. Deus, em sua bondade, providenciou um lugar de purificação que a tradição da Igreja chamou de purgatório. Quanto a isso o Catecismo da Igreja Católica afirma:

“O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, torna-nos incapazes da vida eterna, cuja privação se chama «pena eterna» do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado. Estas duas penas não devem ser consideradas como uma espécie de vingança, infligida por Deus, do exterior, mas como algo decorrente da própria natureza do pecado. Uma conversão procedente duma caridade fervorosa pode chegar à total purificação do pecador, de modo que nenhuma pena subsista (82).” (CIC 1472)

Pela solidariedade espiritual que existe entre os batizados por força de nossa inserção no Corpo Místico de Cristo, temos condições de oferecer preces, sacrifícios em sufrágios das almas do purgatório que ficam assim beneficiadas em suas penas. Esta doutrina já era conhecida no Antigo Testamento. De fato, lemos, no Segundo livro do Macabeus, que, depois de uma batalha do povo judeu contra os inimigos, Judas Macabeu mandou recolher ofertas a serem enviados ao Templo de Jerusalém solicitando orações e sacrifícios em sufrágio dos soldados tombados na guerra, pois ele concluiu: É um pensamento santo e salutar orar pelos mortos para que sejam livres dos seus pecados” ( 2Mc 14,45). Também Jesus Cristo fez alusão aos pecados que não são perdoados nem nesta terra nem na outra vida.

Orações de sufrágio em favor das almas dos mortos sempre foram praticadas nas Igrejas desde os primeiros séculos. Nas catacumbas romanas onde se sepultavam os cristãos há inúmeras inscrições alusivas a preces que os defuntos solicitam dos irmãos na fé. Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, ao falecer perto de Roma, enquanto viajava para África, assim falava aos dois filhos que a acompanhavam: “Ponde meu corpo em qualquer lugar, e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que, no altar de Deus, vos lembreis de mim, onde quer que estiveres”.

As almas dos nossos falecidos parecem dizer com o patriarca Jó: “Compadecei-vos de mim, ao menos vós que sois meus amigos, porque a mão do meu Senhor me tocou”.

“Santo e salutar é o pensamento de orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados.”

Indulgência: 

No dia de Finados, “aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos. Diariamente, do dia 1º ao dia 8 de novembro, nas condições costumeiras, isto é, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice; nos restantes dias do ano, Indulgência Parcial (Enchr. Indulgentiarum, n.13)”.

“Ainda neste dia, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semi-públicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos; a obra que se prescreve é a piedosa visitação à igreja, durante a qual se deve rezar o Pai-Nosso e Creio, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai-Nosso e Ave-Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a piedade e devoção).” (pg. 462 do Diretório Litúrgico da CNBB).

Oração pelos falecidos:

Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por (nome do falecido), que chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de Vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém (Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.)

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! Amém.

Referências:
Livro: O Santo do dia – Dom Servilio Conti, I.M.C.
vatican.va
Catecismo da Igreja Católica

Fonte: Canção Nova Notícias

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

PARÓQUIA SÃO JOÃO EUDES COMPLETANDO 18 ANOS

 


PAPA: AS BEM-AVENTURANÇAS SÃO A PROFECIA DE UMA NOVA HUMANIDADE


No Angelus da Festa de Todos os Santos o Papa Francisco falou sobre dois aspectos que levam ao Reino de Deus e à felicidade seguindo as Bem-Aventuranças: a alegria e a profecia. “As Bem-aventuranças são a profecia de uma nova humanidade, de uma nova maneira de viver: fazer-se pequeno e confiar-se a Deus, em vez de emergir sobre os outros”.

Jane Nogara - Vatican News

No Angelus desta segunda-feira, 1° de novembro celebração de Todos os Santos,  o Papa Francisco falou sobre a mensagem de Jesus no capítulo 5 do Evangelho de Marcos sobre as Bem-Aventuranças. Explicando que elas nos mostram “o caminho que leva ao Reino de Deus e à felicidade”. E se concentrou em dois aspectos: a alegria e a profecia.

Alegria

Ao falar sobre a alegria o Papa recordou que Jesus começa com a palavra "Bem-aventurados" (Mt 5,3). Explicando em seguida porque somos bem-aventurados aos encontrar Jesus:

“É o anúncio principal, de uma felicidade sem precedentes. As bem-aventuranças, a santidade, não é um programa de vida feito apenas de esforço e renúncia, mas é sobretudo a alegre descoberta de ser filhos amados por Deus. Não é uma conquista humana, é um dom que recebemos: somos santos porque Deus, que é o Santo, vem habitar em nossas vidas. Por isso, somos bem-aventurados!”

Recordando em seguida que: “Sem alegria, a fé torna-se um exercício rigoroso e opressivo, e corre o risco de adoecer de tristeza”. E concluiu este aspecto com uma sugestão:   

“Perguntemo-nos o seguinte: somos cristãos alegres? Espalhamos a alegria ou somos pessoas maçantes e tristes, com uma expressão fúnebre? Lembremo-nos: não há santidade sem alegria!”

Profecia

Em seguida o Papa falou sobre o outro aspecto, ou seja, a profecia afirmando:

"As Bem-aventuranças são dirigidas aos pobres, aos aflitos, aos famintos por justiça. É uma mensagem contracorrente”, explica porque enquanto o mundo diz que “para ter felicidade é preciso ser rico, poderoso, sempre jovem e forte”. “Jesus derruba estes critérios e faz um anúncio profético":

“A verdadeira plenitude de vida é alcançada seguindo-O, e praticando a Sua Palavra. E isto significa ser pobre por dentro, esvaziando-se para dar lugar a Deus”

Depois de afirmar que os ricos por se considerarem autossuficientes se fecham a Deus, os pobres “permanecem abertos a Deus e ao próximo”. Assim, afirmou, o pobre encontra a alegria.

“As Bem-aventuranças, portanto, são a profecia de uma nova humanidade, de uma nova maneira de viver: fazer-se pequeno e confiar-se a Deus, em vez de emergir sobre os outros; ser mansos, em vez de tentar impor-se; praticar a misericórdia, em vez de pensar somente em si mesmo; comprometer-se com a justiça e a paz, em vez de alimentar, mesmo com a conivência, injustiças e desigualdades”

“A santidade está em aceitar e colocar em prática, com a ajuda de Deus, esta profecia que revoluciona o mundo”.

Também neste aspecto o Santo Padre concluiu seu pensamento fazendo com que nos interroguemos:

“Sou testemunha da profecia de Jesus? Eu expresso o espírito profético que recebi no Batismo? Ou eu me conformo com o conforto da vida e com minha própria preguiça, pensando que tudo está bem se estiver bem comigo? Levo ao mundo a alegre novidade da profecia de Jesus ou as habituais queixas sobre o que está errado?

Francisco conclui o Angelus desejando “que a Santíssima Virgem nos dê algo de sua alma, aquela alma abençoada que alegremente engrandeceu o Senhor, que ‘derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes’.”

 

Fonte: Vatican News

MISSA DE FINADOS NA PARÓQUIA SÃO JOÃO EUDES, NO BAIRRO LUCIANO CAVALCANTE

 


EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,12-14

Naquele tempo: 12E disse também a quem o tinha convidado: 
'Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! 
Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.' Palavra da Salvação. 

 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

1 DE NOVEMBRO DE 2021

 

2ª. FEIRA DA XXXI SEMANA DO

 

TEMPO COMUM

 

Cor: Verde

1ª Leitura - Rm 11,29-36


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 11,29-36

Irmãos: 29Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 30Outrora, vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, em consequência da desobediência deles. 31Assim são eles agora os desobedientes, para que, em consequência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia. 32Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos. 33Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! 34De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?  35Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? 36Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele, a glória para sempre. Amém! Palavra do Senhor. 

Reflexão - "como explicar os pensamentos de Deus?
Assim como falou ao povo de Israel, o qual não quis acolher Jesus como o Messias esperado, São Paulo agora, fala para nós que também, às vezes, nos pomos a questionar as deliberações de Deus diante de situações que nos são incompreensíveis.  Assim, pois, Ele nos afirma: "Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos." Diante disso, só nos compete aproveitar a oportunidade que Deus nos dá de assumir a obediência, na certeza de que Ele nos oferece a Sua misericórdia. "Tudo é dele, por ele e para ele e a glória e o poder pertencem a ele para sempre." Os juízos de Deus são incompreensíveis para nós, e os Seus caminhos, nunca os poderemos penetrar. Em outras palavras, não conseguiremos "entender" Deus nem tampouco explicar os Seus desígnios. Diante dos nossos problemas, somos tentados (as) a dar conselhos a Deus quando pedimos a Ele, a solução. Nós pedimos a sua intervenção, mas já vamos a Ele com a fórmula e o resultado prontos, da maneira que desejamos. Precisamos ter em mente que os pensamentos do Senhor não são iguais aos nossos e Ele vê muito além, sabe precisamente do que será melhor para a nossa felicidade. A fé e a confiança que tivermos nas Suas deliberações, já será um passo seguro para conquistarmos muito mais do que o que pedimos. - Você já é um homem ou uma mulher obediente?   Você confia na ação de Deus quando pede algo? – Você permanece tranquilo (a) esperando a resolução? - Você tem plena confiança nos planos de Deus para a sua vida? - Você também é tentado (a) a dar a "receita" ao Senhor para a resolução dos seus problemas? - Você tenta "explicar" os pensamentos de Deus?

 

Salmo - Sl 68 (69),30-31. 33-34. 36-37 (R. 14c)


R. Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!


30Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! * 
Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! 
31Cantando eu louvarei o vosso nome * 
e agradecido exultarei de alegria!R.

33Humildes, vede isto e alegrai-vos: + 
o vosso coração reviverá, * 
se procurardes o Senhor continuamente! 
34Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, * 
e não despreza o clamor de seus cativos.R.

36Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, + 
reconstruindo as cidades de Judá, * 
onde os pobres morarão, sendo seus donos. 
37A descendência de seus servos há de herdá-las, + 
e os que amam o santo nome do Senhor * 
dentro delas fixarão sua morada!R. 

 

Reflexão - Quanto mais nos sentirmos pequenos e necessitados diante do Senhor mais aproveitaremos da Sua bondade e misericórdia. O coração de quem é humilde se alegra pelas maravilhas de Deus porque, na sua pequenez, consegue perceber que por si mesmo nunca seria capaz de levantar-se.

 

 Evangelho - Lc 14,12-14

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,12-14

Naquele tempo: 12E disse também a quem o tinha convidado: 
'Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! 
Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.' Palavra da Salvação. 

 

Reflexão - "a recompensa do justo virá do céu "

Neste Evangelho Jesus nos adverte que se fizermos o bem somente a quem pode nos retribuir já receberemos o prêmio aqui na terra. Do contrário, quando realizamos o bem às pessoas que não nos podem ressarcir, aí então, a nossa recompensa virá do céu. Portanto, a nossa motivação para fazer as coisas do nosso dia a dia é também um parâmetro para a nossa felicidade eterna, pois, a gratificação dos justos é a ressurreição. Neste sentido precisamos avaliar qual é o nosso interesse quando escolhemos as nossas amizades, qual é o valor com o qual cortejamos as pessoas, sejam elas, ricas ou pobres. Qual é o nosso interesse quando cultivamos os nossos relacionamentos, se o que estamos buscando aqui na terra servirá apenas para que tenhamos uma vida cheia de regalias ou se estamos caminhando em busca do reino de Deus. Assim, pois, Jesus nos recomenda: "convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. "Então tu serás feliz!"  Seguindo os ensinamentos de Jesus somos felizes quando damos atenção e participamos da vida de todos aqueles (as) que se sentem marginalizados (as) cheios (as) de defeitos (as); aqueles (as) que nunca esperariam ser chamados (as) e notados (as) por nós. Na festa da nossa vida ninguém poderá ser excluído.  As nossas conquistas devem ser partilhadas com todos, sem exceção, sem preconceito e discriminação. Seremos felizes e livres de nós mesmos quando formarmos unidade com todas as pessoas, tendo uma só alma, um só coração e um só ideal em Jesus Cristo!

 -Qual é a sua motivação quando escolhe suas amizades?  

- Você costuma acolher a todas as pessoas, ricas ou pobres?  

- Você senta-se à mesa com os ricos e com os pobres?

 - Reflita sobre a mensagem deste Evangelho!


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

 

 

SANTO DO DIA - TODOS OS SANTOS DE DEUS

 “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isso, hoje, vivemos essa Tradição, na qual nossa Mãe Igreja nos convida a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade, é um convite a olharmos para o Alto, pois, neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Todos esses combatentes de Deus merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida desses acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isso, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia, a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias