sábado, 1 de outubro de 2016

PAPA FRANCISCO AOS AGENTES DE CARIDADE: VOSSO TRABALHO FAVORECE A UNIDADE


Tbilisi (RV) – Após o encontro com os religiosos na Igreja da Assunção, em Tbilisi, o Papa Francisco dirigiu-se ao Centro de Assistência dos Camilianos, para encontrar os assistidos e os agentes das Obras de caridade da Igreja Católica.
 
O Santo Padre foi acolhido pelo Diretor do Centro de Assistência camiliano e pela Diretora daCaritas Geórgia. O encontro teve lugar diante do centro. Estavam presentes doentes, cadeirantes, pessoas assistidas pelas obras de Caridade e agentes das diversas realidades caritativas da Igreja Católica na Geórgia.
Oficialmente reconhecida como organização não-governamental em 1994, atualmente a entidade é dirigida pelo Padre Krzystof Kowa. Nos últimos tempos, foi iniciado também um programa de assistência especial aos refugiados dos territórios atingidos por conflitos, em particular vindos da Síria e do Iraque.
O Santo Padre iniciou o seu breve pronunciamento, agradecendo o trabalho realizado pelos agentes de caridade, trabalho este que expressa de maneira eloquente “o amor ao próximo, distintivo dos discípulos de Cristo”. A cada testemunho destes agentes, o Papa manifestou o seu “generoso compromisso ao serviço dos mais necessitados”:
“A vossa atividade é um caminho de cooperação fraterna entre os cristãos deste país e entre fiéis de diferentes ritos. Este encontro sob o signo da caridade evangélica é testemunho de comunhão e favorece o caminho da unidade. Encorajo-vos a continuar por esta estrada exigente e fecunda: as pessoas pobres e frágeis são a «carne de Cristo» que interpela os cristãos de todas as Confissões, instigando-os a agir sem interesses pessoais, mas apenas seguindo o impulso do Espírito Santo”.
Francisco também dirigiu uma saudação especial aos idosos, atribulados, doentes e assistidos pelas várias realidades caritativas, dizendo alegrar-se em poder estar um pouco junto deles, encorajando-os. “Vós sois prediletos de Jesus, que quis identificar-Se com as pessoas que padecem, sofrendo Ele mesmo na sua Paixão », afirmou.
O Papa assim concluiu :
"As iniciativas da caridade são o fruto maduro duma Igreja que serve, dá esperança e manifesta a misericórdia de Deus. Por isso, queridos irmãos e irmãs, a vossa missão é grande! Continuai a viver a caridade na Igreja e a manifestá-la em toda a sociedade, com o entusiasmo do amor que vem de Deus”.
Após o pronunciamento, um grupo de jovens com trajes, músicas e danças típicas apresentou-se, também com cadeirantes, animando e emocionando os presentes.(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

PAPA: HOJE GUERRA MUNDIAL CONTRA O MATRIMÔNIO, GÊNERO É GRANDE INIMIGO


Esta tarde, às 15.45, hora local, o Papa teve na Igreja de Nossa Senhora da Assunção em Tbilisi um encontro com os sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas. Ao todo cerca de 250 pessoas. Um encontro denso, distensivo e alegre, mas cheio de ensinamentos importantes.
O Papa ouviu, tomando notas, os testemunhos de um jovem de 23 anos, Kahka, de uma mãe de família, Irina, de um seminarista georgiano, Kote, que está para ser diácono, e de um sacerdote armênio.
No seu discurso, improvisado, o Papa amalgamou as questões por eles apresentadas, começando por provocar uma risada ao falar de uma velhota armênia muito humilde, com um dente de ouro à velha maneira, e que percorreu várias horas de autocarro, para ir da Geórgia onde vive, à Armênia ver o sucessor de Pedro e que incansavelmente seguia o Papa nas suas deslocações. E ao perguntar-lhe porque fazia isso, ela respondeu que era a fé.
Um preâmbulo para o Papa falar da firmeza da fé e dos pilares em que assenta: a capacidade de receber dos outros a fé e de a transmitir aos filhos, aos outros – disse Francisco, recordando que, por essa razão, em Cracóvia, deu aos jovens a missão de falar com os avós, de receber deles  e das mães, a água fresca da fé e a fazê-la crescer: “receber a herança da fé  e fazê-la germinar”. Assim como uma planta sem raízes não cresce, também uma fé sem mães e avós não cresce. Mas se a recebermos e não a doarmos também não cresce – sublinhou Francisco.
Em poucas palavras, firmes na fé significa memória (do passado), coragem (no presente), esperança (no futuro) – rematou o Papa.
Referindo-se ao jovem seminarista que disse que tem orgulho de ser católico e sacerdote georgiano, recordando que quando era pequeno, na missa disse à mãe que queria ser como aquele Padre que estava a celebrar, o Papa disse-lhe que isto é todo um percurso, mas que a palavra-chave é memória, memória da primeira chamada, do momento em que o Espirito Santo nos tocou. Todos na vida temos momentos de escuridão, os consagrados também os têm. E quando isto acontece – aconselhou o Papa - não desistir do caminho, não parar, mas voltar com o pensamento aquele momento em que se foi tocado pelo Espírito, perseverar na vocação, naquela carícia através da qual Deus me disse “vem comigo”. E assim a fé permanece firme – disse o Papa – recordando que todos somos pecadores, precisamos de nos confessar e que a Misericórdia e o amor de Jesus é maior do que os nossos pecados.
O testemunho de Irina que falou da importância da fé no matrimônio, deu a oportunidade ao Papa para se deter sobre a beleza do matrimônio e sobre as ameaças que incubem hoje em dia sobre este sacramento cristão:
Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e por isso quem paga o preço do divórcio não são só os próprios esposos e as crianças que sofrem muito com isso, mas é também a imagem de Deus que fica manchada – disse o Papa. Por isso  é preciso fazer de tudo para salvar o matrimônio. É normal que haja dificuldades, litígios, sobretudo quando se mete pelo meio o diabo apresentando uma mulher mais bonita ou um homem mais competente – disse o Papa, mas nunca ir dormir sem fazer as pazes, porque a guerra fria do dia seguinte é muito pior. E em vez de fazer discursos, optar por uma carícia…
É preciso fazer todo o possível para salvar o matrimônio hoje: a teoria de gênero, uma guerra mundial para destruir o matrimônio, não com armas, mas com colonizações ideológicas.
Referindo-se de novo à figura da velhota e da mãe à qual o menino disse que queria ser como aquele homem que celebrava a missa, o Papa disse que as mulheres naquela região do mundo têm fama de ser mulheres de fé. E recordou que a Mãe de Jesus é a nossa mãe, a Igreja, esposa de Jesus é a nossa mãe e que com a Mãe Igreja e a Mãe de Jesus podemos ir para a frente. A mulher. Parece que o Senhor tem preferência pelas mulheres como veículos de fé – disse o Papa frisando que será a Mãe Igreja, a mulher, a defender a fé.  Os Monges orientais já diziam que quando há turbulência espiritual é preciso refugiar-se sob o manto de Nossa Senhora.
As últimas palavras do Papa foram relativas ao ecumenismo. Recomendou que se deixe à Teologia o tratamento dos problemas abstratos e que se seja amigo do vizinho ortodoxo, sem procurar convertê-lo. Nunca fazer proselitismo com os ortodoxos. São nossos irmãos, irmãs. Mas devido a complexidades históricas, nos separamos – disse Francisco, pedindo a graça de sermos todos libertados da mundanidade e a sermos homens e mulheres da Igreja. “Firmes na fé, sob o manto da Santa Mãe de Deus”, disse Bergoglio, que concluiu rezando juntamente com a assembleia a “Ave Maria” . (DA)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano


PAPA NA GEÓRGIA, SINAL DE RECONCILIAÇÃO PARA O MUNDO, DIZ PADRE MAJESWKI



Tbilisi (RV) – Uma Missa para levar uma renovada esperança ao pequeno rebanho da Geórgia. Este é o significado profundo da celebração presidida pelo Papa Francisco no Estádio de Tbilisi. Eis o comentário do Diretor de Programas da Rádio Vaticana, Padre Andre Majewski:
 
“A viagem do Papa no Cáucaso tem esta dimensão: chegou às pequenas comunidades católicas espalhadas aqui, em dois-três países. Amanhã estaremos no Azerbaijão onde a presença católica realmente é mínima. O Papa Francisco muitas vezes repetiu a frase já famosa, de que “se vê melhor o mundo da periferia que do centro”. E chegou na periferia! Isto é importante não somente para a Igreja aqui, a Igreja na Geórgia que representa apenas cerca de 1% da população, mas é importante também para a Igreja universal. Se acreditamos realmente que se vê melhor o mundo a partir da periferia, é a própria Igreja que pode aprender muito, olhando para si mesma a partir das periferias”.
RV: Um momento particular, forte, foi a passagem da Porta Santa no estádio, a porta de uma Igreja que ainda não foi possível construir. É também o sinal das dificuldades que o rebanho tem, a pequena Igreja na Geórgia?
“É verdade: por um lado podemos ler isto como sinal das dificuldades que esta Igreja encontra, sendo uma pequena Igreja minoritária. Por outro lado, do ponto de vista positivo, podemos interpretar isto também no sentido de que a Porta Santa sem igreja, é uma abertura da porta ao mundo. Eu fiz esta leitura, e o próprio Papa nos encorajou, na sua homilia, a fazer isso, quando invocou este fato de que a Igreja Católica na Geórgia é pequena, dizendo para não fechar-se em um microcosmos. O próprio Papa pediu para abrir as portas, para sairmos de nós mesmos, de ir por todo o mundo”.
RV: O Papa Francisco está na Geórgia. Em breve estará no Azerbaijão. O Cáucaso tem suas feridas profundas. Esta viagem, mesmo somente com a presença do Papa, pode levar reconciliação?
“Certamente. E isto se refere também ao papel do Pontífice no mundo: construir pontes entre as partes que não se falam, entre as partes às vezes em profundo conflito. O tema da paz, aqui no Cáucaso é realmente muito atual. Esperemos que esta visita produza alguns frutos, mas o próprio fato de que pessoas que normalmente não se encontram tenham se encontrado, pode ser um pequeno, um primeiro bom sinal para o futuro, de que as coisas possam mudar. O próprio Papa ontem, disse que o ecumenismo – mas o mesmo vale para a paz – é feito com pequenos passos. Esta viagem do Papa é um outro, um ulterior passo em direção à paz!”. (je/ag)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

ESTA É A ORAÇÃO QUE O PAPA FRANCISCO REZOU NA GEÓRGIA PELA PAZ NO MUNDO



Papa reza uma oração pela paz. Foto: Captura Youtube

TIFLIS, 30 Set. 16 / 04:00 pm (ACI).- No seu primeiro dia de viagem à Geórgia, o Papa Francisco teve um encontro com a comunidade assírio-caldeia do país, depois do seu encontro com o Patriarca Elias II.
A celebração aconteceu na igreja de São Simão, em Tiflis (capital do país). Na chegada ao local, Francisco foi acolhido pelo Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Dom Louis Raphaël Sako, e pelo pároco desta igreja.
O Santo Padre entrou em procissão na capela do Santíssimo entre os fiéis da diáspora assírio-caldeia. Logo depois de um canto e uma oração rezada em aramaico, rezou a seguinte oração pela paz:
Senhor Jesus,
adoramos a vossa cruz,
que nos liberta do pecado, origem de toda a divisão e de todo o mal;
anunciamos a vossa ressurreição,
que resgata o homem da escravidão do fracasso e da morte;
esperamos a vossa vinda na glória,
que leva a cumprimento o vosso reino de justiça, alegria e paz.
Senhor Jesus,
por vossa paixão gloriosa,
vencei a dureza dos corações, prisioneiros do ódio e do egoísmo;
pela força da vossa ressurreição,
arrancai da sua condição as vítimas da injustiça e da opressão;
pela fidelidade da vossa vinda
confundi a cultura da morte e fazei resplandecer o triunfo da vida.
Senhor Jesus,
uni à vossa cruz os sofrimentos de tantas vítimas inocentes:
as crianças, os idosos, os cristãos perseguidos;
envolvei com a luz da Páscoa quem está ferido no seu íntimo:
as pessoas abusadas, privadas da liberdade e da dignidade;
fazei experimentar a estabilidade do vosso reino a quem vive na incerteza:
os exilados, os refugiados, quem perdeu o gosto pela vida.
Senhor Jesus,
estendei a sombra da vossa cruz sobre os povos em guerra:
que eles aprendam o caminho da reconciliação, do diálogo e do perdão;
fazei saborear a alegria da vossa ressurreição aos povos exaustos pelas bombas:
levantai da devastação o Iraque e a Síria;
reúne sob a vossa doce realeza os vossos filhos dispersos:
sustentai os cristãos da diáspora e dai-lhes a unidade da fé e do amor.
Virgem Maria, Rainha da Paz,
Vós que estivestes ao pé da cruz,
alcançai do vosso Filho o perdão dos nossos pecados;
Vós que nunca duvidastes da vitória da ressurreição,
sustentai a nossa fé e a nossa esperança;
Vós que estais sentada como Rainha na glória,
ensinai-nos a realeza do serviço e a glória do amor.
Amém.


ACI Digital

EVANGELHO DO DIA


Lucas 10,17-24

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 17os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”.18Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes!24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”. Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE


01/10/2016 - Sábado XXVI Semana comum – Santa Teresinha do Menino Jesus

– Jó 42,1-3.5-6.12-16 – “provado para ser aprovado”

Depois de ter passado por vários tropeças e de ter reconhecido sua fraqueza e incapacidade diante dos acontecimentos, Jó se rendeu à Onipotência de Deus e foi por Ele abençoado. Por isso, a sua história é uma apologia ao homem que se ajusta ao Plano de Deus e, por isso, tem a sua vida restaurada após ter sido provado e aprovado por Ele. A paciência na hora da provação é, portanto, um atributo daqueles que põem a sua confiança nas obras do Senhor. A dor que vivenciamos em Deus é, com certeza, transformada por Ele, em amor e nunca seremos abandonados. Pelo contrário, ressurgiremos como Jó, cheios de mais graças e bênçãos. No meio das intempéries da vida adquirimos maturidade humana e conseguimos dominar os impulsos da nossa carne fortalecendo a nossa vontade de fazer tudo conforme os desígnios de Deus. Na sua constatação Jó dá testemunho de que antes, só conhecera o Senhor por ouvir falar, mas, com o sofrimento ele pôde enxergá-Lo com os seus olhos. Assim também, nós, só temos um encontro verdadeiro com Deus quando sentimos a sua presença amorosa, a sua misericórdia e a sua compaixão, nos momentos difíceis de aflição e de tribulação. Aí, então, percebemos que os nossos valores mudaram e que as coisas que o mundo aplaude, para nós não têm a mínima importância. Recebemos muito mais graças de alegria, de paz e de conforto. O sofrimento nos faz conhecer a Deus! – Você já passou por alguma experiência de grande sofrimento, em Deus? – O que mudou em você depois de tudo passado? – Você tem medo de sofrer? – Você confia que Deus tem poder para fazer você renascer das cinzas?

Salmo 118 – “Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos”

A nossa perseverança e confiança nas promessas de Deus rendem para nós frutos de bom senso, retidão e sabedoria. Depois que somos provados e humilhados nós adquirimos muito mais força e capacidade para saber fazer a vontade do Senhor. Confiando nos julgamentos do Senhor nós progredimos rumo à santidade com mais firmeza e convicção. As leis e os mandamentos do Senhor iluminam os nossos passos.

Evangelho - Lucas 10, 17-24 - "Somos felizes porque os nossos olhos veem mais além das aparências”

Os discípulos de Jesus que voltaram da missão de evangelizar vieram contentes porque os demônios lhes obedeciam quando falavam em Seu nome. Diante da alegria deles Jesus argumentou que “alegria muito maior” é a que acontece no céu, por causa da nossa entrega ao chamado de Deus para falar em Seu Nome. Portanto, a nossa alegria consiste em fazer a vontade de Deus e atender ao Seu chamado. Como batizados (as), somos enviados (as) por Jesus a pregar o Evangelho a toda criatura, em todo o mundo. Para nós, também é uma glória saber que os nossos nomes estão escritos no céu quando nos dedicamos a evangelizar pregando a boa nova por onde andamos. Entretanto, o nosso serviço só dará frutos se também nos sentirmos pequeninos, necessitados da graça de Deus. Assim como exultou no Espírito Santo diante dos Seus discípulos, Jesus também o faz hoje, porque o Pai nos revela as coisas do Seu coração. Só os humildes e pequeninos podem "entender" os mistérios do céu. Só quem conhece o Pai é o Filho e aquele (a) a quem o Filho o quiser revelar, por isso, entreguemo-nos às sugestões do Espírito Santo a fim de podermos conhecer o Pai. Só os pequeninos, os que se abrem podem enxergar as maravilhas de Deus. Jesus é a própria revelação de Deus e todos os que O aceitam e Nele creem, são os pequeninos que veem, ouvem e sentem a felicidade e a paz do Senhor. Jesus refere-se aqui aos olhos que veem sob a ação do Espírito Santo. Somos felizes porque os nossos olhos veem mais além das aparências e podemos, na reflexão da Palavra de Deus, descobrir os Seus mistérios, os Seus planos para nós e para a humanidade. Somos chamados (as) no tempo atual da nossa vida a ver e ouvir o que o Senhor tem para nos revelar. Não percamos tempo! O Senhor tem muito a nos mostrar e também a nos falar. - Você é uma pessoa atenta aos mistérios de Deus? - Quando medita sobre a Palavra de Deus você se limita ao que está escrito, ou percebe nas entrelinhas uma mensagem para a sua vida? - Você confia que o seu nome também está escrito no céu? - Você tem falado em nome de Deus?

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS


A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras:“Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”
Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias