quarta-feira, 1 de junho de 2011
DEBATE MUNDIAL SOBRE O CASAMENTO
Por Rafael Navarro-Valls
MADRI, (ZENIT.org) – As grandes disputas jurídicas não são simplesmente nacionais: são mundiais. Assim ocorreu, por exemplo, com os debates sobre a codificação. E assim está ocorrendo agora com a nota de heterossexualidade do casamento.
A tensão é percebida entre duas tendências opostas. A primeira é o que, em termos de direito internacional, se chama “efeito dominó”, isto é, a propensão expansiva de uma instituição jurídica, quando é adotada por um sistema político de certa influência sobre outros. Junto a esta tendência expansiva, a adoção, por alguns sistemas jurídicos, do casamento entre pessoas do mesmo sexo produziu uma reação contrária. É o que chamei uma vez de “efeito blindagem”, ou seja, a defesa do casamento heterossexual através da constitucionalização da nota de heterossexualidade.
Qual destas tendências avança com maior rapidez? Contra o que se poderia acreditar, a realidade é que existe um equilíbrio instável modelado por reações e contrarreações que desenham, em minha opinião, um panorama mais próximo da defesa do casamento heterossexual que do avanço do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Prescindindo do tumulto midiático de um ou outro signo, convém que nos atenhamos aos fatos. Um rápido tour d´horizon provavelmente avalizará o que digo. Voltando à Europa, a verdade é que, ainda que os Países Baixos (2001), Bélgica (2003), Espanha (2004), Noruega (2009), Suécia (2009) e Portugal (2010) tenham regulamentado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a corrente majoritária se mostra concessora de diversos efeitos às uniões civis do mesmo sexo, mas não muito receptiva a transformar essas uniões em verdadeiros casamentos. Já vimos a tendência dos países do Leste da Europa a constitucionalizar a nota de heterossexualidade. Em outros países europeus (França, Itália, Alemanha etc.), ainda que o debate se apresente com maior ou menor intensidade, os órgãos legislativos ou jurisprudenciais mantêm uma posição de equilíbrio que não se inclina à concessão tout court do estado matrimonial às uniões civis. Assim, por exemplo, em fevereiro deste ano, o conselho constitucional francês considerou que a proibição do casamento homossexual, tal como aparece no código civil, está conforme à constituição francesa.
A América Latina é um âmbito jurídico em que as reações se produzem com rapidez diante de modelos diferentes. Um exemplo: acabo de voltar do México, onde estive em vários estados, por questões acadêmicas. O único deles em que se aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo é Cidade do México. A reação foi imediata. Os estados de Jalisco, Morelos, Sonora, Tlaxcala e Guanajuato levantaram diante da Suprema Corte a questão da inconstitucionalidade.
Há alguns dias, Obama deu ordens ao Departamento de Justiça para que deixe de apoiar frente aos tribunais a lei federal aprovada em 1996, durante a administração Clinton, na qual se define o casamento como a união legal entre um homem e uma mulher. Esta “lei de defesa do casamento”(DOMA), pela qual nenhum estado está obrigado a reconhecer como casamento uma relação entre pessoas do mesmo sexo reconhecida como casamento em outro estado, foi aprovada em seu momento por uma ampla maioria bipartidária em ambas as câmaras do Congresso. A reação foi imediata. O presidente da Câmara de Representantes anunciou que reuniria um grupo de assessoria legal, formado por membros de ambos os partidos, para defender a DOMA.
O balanço final é que, dos 192 países reconhecidos pela ONU (mais 10 de fato, não integrados oficialmente em tal organização), somente reconhecem o casamento entre pessoas do mesmo sexo 10 países, mais alguns estados isolados do México e dos Estados Unidos. Entre eles, não se conta nenhum país asiático nem africano (salvo África do Sul) e somente um latino-americano e parte de outro. Comparando a demografia desse pequeno grupo de países com a de todo o planeta que rejeita o modelo de casamento entre pessoas do mesmo sexo, a anomalia jurídica ainda está localizada.
Certamente, a prevalência do bom senso e do senso jurídico nesta importante matéria exige – em especial dos juristas – essa qualidade tão própria dos homens dedicados à defesa da justiça, que consiste em manter a firmeza de uma rocha nas convicções, moderando-a com a flexibilidade de um junco em suas aplicações.
PRINCIPES ESPANHÓIS APOIAM JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
Madri (ZENIT.org) – Nesta segunda-feira, os príncipes de Astúrias, Felipe e Letizia, receberam os representantes da Fundación Madrid Vivo e os membros do Comitê Organizador da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
A Fundación Madrid Vivo é uma das fundações que estão colaborando para a JMJ seja uma realidade.
Os príncipes de Astúrias mostraram seu apoio e entusiasmo diante deste grande acontecimento, de importante projeção internacional e social. Além disso, manifestaram estar acompanhando de perto os preparativos da JMJ, que, segundo os organizadores, são uma ocasião única para a Espanha.
Na audiência, o cardeal de Madri e presidente do comitê organizador desta JMJ, Antonio María Rouco Varela, falou da “geração da esperança”, referindo-se aos muitos jovens que irão à JMJ procedentes do mundo inteiro, e descobrirão nela uma visão esperançadora e cheia de alegria da vida, na qual a “civilização do amor” não é uma utopia.
Os organizadores entregaram aos príncipes de Astúrias algumas camisetas da JMJ para suas filhas e um relojo da JMJ para cada um.
Não é a primeira vez que o príncipe Felipe mostra seu apoio à JMJ. Por ocasião da visita de Bento XVI a Santiago de Compostela, em novembro passado, o príncipe de Astúrias ressaltou diante do Papa a honra de celebrar a JMJ em Madri. Também no dia da beatificação de João Paulo II, ele se despediu do Papa com uma “Santo Padre, nós o esperamos em Madri!”.
Cerca de 400 mil jovens, de 182 países, já se inscreveram para a JMJ de Madri, de agosto.
DIA 7 DE AGOSTO, ROMARIA DA TERRA EM ITAPIPOCA
NO PARQUE DOIS IRMÃOS A SEGUNDA FESTA DA UNIDADE
Horários:
Às 15 horas - Abertura, acolhida, Oração;Às 15h30 - Palavra do Pároco;Às 15h40 - Louvor com bandas da paróquia Mãe Santíssima;Às 16h25 - Visitação aos stands das comunidades, Lanches, apresentação de danças, etc;Às 17 horas - Adoração ao Santíssimo Sacramento;Às 18 horas - Celebração Eucarística com Pe. Reginaldo (pároco) e Pe. Pedro (vigário). Informações: 3493.5171/ 8888.5170 - Paróquia Mãe SantíssimaPe. Reginaldo Guimarães Lima - PárocoPe. Pedro Rodrigues da Silva Neto - Vigário Paroquial.
REFLEXÕES DAS LEITURAS DE HOJE
- Atos 17, 15.22—18,1 – “o tempo da ignorância não conta”
Os homens de Atenas eram extremamente religiosos, no entanto, cultuavam a uma diversidade de deuses, inclusive ao Deus desconhecido a quem adoravam sem mesmo dar a ele um nome ou entender quem fosse. Partindo desta realidade Paulo lhes anunciou o Deus Criador que fez o mundo e tudo o que nele existe, por isso, é Senhor do céu e da terra. O Deus desconhecido a quem eles haviam erigido um altar é justamente o Deus que não é servido por mãos humanas mas, pelo contrário, é Ele quem dá vida aos homens e aos animais. Falando aos atenienses, São Paulo também se dirige hoje a nós que, às vezes, por conta da nossa ignorância confundimos Deus com alguém que está à nossa dispor para resolver os nossos problemas, mas não O conhecemos. Hoje também os homens têm muita religiosidade, gostam das celebrações, seguem as tradições e os preceitos, poucos, porém, conhecem verdadeiramente a Deus. Eles cultuam um Deus desconhecido, distante, que não tem influência pessoal nas suas vidas, que não os sustenta nas dificuldades, e de quem eles não dependem. Precisamos ter consciência de que encontramos a Deus na medida em que O buscamos na oração, no recolhimento do nosso coração, na expressão do nosso louvor, pois Ele se deixa encontrar pelo homem que O busca mesmo que seja às apalpadelas. “Ele não está longe de cada um de nós, pois nele, nós vivemos, nos movemos e existimos”. Contudo, Deus não leva em conta o tempo da nossa ignorância e mesmo que tenhamos caído na idolatria e no desconhecimento do Seu Amor nós podemos buscá-lo dia a dia, na Sua Palavra, na Eucaristia, frequentando os lugares onde se ouve falar Dele assimilando a Sua mensagem de amor e vida nova. É tempo de abrir o coração e não olhar pra trás, tempo de conversão. – Como está sendo o seu conhecimento de Deus, superficial, por ouvir falar ou você já teve uma experiência forte com o Seu Amor? – Você se considera uma pessoa “religiosa”? – Você conhece a Deus? – Você já experimenta o Seu amor? – O que o Amor de Deus o (a) faz compreender? – O que você entende por “caminhar às apalpadelas”?
Salmo 148 – “Da vossa glória estão cheios o céu e a terra”
O céu e a terra estão cheios da glória de Deus e esta é a maior razão para que nós elevemos a Ele o nosso louvor e a nossa adoração. O Senhor Deus é o motivo do louvor dos anjos e dos santos que já presenciam o esplendor da sua glória. Nesta perspectiva nós também podemos nos unir aos habitantes celestes e, desde já elevar a Ele o louvor de um povo que Lhe pertence. Todos nós, príncipes, juízes, jovens, anciãos e criancinhas, somos convocados (as) a bendizer ao Senhor que fez o céu e a terra a fim de que tenhamos a alma configurada ao modelo que Deus fez para cada um.
Evangelho – João 16, 12-15 - “ O Espírito Santo nos revela a verdade do Pai”
O Espírito Santo nos revela os planos de Deus e nos prepara até para as coisas futuras que o Senhor nos propõe. Por isso, não estamos aqui à mercê da sorte. No entanto, as coisas que Jesus tem a nos dizer só nos serão compreensíveis quando nos apossamos do Espírito da verdade. Para isso, porém, não precisamos ir longe, Jesus já nos enviou o Seu Espírito que nos convence da verdade. O Espírito Santo é Aquele que nos dá o conhecimento da vontade do Pai e dos Seus projetos para a nossa vida. Somente Ele é capaz de nos fazer compreender a Palavra, as moções, os fatos e acontecimentos e até as coisas que estão por vir. Deus vive no nosso coração e o Seu Espírito nos conduz. Enquanto não nos deixamos mergulhar no Espírito Santo, nós, como os discípulos de Jesus, não seremos capazes de compreender as revelações do Senhor em relação à nossa vida, à nossa missão e, também para as nossas realizações pessoais e na nossa família. Jesus e o Pai são Um e têm em Si o entendimento perfeito do que é bom para cada um de nós. Nós podemos perceber as Suas revelações por meio da Sua Palavra, mas também por intermédio de pessoas que são mensageiras dos recados de Deus para nós. Seremos Seus fiéis seguidores se acolhermos as Suas orientações de coração sem duvidas nem questionamentos. Assim agindo nós faremos o teste da obediência a Deus por intermédio dos homens e a consequência disso, será uma vida harmoniosa com Deus, conosco e com os nossos irmãos e irmãs. Quando nós obedecemos às ordens de Deus nos submetendo à orientação das pessoas que Ele coloca à nossa frente para nos conduzir, nós caminhamos com mais segurança e em harmonia com a Sua vontade. - Você crê que o Pai tem um plano para você e que através do Espírito Santo Ele está elaborando o seu coração para tudo acontecer como Ele quer? - Você consegue assimilar o que Jesus lhe fala? – Você reconhece a vontade do Pai nos fatos e acontecimentos da sua vida? – Você é dócil à condução das pessoas que o Senhor colocou perto de si?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
EVANGELHO DO DIA
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.— Glória a vós, Senhor.Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”. - Palavra da Salvação.
SANTO DO DIA - SÃO JUSTINO
Nasceu na Palestina em uma família que não conheceu Jesus. Justino buscou com aquilo que ele tinha, a verdade. Ele tinha essa sede e providencialmente pôs em sua vida um ancião que se aproximou dele para falar sobre a filosofia. E ele apresentou o 'algo mais' que faltava a Justino. Falou dos profetas, da fé, da verdade, do mistério de Deus e apresentou Jesus Cristo. Justino se tornou um grande filósofo cristão, sacerdote, um homem que buscou corresponder diariamente a sua fé. E depois dos padres apostólicos, ele foi intitulado como o primeiro santo, padre.A Sagrada Tradição foi muito testemunhada nos escritos deste santo. Por inveja e por não aceitar a verdade, um filosofo denunciou São Justino, que foi julgado injustamente, flagelado e por não renunciar a Jesus Cristo, foi decapitado. Isso no ano de 167.Com fé e razão nós mergulhamos nosso ser no coração de Jesus, modelo e fonte de toda graça, bênção e santidade.
São Justino, rogai por nós!