segunda-feira, 2 de maio de 2011

02/05/2011 - 2ª. Feira I SEMANA DA PÁSCOA

– Atos 4, 23-31 – “ Por que desistir? O Senhor olha por nós”!

Depois que foram soltos da prisão, Pedro e João se reuniram com os outros discípulos e os colocaram a par das ameaças que os sumos sacerdotes e os anciãos lhes fizeram. As primeiras barreiras e perseguições não os fizeram desistir do anúncio. Ao invés de se amedrontarem, no entanto, a comunidade reunida elevou a voz a Deus e com mais força eles oraram pedindo uma porção redobrada do Espírito Santo. Pediram para que eles pudessem anunciar corajosamente a sua Palavra. E ousaram interrogar ao Senhor: “Por que se enfurecem as nações, e os povos imaginaram coisas vãs?” “Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias!” Corajosamente eles cobraram de Deus uma atitude firme para que pudessem realizar curas, sinais e prodígios, em nome de Jesus. E foram atendidos na sua oração: “o lugar onde estava tremeu e eles ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus!”

E nós? Quantas vezes pensamos em desistir da nossa missão por causa das barreiras? Por qualquer coisa nós achamos que não podemos mais continuar a nossa missão e esquecemos de que o “Senhor que criou o céu, a terra, o mar, e tudo que nele existe”, pode também, por meio do Espírito Santo, nos dar a força de que precisamos para vencer todas as nossas dificuldades. Não podemos mais ter este tipo de pensamento, mas sim, seguindo o exemplo dos apóstolos nós precisamos nos reunir e orar. O Senhor com certeza espera pela nossa iniciativa e está pronto para nos atender. Na vida de cada um de nós há questões que precisam ser solucionadas, portanto não podemos perder tempo. - Experimente fazer hoje esta oração que os discípulos fizeram. Peça ao Senhor que estenda a Sua mão sobre você e que realize prodígios e milagres na sua vida! – Não perca tempo!

Salmo 2 – “Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor!”

Ser feliz é o grande desejo do nosso coração e a esperança é a nossa grande motivação para que prossigamos buscando a felicidade. Mesmo que não entendamos muito bem o porquê das coisas que acontecem de um modo ou de outro, nós esperamos no Senhor e é essa a nossa arma. Somos Seu povo e Sua herança, por isso Ele nos sustentará.

Evangelho - João 3, 1-8 - “Deixar-se conduzir pelo Espírito”

Muitas vezes, nós, como Nicodemos, não entendemos o que significa nascer do alto, porque ainda estamos muito ligados (as) na nossa humanidade. A carne pensa, julga, faz cálculos, procura os seus interesses, questiona, duvida e por isso, quem vive na carne nunca conseguirá nascer do alto. Pelo contrário, aquele que se abandona e deixa-se conduzir pelo Espírito de Deus, nasce da água e do Espírito e assim, pode entrar no Reino de Deus. Esta é a diferença! Assim como a pluma se deixa levar pelo vento sem questionar, assim também nós seremos conduzidos se nos deixarmos levar pelo vento do Espírito Santo sem pedir explicações. Não questionar, não fazer cálculos, mas simplesmente entregar-se! Isto é nascer do Espírito. Não existem explicações para as obras de Deus. Quem as quiser “entende-las” irá ficar na ignorância a vida toda e perderá a melhor parte. Nascer do alto é assumir uma vida nova, direcionada por Deus. É deixar-se conduzir por uma nova mentalidade, nova maneira de agir, de pensar e de procurar a santidade. - Você já nasceu da água e do Espírito ou a carne ainda comanda a sua vida?- Você é uma pessoa racional ou já parou de fazer cálculos para compreender os mistérios da sua vida? – Você é como uma pluma ou como um monte?

Helena Colares Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

EVANGELHO DO DIA

João 3,1-8

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.— Glória a vós, Senhor.1Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”.3Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?”5Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. 6Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito. 7Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. - Palavra da Salvação.

SANTO DO DIA - SANTO ATANÁSIO

SANTO DO DIA - SANTO ATANÁSIO
Atanásio nasceu em Alexandria, no Egito, em 296. No ano de 325, deu-se o I Concílio Ecumênico, em Niceia, para definir a doutrina autêntica contra a heresia tão capciosa dos arianos, a qual fazia de Jesus uma criatura inferior a Deus Pai. Atanásio participou do Concílio na qualidade de assessor do seu bispo, embora fosse somente diácono na época. O Arianismo foi condenado e deu-se a definição solene do Credo, o qual nós rezamos até hoje. A atuação de Atanásio foi primorosa tanto pela lucidez de sua doutrina quanto pela argumentação bíblica apresentada. Os erros dos arianos foram por ele refutados com tanto brilho, clareza e evidência, que causou admiração a todos. Atanásio foi o sucessor do bispo de Alexandria, embora tivesse apenas 31 anos, e dirigiu a Igreja de Alexandria por 46 anos, período de muito sofrimento e perseguição. Os arianos não lhe deram descanso e, com o apoio do imperador, espalharam muitas calúnias contra Atanásio, que por cinco vezes teve de fugir de sua sede episcopal. Refugiava-se no deserto onde conheceu e conviveu com o grande Santo Antão. Durante cinco anos ficou lá escondido, saindo somente à noite para dirigir sua igreja e consolar seus fiéis. Atanásio foi firme e inquebrantável com seus numerosos escritos. Manteve viva a fé no Verbo Encarnado. Faleceu reconhecido por toda a Igreja, com 77 anos. E como reconhecimento de seu trabalho, fidelidade e fundamentais obras escritas para a Santa Igreja foi declarado Doutor da Igreja.

Santo Atanásio, rogai por nós!

domingo, 1 de maio de 2011

PRESIDENTE DILMA FAZ EXAMES NO HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS, EM SÃO PAULO

Por Tomas Okuda

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff está em São Paulo, passando por exames no Hospital Sírio-Libanês. A assessoria de imprensa do hospital informou que não há detalhes sobre os motivos dos exames. Há expectativa de que a assessoria do Palácio do Planalto divulgue uma nota sobre o assunto.

Na última sexta-feira, Dilma apresentava quadro de forte gripe, segundo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Por esse motivo, segundo ele, ela deixou de participar hoje das festividades do Dia do Trabalho em São Paulo.

Agência Estado/Veja

URNA COM RESTOS MORTAIS DE JOÃO PAULO II É EXPOSTA PARA VENERAÇÃO



Urna com os restos mortais de João Paulo II foi exposta para veneração dos fiéis após a cerimônia de beatificação
Os restos mortais do beato Karol Wojtyla - Papa João Paulo II - foi exposto para veneração dos fiéis neste domingo, 1º, logo após a Cerimônia de Beatificação. A urna ficará exposta, no interior da Basílica de São Pedro, diante do altar da Confissão, até às 19h (horário local) desta segunda-feira, 2. O Papa Bento XVI foi o primeiro a rezar diante dos restos mortais de seu predecessor, logo depois, os cardeais, bispos, chefes de estado e autoridades puderam também se aproximar do corpo de João Paulo II.




Daniel MachadoEnviado especial a Roma
André Luiz da Rosa / Canção Nova Notícias/Roma

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LITURGIA DA PALAVRA : "VIMOS O SENHOR!"

Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração

São Paulo (ZENIT.org ) - Apresentamos o comentário à liturgia do II Domingo da Páscoa – At 2, 42-47; 1 Pd 1, 3-9; Jo 20, 19-31 – redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo). Doutor em liturgia pelo ‘Pontificio Ateneo Santo Anselmo’ (Roma), Dom Emanuele é monge beneditino camaldolense.
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II DOMINGO DA PÁSCOA


Leituras: At 2, 42-47; 1 Pd 1, 3-9; Jo 20, 19-31

“Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos” (Sl 117, 24- Salmo responsorial).

Este grito de alegria acompanhou a celebração da Eucaristia e da Liturgia das Horas, desde o dia da Páscoa até o dia de hoje, oitavo dia da solenidade. A Eucaristia e a Liturgia das Horas são a fonte da vida divina da Igreja e o cume da sua relação esponsal com Cristo, a expressão mais alta da sua fé e a nascente que alimenta sua vida. No pano do fundo do canto incessante deste salmo messiânico está a visão de fé segundo a qual, contra todas as expectativas humanas, com a morte e ressurreição de Jesus, o projeto de salvação do Pai se realizou, e teve início o tempo novo, o dia definitivo, do qual Cristo é luz e vida (cf Sl 117, 22-24).

É o tempo no qual estamos vivendo, animados pela mesma vida divina de Jesus e iluminados pela sua luz. É o “hoje” da atuação incessante do Espírito do Senhor que se torna sempre contemporâneo para nós. Na tarde da Páscoa Jesus ressuscitado, como atesta o evangelho de hoje, derramou o Espírito criador que tudo renova sobre os discípulos e sobre o mundo inteiro, para a remissão dos pecados, re-estabelecendo a verdadeira relação das pessoas com Deus, consigo mesmas e com os demais (cf. Jo 20, 22-23). Cristo ressuscitado é o novo Adão, a origem e a fonte da nova humanidade. Os batizados são as primícias desta humanidade chamada a viver a mesma qualidade de vida de Cristo. (cf. Rm 5, 12-17).

O segundo domingo é o oitavo dia depois da páscoa. É a sua “oitava”, como se diz na linguagem litúrgica. Celebrar uma festa durante oito dias é privilegio das Solenidades fundamentais do mistério de Cristo: seu nascimento (Natal) e sua morte e ressurreição (Páscoa). Na linguagem simbólica da bíblia, o numero oito diz plenitude, paz, fecundidade divina e repouso. O dia oitavo é o dia do descanso de Deus e de toda a criação (cf. Gn 2,3). A extensão da Solenidade da Páscoa por oito dias indica que, com o evento pascal de Jesus, a história da salvação alcançou sua meta. Nela o mundo goza finalmente a plenitude da vida pela qual foi criado. O dia da ressurreição será indicado pelos cristãos como o “dia do Senhor” por excelência – “o domingo” – , celebrado como o dia que qualifica a existência dos discípulos, totalmente orientado para Cristo, proclamado “Senhor” da história e da própria vida.

A Páscoa é assim ao mesmo tempo o “dia oitavo” (plenitude) e o “dia primeiro” (início e nascente) da nova história. Ela orienta o cristão para a meta da vida na eternidade de Deus, e em certa medida doa-lhe a graça de antecipá-la e de antegozá-la, através do seu clima de liberdade interior, da oração, da partilha fraterna e do descanso. A língua portuguesa guarda felizmente este profundo sentido antropológico e teológico do tempo presente semanal, que é derivado da relação com o Domingo, a páscoa semanal, do momento que se denominam os dias da semana como “segunda-feira”, “terça–feira”, etc., isto é, segunda-festa, terceira-festa..., haja vista que a festa primordial é o próprio Domingo.

Quem sabe quantas pessoas estejam conscientes disso? Não seria uma simples e feliz oportunidade para desenvolver uma profunda e vital catequese sobre o sentido pascal da existência cristã?

A partir desta perspectiva espiritual, a celebração comunitária e solene do domingo se tornou cedo para os cristãos como o dia específico da própria fé e sinal da própria identidade, e por isso mesmo irrenunciável, ainda que ao custo da própria vida. Talvez muitas pessoas conheçam a declaração feita diante do juiz por uma mártir de Abitina (África romana) no séc. IV. Para reivindicar tal direito constitutivo do cristão, dizia ela: “Não podemos viver sem a ceia do Senhor... Sim, fui à assembléia e celebrei a ceia do Senhor com os meus irmãos, porque sou cristã” [1].

Os dias da oitava estão atravessados pelo dinamismo existencial do mistério pascal, ao qual os batizados foram iniciados, e que agora procuram seguir na vida cotidiana, ansiando sua plenitude na eternidade. Do ponto de vista pastoral, seria importante valorizar o tecido espiritual de todos os dias da oitava como contexto interior dos domingos que se seguem durante o tempo pascal.
No dia da Páscoa a Igreja louvou a Deus porque em Cristo, morto e ressuscitado, “nos abristes as portas da eternidade” (Oração do dia), enquanto na segunda-feira pediu que o Senhor “acompanhe” o caminho do seu povo até conseguir a autêntica liberdade, para “um dia alegrar-se no céu como exulta agora na terra” (Oração do dia). Na sexta-feira se tornou explícito o pedido da graça para “realizar em nossa vida o mistério que celebramos na fé” (Oração do dia). A Oração depois da comunhão do segundo domingo implora que “conservemos em nossa vida o sacramento pascal que recebemos”.

Na base desta atitude orante da Igreja está, portanto, a clara consciência de que, em qualquer estágio do caminho cristão, somos ainda “criancinhas recém-nascidas”, que precisamos do leite do Espírito para alcançar a maturidade espiritual (Antífona de Entrada – 1 Pd 2,2).
É fundamental ter presente a sábia insistência com a qual a liturgia hoje, nas leituras bíblicas, assim como nas orações, destaca que este processo dinâmico é fruto da iniciativa compassiva e misericordiosa de Deus, e se ativa graças à fé e não ao esforço humano. Pedro sublinha que “em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível” (1 Pd 1, 3-4). Na Oração do dia a Igreja volve seu olhar confiante ao Senhor “Deus de eterna misericórdia”, que “reacende a fé do seu povo na renovação da páscoa”. A ele pede a graça de compreender sempre melhor a experiência da iniciação cristã do batismo, da confirmação e da eucaristia.

Acho que seja esta a razão profunda pela qual o bem-aventurado papa João Paulo II desejou que este domingo da oitava se qualificasse também como o “Domingo da misericórdia” de Deus para todo mundo. Focaliza mais uma vez no coração do Pai a nascente da história da salvação, do mistério pascal de Cristo, a origem e a meta do nosso caminho, seguindo a Jesus morto e ressuscitado.

Este dinamismo espiritual, fundamentado na experiência sacramental da iniciação cristã, caracteriza o ciclo inteiro do tempo pascal até a celebração do Pentecostes, constituindo como uma extensão sem interrupção do único e mesmo dia da Páscoa! É um tempo precioso, para aprofundar em espírito de meditação, oração e sensibilidade pastoral, as grandes oportunidades que a liturgia oferece para viver um intenso caminho de graça, desenvolver uma autêntica formação espiritual dos fiéis a partir da liturgia e iniciá-los a uma participação sempre mais profunda e vital.

Neste segundo domingo, contemplamos a páscoa atuando na pessoa de Jesus (evangelho), nos batizados de todos os tempos (2ª leitura) e na comunidade dos primeiros discípulos (1ª leitura). É uma visão de conjunto que destaca o dinamismo permanente da páscoa e da palavra de Deus recebida na fé. Jesus, depois de ter removido, no poder do Espírito, a grande pedra do seu sepulcro, consegue não somente superar o obstáculo dos muros, mas sobretudo derrubar as barreiras do medo e as resistências da frágil fé dos discípulos, fechados em si mesmos e como sepultados em casa por medo dos judeus.

O anúncio da paz por parte de Jesus, o sopro do Espírito sobre eles num gesto de nova criação, a experiência de “ver o Senhor”, transformam o pequeno grupo de medrosos em pessoas cheias de alegria e coragem, prontas para ser enviadas ao mundo, com a mesma disponibilidade livre com a qual Jesus acolheu e atuou o envio recebido pelo Pai. Na força do Espírito, eles se tornam colaboradores do próprio Senhor ao anunciar o reino ao mundo inteiro, e para a instauração da aliança nova, preanunciada pelos profetas em prol do novo povo de Deus.

O novo encontro com os discípulos no domingo seguinte destaca as exigências do caminho de fé que cada discípulo é chamado a cumprir no seguimento do Senhor. Jesus frisa a bem-aventurança da fé, única condição para “ver o Senhor”, isto é, para entrar de maneira vital em relação com Jesus, até deixar que ele seja efetivamente o Senhor da própria existência.

A profissão de fé em Tomé está finalmente completa e o caminho que ele utilizou para chegar a ela torna-se modelo de todo caminho e profissão de fé: “...‘Não sejas incrédulo mas fiel’. Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’. Jesus disse: ‘Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem ter visto” (Jo 20, 27-29).

Não cessará jamais a tensão entre o desejo de “ver o Senhor”, no sentido de procurar a experiência pessoal do Senhor como fundamento da vida, e a beatitude da fé sustentada pelo amor confiante, que não pretende outras provas. “Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação” (1 Pd 1, 8-9).

A comunidade dos discípulos em Jerusalém (At 2, 42-47) é o primeiro fruto da Páscoa e modelo de toda possível comunidade futura: uma comunidade de homens e mulheres participantes da ressurreição de Jesus. A vida deles testemunha que é possível agora uma nova maneira de viver e de relacionar-se. Ela se constrói através de um processo contínuo, sobre os fundamentos que serão os pilares da comunidade cristã de todos os tempos: a escuta perseverante da palavra dos apóstolos no espírito de fé; a comunhão fraterna que nasce da união interior, que chega até a partilha dos bens, dando atenção às necessidades diferentes de cada um; a partilha da mesa do pão eucarístico; a oração comunitária, expressão da comum orientação da vida em relação com o Senhor.

O dinamismo da ressurreição se estende da pessoa de Jesus de Nazaré ao seu corpo vivente, os discípulos e a Igreja inteira ao longo do tempo.

Hoje, no domingo antigamente chamado “in albis” [2], em Roma a Igreja proclama com rito solene que o Senhor fez brilhar a luz radiante e o esplendor da sua cruz e da sua ressurreição no seu servo, o Bem-aventurado papa João Paulo II. Certamente uma testemunha pascal dos nossos dias! Na vigorosa energia da sua fé e do seu ministério pastoral, assim como nas tribulações da violência sofrida e na fraqueza da doença, suportada com espírito heróico e simplicidade de criança, ele está hoje no centro da atenção da Igreja e do mundo, com o rosto do Cristo ressuscitado, portador da sua promessa: “Eis, que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos!” (Mt 28,20)

Notas:

1. Ata dos Santos mártires.... PL 8, 709-710. Hoje em dia uma visão sempre mais secular da vida, o consumismo e até mesmo a complexa organização social do trabalho, põem novos riscos e desafios ao entendimento e à prática cristã do domingo. Para valorizar as dimensões teológicas, espirituais e pastorais do domingo para o nosso tempo, à luz da páscoa e no contexto das mutações culturais e sociais, é ainda muito proveitosa uma leitura atenta da Carta apostólica do papa João Paulo II sobre o domingo. Trata-se de uma autêntica pérola de espiritualidade e de sabedoria pastoral. Cf. JOÃO PAULO II. “Dies Domini – O dia do Senhor”. São Paulo: Paulinas, 1998. n. 158.

2. In albis é uma referência às túnicas “alvas”, isto é, brancas, usadas pelos recém-batizados na noite da Vigília Pascal, como sinal que eles tinham sido “revestidos de Cristo”, como diz Paulo. Os neófitos permaneciam vestidos com as vestes brancas durante todo o período da oitava, depondo-as neste domingo.

VIDEO DA SEMANA - PADRE MARCELO ROSSI - NOIITES TRAIÇOEIRAS