terça-feira, 4 de novembro de 2008

SANTO DO DIA - SÃO CARLOS BORROMEU


"A obra de Santo Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Mas para fazer justiça, como ele sempre pregou, temos que acrescentar mais uma, sem dúvida a mais importante: humildade. Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para posicionar-se à frente, ao lado e até abaixo dos pobres, doentes e, principalmente, das crianças. Nasceu no castelo da família em Arona, próximo de Milão, a 02 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era Margarida de Médicis, a mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja. Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir à Deus, como era hábito na época. Com vocação religiosa acentuada, penitente, piedoso e caridoso como os pobres. Levou a sério os estudos diplomando-se em Direito Canônico, aos vinte e um anos de idade. Um ano depois fundou uma Academia para estudos religiosos, com total aprovação de Roma. Sobrinho de Pio IV, aos vinte e quatro anos já era sacerdote e Bispo de Milão."

(Site Catoliconet)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

PAPA FAZ ALERTA CONTRA CRENÇAS SUPERSTICIOSAS E SINCRETISMOS

"O Papa Bento XVI insurgiu-se no Dia de Finados (2) contra as "crenças supersticiosas e sincretismos" que rodeiam a morte, falando durante o Ângelus recitado no dia dos fiéis defuntos.Perante os milhares de pessoas presentes reunidas esta manhã na Praça de São Pedro, o Papa salientou a importância de que os cristãos vivam os defuntos uma relação com o olhar da fé."Hoje é também necessário evangelizar a realidade da morte e da vida eterna, realidades particularmente sujeitas a crenças supersticiosas e sincretismos, para que a verdade cristã não corra o perigo de misturar-se com mitologias de várias espécies", alertou.
O Papa aproveitou a celebração deste domingo para repetir algumas perguntas contidas na sua Encíclica sobre a esperança cristã: "Para nós, hoje, a fé cristã é também uma esperança que transforma e sustenta a nossa vida?"."Os homens e as mulheres desta nossa época desejam ainda a vida eterna? Ou a tornou-se a existência terrena o seu único horizonte?", acrescentou. Bento XVI disse, a respeito da vida eterna, que "não conhecemos de modo algum esta realidade, mas sentimo-nos atraídos por ela. Esta é uma esperança universal, comum aos homens de todos os tempos e lugares”. A expressão vida eterna deseja dar um nome a esta expectativa irresistível, não uma sucessão sem fim, mas a imersão no oceano do amor infinito, no qual o tempo, o antes e o depois, já não existem, precisou, frisando que para os católicos se trata da "plenitude de vida e de alegria".
O Papa salientou ainda que a esperança cristã nunca é apenas individual, é sempre também esperança para os outros: "As nossas vidas estão profundamente ligadas umas às outras e o bem e o mal que cada um faz toca sempre também os outros. Assim, a oração de uma alma peregrina no mundo pode ajudar uma outra alma que se está a purificar depois da morte".

(Rádio Vaticano)

COMISSÃO PREPARA DOCUMENTO DA 47ª ASSEMBLÉIA GERAL DA CNBB


Dom Sérgio: ex-bispo auxiliar de Fortaleza

"A 47ª Assembléia Geral da CNBB, que acontecerá de 22 de abril a 1º de maio de 2009, em Indaiatuba (SP), terá como tema central “A formação Presbiteral: Diretrizes e Desafios”. A Comissão responsável pelo tema esteve reunida na sede da CNBB, em Brasília, nos dias 30 e 31 de outubro. Um dos trabalhos da Comissão é rever o documento 55 da CNBB, que trata da formação presbiteral. O documento deverá ser atualizado, dado que sua publicação ocorreu em 1995. “A CNBB tem necessidade de atualizar o documento porque a realidade do Brasil já mudou em grande parte e, também, porque a aprovação do texto já venceu”, explica o presidente da Comissão, dom dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Teresina (PI).
Segundo dom Sérgio, o tema central da Assembléia é bastante amplo, pois inclui a formação básica ou inicial e a formação permanente dos presbíteros, ou seja, “a formação continuada”. Dom Sérgio disse que, durante a última reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada em setembro, os bispos pediram que o tema central não ficasse restrito às Diretrizes para a formação dos futuros presbíteros, mas que fosse contemplada a formação presbiteral de modo mais amplo, considerando a vida e o ministério dos presbíteros."



(Site CNBB)

SANTO DO DIA - SÃO MARTINHO DE PORRES


"Martinho de Porres conviveu com a injustiça social desde que nasceu a 9 de dezembro de 1579 em Lima, no Peru. Filho de um cavaleiro espanhol e de uma ex-escrava negra do Panamá, foi rejeitado e não reconhecido nem pelo pai, nem pelos parentes. Viveu na mais completa pobreza até os oito anos, quando começou a dar a volta por cima em sua vida e em seu futuro.Mas, aos quinze anos a vocação falou mais alto. Martinho, mais uma vez por causa da cor da pele, só a muito custo conseguiu entrar como agregado num convento dos dominicanos. Tanto se esforçou que acabou reconhecido como irmão leigo. Encarregava-se dos mais humilhantes trabalhos do convento e sua cela era um verdadeiro hospital para os pobres. Conhecedor profundo de ervas e remédios caseiros, devido à necessidade em que sempre viveu, socorria os doentes pobres da região, principalmente os negros como ele. Martinho sempre teve um talento especial para a medicina e, graças a vizinhos, aprendeu os ensinamentos básicos de ambulatório, conseguindo depois trabalhar como barbeiro-cirurgião. Quando morreu, em 1639, ao fim de uma vida inteira dedicada aos desamparados, tinha conseguido criar o primeiro colégio da América Latina totalmente dedicado às crianças pobres. Sua obra deixou marcas e sementes. Martinho foi beatificado em 1837 por Gregório XVI e canonizado pelo papa João XXIII em 1962. Em 1966, Paulo VI o proclamou padroeiro dos barbeiros. "

(Site Catolicanet)

domingo, 2 de novembro de 2008

SANTO DO DIA - TODOS OS FINADOS

"Os cristãos batizados são convidados a santificar-se e os que decidem viver plenamente o mistério pascal de Cristo não têm medo da morte. Porque ele disse: "Eu sou a ressurreição e a vida". Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas para os cristãos tem o gosto da esperança. Dando sua vida em sacrifício e experimentando a morte, e morte na cruz, ele ressuscitou e salvou toda a humanidade. Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. Ele nos garantiu que, para quem crê, for batizado e seguir seus ensinamentos, a morte é apenas a porta de entrada para desfrutar com ele a vida eterna no Reino do Pai. Enquanto para todos os seres humanos a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição, que nos leva a aceitar o fim da vida terrena com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direção à colheita dos frutos que plantamos aqui na terra. Assim sendo, até quando Nosso Senhor Jesus Cristo estiver na glória de seu Pai, estará destruída a morte e a ele serão submetidas todas as coisas. Alguns são seus discípulos peregrinos na terra, outros que passaram por esta vida estão se purificando e outros, enfim, gozam da glória contemplando Deus. Os glorificados integram a Igreja triunfal e são Todos os Santos, os quais, nós, os integrantes da Igreja militante, cristãos peregrinos na terra, comemoramos no dia 1o de novembro. Os Finados integram a Igreja da purificação e são todos os que morreram sem arrepender-se do pecado. O culto de hoje é especialmente dedicado a esses. Embora todos os dias, em todas as missas rezadas no mundo inteiro, haja um momento em que se pede pelas almas dos que nos deixaram e aguardam o tempo profetizado e prometido da ressurreição. A Igreja ensina-nos que as almas em purificação podem ser socorridas pelas orações dos fiéis. Assim, este dia é dedicado à memória dos nossos antepassados e entes que já partiram. No sentido de fazer-nos solidários para com os necessitados de luz e também para reflexão sobre nossa própria salvação. Encontramos a celebração da missa pelos mortos desde o século V. Santo Isidoro de Sevilha, que presidiu dois concílios importantes, confirmou o culto no século VII. Tempos depois, em 998, por determinação do abade santo Odilo, todos os conventos beneditinos passaram, oficialmente, a celebrar "o dia de todas as almas", que já ocorria na comunidade no dia seguinte à festa de Todos os Santos. A partir de então, a data ganhou expressão em todo o mundo cristão. Em 1311, Roma incluiu, definitivamente, o dia 2 de novembro no calendário litúrgico da Igreja para celebrar "Todos os Finados". Somente no inicio do século XX, em 1915, quando a morte, a sombra terrível, pairou sobre toda a humanidade, devido à I Guerra Mundial, o papa Bento XIV oficiou o decreto para que os sacerdotes do mundo todo rezassem três missas no dia 2 de novembro, para Todos os Finados."

(Site Irmãs Paulinas)

sábado, 1 de novembro de 2008

PAPA ABENÇOA CIENTISTA STEPHEN HAWKING

"O papa Bento 16 disse nesta sexta-feira para um grupo de cientistas, incluindo o cosmólogo britânico Stephen Hawking, que não há contradição entre acreditar em Deus e na ciência.
Bento 16, que se reuniu brevemente com físicos durante evento da Academia Pontifícia de Ciências, descreveu a ciência como uma busca pelo conhecimento da criação de Deus.
"Não há oposição entre o entendimento pela fé e a prova da ciência empírica", disse o papa. "Galileu viu a natureza como um livro cujo o autor é Deus".
No século 17, a Igreja Católica acusou o astrônomo Galileu de heresia por insistir que a terra girava em torno do sol. E não reconsiderou a acusação até 1992.
Hawking é um dos convidados para a longa semana de eventos que irão explorar o tema: "Compreensões Científicas para Evolução do Universo e da Vida".
Em uma entrevista à Reuters no último ano, Hawking disse que "não é religioso no senso comum".
"Eu acredito que o universo é governado por leis da ciência", disse ele. "Essas podem ser decretadas por Deus, mas Deus não intervém para quebrar as leis".
A Igreja Católica ensina a "evolução teísta", que reconhece a evolução como teoria científica. Adeptos da doutrina acreditam que não há razão para Deus não usar um processo evolutivo na formação das espécies humanas.
O papa elogiou a tecnologia que permite Hawking discursar por um sintetizador de voz. Uma doença muscular fez com que Hawking perdesse sua voz.
Stephen Hawking, autor do best-seller "Uma Breve História do Tempo", irá falar sobre a origem do universo, em um evento restrito."

(Folha Online/Reuters)

O DIA DE TODOS OS SANTOS

"Vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do Trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão." A visão narrada por são João Evangelista, no Apocalipse, fala dos santos aos quais é dedicado o dia de hoje. A Igreja de Cristo possui muitos santos canonizados e a quantidade de dias do calendário não permite que eles sejam homenageados com exclusividade. Além desses, a Igreja tem, também, muitos outros santos sem nome, que viveram no mundo silenciosamente e na nulidade, carregando com dignidade a sua cruz, sem nunca ter duvidado dos ensinamentos de Jesus. Enfim, santos são todos os que foram canonizados pela Igreja ao longo dos séculos e também os que não foram e nem sequer a Igreja conhece o nome e que nos precederam em vida na terra perseverando na fé em Cristo. Portanto, são mesmo multidões e multidões, porque para Deus não existe maior ou menor santidade. Ele ama todos do mesmo modo. O que vale é o nosso testemunho de fidelidade e amor na fé em seu Filho, o Cristo, e que somente Deus conhece. Como mesmo entre os canonizados muitos santos não têm um dia exclusivo para sua homenagem, a Igreja reverencia a lembrança de todos, até os sem nome, numa mesma data. A celebração começou no século III, na Igreja do Oriente, e ocorria no dia 13 de maio. A festa de Todos os Santos ocorreu pela primeira vez em Roma, no dia 13 de maio de 69, quando o papa Bonifácio IV transformou o Panteão, templo dedicado a todos os deuses pagãos do Olimpo, em uma igreja em honra à Virgem Maria e a Todos os Santos. A mudança do dia começou com o abade inglês Alcuíno de York, professor de Carlos Magno, perto do ano 800. Os pagãos celtas entendiam o dia 1o de novembro como um dia de comemoração que anunciava o início do inverno. Quando eles se convertiam, queriam continuar com a tradição da festa. Assim, a veneração de Todos os Santos lembrando os cristãos que morreram em estado de graça foi instituída no dia 1o de novembro. O papa Gregório IV, em 835, fixou e estendeu para toda a Igreja a comemoração em 1o de novembro. Oficialmente, a mudança do dia da festa de Todos os Santos, de 13 de maio para 1o de novembro, só foi decretada em 1475, pelo do papa Xisto IV. Mas o importante é que a solenidade de Todos os Santos enche de sentido a homenagem de Todos os Finados, que ocorre no dia seguinte."

(Site Irmãs Paulinas)