13 DE JANEIRO DE 2026
3ª. FEIRA DA I SEMANA DO
TEMPO COMUM
Cor Verde
1ª Leitura - 1Sm 1,9-20
Leitura do Primeiro Livro de Samuel 1,9-20
32
Naqueles dias: 9Ana levantou-se, depois de ter comido e bebido em Silo. Ora,
o sacerdote Eli estava sentado em sua cadeira à porta do templo do Senhor.
10Ana, com o coração cheio de amargura, orou ao Senhor, derramando
copiosas lágrimas. 11E fez a seguinte promessa, dizendo: 'Senhor Todo-
poderoso, se olhares para a aflição de tua serva e te lembrares de mim, se
não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho homem, eu o oferecerei
a ti por todos os dias de sua vida, e não passará navalha sobre a sua cabeça'.
12Como ela se demorasse nas preces diante do Senhor, Eli observava o
movimento de seus lábios. 13Ana, porém, apenas murmurava; os seus lábios
se moviam, mas não se podia ouvir palavra alguma. Eli julgou que ela
estivesse embriagada, 14por isso lhe disse: 'Até quando estarás bêbada?
Vai tirar essa bebedeira!' 15Ana, porém, respondeu: 'Não é isso, meu senhor!
Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho, nem outra coisa que
possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do Senhor.
16Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso da
minha dor e da minha aflição que falei até agora'. 17Eli então lhe disse: 'Vai
em paz,
e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste'. 18Ela respondeu: 'Que
tua serva encontre graça diante dos teus olhos'.
E a mulher foi embora, comeu e o seu semblante não era mais o mesmo. 19Na
manhã seguinte, ela e seu marido levantaram-se muito cedo e, depois de
terem adorado o Senhor, voltaram para sua casa em Ramá. Elcana uniu-se a
Ana, sua mulher, e o Senhor lembrou-se dela. 20Ana concebeu e, no devido
tempo, deu à luz um filho e chamou-o Samuel, porque - disse ela - 'eu o pedi
ao Senhor'. Palavra do Senhor.
Reflexão - A súplica confiante de Ana!
Como uma forma de expressar todo o seu desespero e com o coração
angustiado e aflito, Ana derramou lágrimas e resolveu, finalmente, suplicar o
auxílio de Deus por causa da sua esterilidade que era o seu grande sofrimento.
Ao invés da revolta, hoje, aprendemos com Ana a pedir a Deus com humildade
e confiança, tudo o que Ele pode nos conceder e a buscar com afinco aquilo
que o nosso coração deseja. Diante do Senhor Ana expôs a sua amargura e
num gesto concreto de confiança prometeu-Lhe ofertar o filho homem que
dela poderia nascer. Ela não se intimidou diante do sacerdote Eli, que a
julgou uma mulher perdida, por causa do seu aspecto, mas esclareceu a sua
angústia e foi por ele abençoada. Da mesma forma nós aprendemos com Ana
a esclarecer as dúvidas quando outras pessoas nos julgarem pelas aparências.
Ao invés de ressentir-se ela se defendeu e alcançou a graça de ser por ele
abençoada. Muitas vezes nós nos ofendemos quando as pessoas nos julgam
mal, porém, não tentamos esclarecer o equívoco e levamos a mágoa no
coração impedindo que a graça do Senhor atue em nós. Precisamos, portanto,
abrir o nosso coração para aqueles que nos julgam erroneamente por
ignorância. Depois que Ana conseguiu se explicar com Eli, ela voltou para casa
e o seu semblante já não era mais o mesmo. O Senhor escutou a prece de Ana
e ela foi atendida! “Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho e
chamou-o Samuel!” Não podemos desanimar nem deixar de confiar na
intervenção de Deus para conseguir as coisas difíceis da nossa vida. Muitas
vezes podemos ser julgados pelos homens apenas pelos nossos gestos, mas
Deus está atento às nossas necessidades, conhece o nosso coração e sabe dos
33
nossos motivos. - Como são as suas atitudes diante daqueles que não o
entendem? Você não gosta de se explicar e deixa pensarem o que
quiserem ou procura conversar com eles? – Você consegue expor a Deus as
suas necessidades confiando em que será atendido?
Salmo - 1Sm 2,1. 4-5. 6-7. 8abcd (R. Cf. 1a)
R. Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.
1'Meu coração exulta de júbilo no Senhor,
e minha fronte se eleva por meu Deus.
Minha boca desafia meus adversários,
porque me alegro na vossa salvação.R.
4O arco dos fortes quebrou-se,
enquanto os fracos são revigorados.
5Os saciados empregam-se pelo pão,
enquanto aos famintos não falta alimento.
A mulher estéril dá à luz sete vezes
enquanto a mãe fecunda fenece.R.
6O Senhor é quem dá a morte e a vida,
faz descer à morada dos mortos e de lá voltar.
7É o Senhor que torna pobre ou rico,
é ele que humilha e exalta.R.
8a Levanta do pó o necessitado
8b e do lixo ergue o indigente,
8c e o faz assentar entre os príncipes.
8d destinando-lhe um trono de glória,.R.
Reflexão - O salmo faz uma apologia do poder de Deus sobre as criaturas e
coloca em evidência as bênçãos que recebem aqueles que são mais fracos, os
pobres, os famintos, os incapazes, porque confiam no Senhor. Quando nós
temos consciência de que tudo vem de Deus, a morte e a vida, a riqueza e a
pobreza, nós aprendemos a confiar em que todas as coisas que nos acontecem
têm um sentido maior. Por isso, o nosso coração exulta e a nossa boca desafia
àqueles que se acham fortes e poderosos.
Evangelho - Mc 1,21b-28
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 1,21b-28
21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado,
entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o
seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os
mestres da Lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um
espírito mau. Ele gritou:
24'Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir?
Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus.' 25Jesus o intimou: 'Cala-te e sai
dele!' 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande
34
grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos
outros: 'O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda
até nos espíritos maus, e eles obedecem!' 28E a fama de Jesus logo se
espalhou por toda a parte, em toda a região da Galiléia.
Palavra da Salvação.
Reflexão – Em Nome de Jesus nós também podemos calar a boca dos
impertinentes!
Jesus sempre procurava as pessoas que estavam prisioneiras e sob o domínio
dos espíritos maus e não se deixava acovardar, nem se intimidar, pois, tinha
consciência da força que Deus lhe concedera e da missão que lhe havia sido
entregue. Ele tinha autoridade porque punha em prática tudo aquilo que
pregava demonstrando firmeza e convicção no poder de Deus. Por esta razão,
até os demônios O temiam reconhecendo que Ele era o Santo de Deus e isto
despertava a admiração do povo que frequentava a Sinagoga. As obras que
Jesus realizava naquele tempo, também hoje Ele as realiza, pois veio nos tirar
das garras dos espíritos maus que teimam em desafiar os homens, mas não
podem com Deus. Somos seus instrumentos e em Seu Nome nós também
poderemos expulsar o mal e calar a boca dos impertinentes. Jesus veio nos
restituir a dignidade de filhos de Deus, irmãos Dele; Ele nos deu o Seu Espírito
Santo que tem poder de fazer e desfazer; por isso mesmo, nós também
podemos usar da autoridade que Ele nos dá e realizar milagres e prodígios.
Tem autoridade aquele que serve e vivencia o que prega. Os ensinamentos
que repassamos para alguém só têm credibilidade quando vêm acompanhados
da nossa ação e do nosso testemunho fiel ao que pregamos. Jesus tinha
autoridade porque não só ensinava, mas agia, portanto, a nossa autoridade
nos vem do nosso testemunho, da nossa firmeza e convicção com que agimos.
– Qual a diferença entre falar e agir? – Você é uma pessoa que tem
autoridade ao falar? – As pessoas lhe dão crédito? – Você tem agido da
mesma forma como ensina aos outros a agir? - Quais as obras que Jesus
tem realizado em você e na sua família? - Você também espalha a fama de
Jesus contando as coisas boas que Ele já lhe fez?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
Nenhum comentário:
Postar um comentário