quinta-feira, 7 de março de 2019

ARQUIDIOCESE PROMOVE COLETIVA DE IMPRENSA SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019





Dom José Antonio Apareido Tosi Marques, arcebispo  de Fortaleza, lançou hoje, dia 7 de março, às 9 horas da manhã, no Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja”, a Campanha da Fraternidade 2019, que tem como tema: “Fraternidade e Políticas Públicas” e como lema: “Serás libertado pelo direito e pela Justiça” (Is 1, 27).

O evento foi iniciado com a oração da Campanha, conduzida pelo padre Ivan, pároco do Santuário de Nossa Senhora de Fátima e, em seguida, dom José Antonio fez uma explanação sobre a CF 2019, para depois ler a mensagem do papa Francisco enviou especialmente para a abertura da Quaresma e da Campanha da Fraternidade.


Confira abaixo a íntegra da mensagem do papa Francisco à Campanha da Fraternidade
Queridos irmãos e irmãs do Brasil!
Com o início da Quaresma, somos convidados a preparar-nos, através das práticas penitenciais do jejum, da esmola e da oração, para a celebração da vitória do Senhor Jesus sobre o pecado e a morte. Para inspirar, iluminar e integrar tais práticas como componentes de um caminho pessoal e comunitário em direção à Páscoa de Cristo, a Campanha da Fraternidade propõe aos cristãos brasileiros o horizonte das “políticas públicas”.
Muito embora aquilo que se entende por política pública seja primordialmente uma responsabilidade do Estado cuja finalidade é garantir o bem comum dos cidadãos, todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam «o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição» (Gaudium et spes, 74).
Cientes disso, os cristãos – inspirados pelo lema desta Campanha da Fraternidade «Serás libertado pelo direito e pela justiça» (Is 1,28) e seguindo o exemplo do divino Mestre que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28) – devem buscar uma participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça. De fato, como lembra o Documento de Aparecida, «são os leigos de nosso continente, conscientes de sua chamada à santidade em virtude de sua vocação batismal, os que têm de atuar à maneira de um fermento na massa para construir uma cidade temporal que esteja de acordo com o projeto de Deus» (n. 505).
De modo especial, àqueles que se dedicam formalmente à política – à que os Pontífices, a partir de Pio XII, se referiram como uma «nobre forma de caridade» (cf. Papa Francisco, Mensagem ao Congresso organizado pela CAL-CELAM, 1/XII/2017) – requer-se que vivam «com paixão o seu serviço aos povos, vibrando com as fibras íntimas do seu etos e da sua cultura, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e mediáticos, sendo competentes e pacientes face a problemas complexos, sendo abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático, conjugando a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação» (ibid.).
Refletindo e rezando as políticas públicas com a graça do Espírito Santo, faço votos, queridos irmãos e irmãs, que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, ajude todos os cristãos a terem os olhos e o coração abertos para que possam ver nos irmãos mais necessitados a “carne de Cristo” que espera «ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Bula Misericórdia vultus, 15). Assim a força renovadora e transformadora da Ressurreição poderá alcançar a todos fazendo do Brasil uma nação mais fraterna e justa. E para lhes confirmar nesses propósitos, confiados na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, de coração envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.
Vaticano, 11 de fevereiro de 2019.
[Franciscus PP.]

PALESTRANTES

Depois de Dom José Antonio, o padre Moésio Pereira de Sousa, que é doutor em Teologia Moral pela Academia Afonsina de Roma, justificou o tema da Campanha, com base em várias citações bíblicas do Antigo e do Novo Testamento.

O professor Rafael dos Santos da Silva, da Universidade Federal do Ceará e membro do observatório de Políticas Públicas e graduado em Administração Pública e doutorando em Sociologia pela Universidade de Coimbra, expôs as ações públicas do País, Ceará e Fortaleza e no final fez uma indagação “As Políticas Públicas estão contribuindo para a Fraternidade?”.

A advogada Lívia Maria Xerez de Azevedo e membro da Pastoral do Migrante, que aproveitou a ocasião para mostrar a atuação daquela pastoral católica, inclusive levando para a coletiva de imprensa quase um dezena de jovens africanos.


Rosélia Follman, coordenadora arquidiocesana da Campanha da Fraternidade mostrou o balanço e aplicação dos recursos da CF 2018, começando com uma pergunta “Para onde foram os recursos da Coleta da Solidariedade?” que neste ano será no dia 14 de abril.



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