
Foto: reprodução
Teve início nesta quinta-feira, 17, no Panamá, o Encontro Mundial da Juventude Indígena. A pouco menos de uma semana do início oficial do maior evento juvenil do mundo, cerca de mil jovens pertencentes a populações tradicionais estão reunidos na cidade de Soloy, na diocese de David. Com participação de 10 jovens indígenas do Brasil, o evento é oportunidade para a denúncia da realidade de violência vivida pelos povos originários.
O evento é destinado a refletir e celebrar a fé em Cristo a partir da riqueza milenar das culturas indígenas. “Será uma oportunidade de responder ao convite do Papa Francisco à juventude de serem agradecidos pela história de nossos povos e corajosos aos desafios que nos rodeiam para seguir em frente cheios de esperança na construção de um mundo melhor”, afirmam os organizadores.
Cerimônias ancestrais em comunhão com a natureza, orações e danças tradicionais completam o programa formado pela partilha, por testemunhos, pelo lançamento de um projeto ecológico e por dramatizações das lutas que esses povos enfrentaram, de acordo com notícia publicada pela Agência Fides.
Na cidade de Soloy, foi construída em um parque uma aldeia tradicional, onde música, danças, artesanato e apresentações artísticas mostram à juventude de todo o mundo a riqueza destas culturas. O encontro também é uma oportunidade para refletir sobre a relação entre a fé cristã e as religiões tradicionais indígenas, acrescentaram os organizadores.
Uma iniciativa realizada no contexto dos povos tradicionais, foi a gravação de uma versão do hino da JMJ na língua ngäbere. A interpretação foi feita por jovens indígenas ngäbe añade, do Panamá, e contam, além das palavras na língua nativa, com instrumentos e o ritmo da dança “jegui”.
Participação do BrasilDe acordo com o Cimi, o Brasil está representado por jovens indígenas dos povos Tukano, Baré, Tikuna, do Amazonas; Pataxó Hã-Hã-Hãe, da Bahia; Guajajara, do Maranhão; Guarani Kaiowá, do Mato Grosso do Sul; Macuxi, de Roraima; e Karipuna, de Rondônia.

Jovens indígenas brasileiros | Foto: CIMI/RO
“Estaremos levando as riquezas ancestrais e a força da espiritualidade e da resistência, em garantir o cuidado da Mãe Terra, dos rios, das florestas e guardiões e cuidadores da Casa Comum”, discorre documento preparado pelo grupo. “A casa comum, morada de todos os seres vivos, está sendo ameaçada e atacada pelos projetos de morte em nome do capital econômico”, denunciam. Os indígenas levarão para a esfera internacional as violências sofridas recentemente pelos povos Arara, no Pará, Guarani, no Rio Grande do Sul, Uru Eu Wau Wau e Karipuna, em Rondônia.
“Será uma oportunidade de responder ao convite do papa Francisco feito a juventude, de sermos agradecido pela história dos nossos povos e valente frente aos desafios que nos envolvem para seguir adiante cheios de esperança na construção de outro mundo possível”, afirma a carta convocatória do encontro.
O Cimi relacionou as principais pautas que serão abordadas pelo indígenas brasileiros:
| Delegação Brasileira |
|---|
|
Com informações de Vatican News e Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
e

Nenhum comentário:
Postar um comentário