16/06/2014
- 2ª. Feira - XI semana do tempo comum
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Reis 21, 1-16 - “o pecado da impiedade”
A piedade é um dom de Deus que nos faz dar
a Deus o lugar que Ele merece e ao mesmo tempo um dom que nos impulsiona à
compaixão, à fraternidade que é a virtude do bom relacionamento, da amizade
desinteressada. A impiedade, ao contrário, consiste em se deixar de glorificar
a Deus para colocar-se no Seu lugar adorando a sua criação, isto é, a si
próprio. Acab e sua mulher Jezabel, portanto, cometeram o pecado da impiedade! Quiseram, eles mesmos, serem senhores de tudo
e, sem compaixão, apoderarem-se dos bens de Nabot por força do prestígio que
tinham por Acab ser rei de Samaria. Portanto, fazer justiça com as próprias mãos,
arvorar-se da autoridade constituída para humilhar, espezinhar e exterminar aqueles
que nos são subalternos, é um pecado grave. Guardando as proporções, muitas
vezes, nós também, nos aproveitamos da nossa posição de comando, de controle
para nos apossar pela “força” de algo que nos atrai. Coisas simples, como
cargos, objetos, posição social, sucesso, e até pessoas, etc... Precisamos estar muito conscientes, para não
cair na mesma tentação que os reis da antiguidade caiam! - Você é uma pessoa vingativa? – Você faz questão pelos primeiros
lugares? – Qual o sentimento que se apossa de você quando você é contrariado
(a), quando não alcança os seus objetivos? -
Salmo
5 – “Atendei o meu gemido, ó Senhor!
A impiedade e a
iniquidade não agradam a Deus, por isso, o mau não pode conviver com o bem.
Deus é bom e, diante Dele nenhum mal pode se apresentar. A destruição é uma
consequência lógica daquilo que foi mal
feito, mal elaborado. Portanto, nós homens e mulheres, precisamos sempre
implorar a Deus o perdão pelos nossos males a fim de que possamos chegar um dia
perto do rei e a Ele dirigir a palavra. O sanguinário, o perverso e o enganador
terão o seu destino final e nada do que fizerem será dispensado.
Evangelho
– Mateus 5, 38-42 – “ a outra face ”
Neste Evangelho Jesus abre os nossos olhos
para que não nos confrontemos com quem é malvado, isto é, aquele (a) age com o
poder do mal. Não devemos medir forças com o inimigo nem mostrar que
temos poderio. Muitas vezes nós fincamos pé naquilo que nos é de direito
e entramos em litígio com alguém praticando a vingança. Jesus
nos diz para que não façamos questão por coisas que só os maus desejam, pelo
contrário, devemos ceder naquelas questões que só interessam àquelas pessoas
que põem à prova a nossa fidelidade e perseverança em Deus. Por isso, Ele
nos fala de quatro realidades que são comuns no nosso crescimento espiritual:
dar a outra face, ceder ao outro o que nos pertence e
caminhar com o próximo até onde ele nos propõe para não perdê-lo. Dar a
outra face e ceder a túnica é, sem dúvida, mostrar uma ação diferente daquela
que o outro adotou. É mostrar o contrário, é dialogar, é promover a paz e não a
discórdia, é não fazer questão de nada e nunca negar ajuda, mesmo a quem não
nos ajuda. Caminhar com alguém é acolher e estar perto sem desistir
mesmo que seja difícil a convivência mostrando perseverança e força de
vontade. Jesus também nos aconselha: “Dá a quem te pedir e não vires
as costas a quem te pede emprestado”. As nossas ações de amor devem ser
inspiradas no que Jesus nos ensina nesse Evangelho. Fazer o bem a quem nos
trata bem é muito fácil. O verdadeiro amor é baseado nas ações mais difíceis de
viver: o perdão, a compreensão, o suportar, o aceitar. – Você
tem dificuldade para entender esse Evangelho? – O que é mais difícil para você
fazer? – Você é uma pessoa pacificadora ou você “gosta de botar lenha na
fogueira”? - Em que a Liturgia de hoje o (a) ajudou para a sua
transformação e conversão?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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