07/04/2014 - 2a.
Feira V semana da quaresma
- Daniel 13, 1-9.15-17.19-30.33-62 ou 41-62 – “juízes
injustos”
Diante do quadro
exposto os dois juízes, pessoas conceituadas, maduras, respeitadas no meio do
povo, que tinham o poder nas mãos, levados pela “paixão” da carne, “ficaram desnorteados desviando os olhos para
não olharem para o céu, e se esqueceram dos seus justos julgamentos.” Teceram
toda a trama e envolveram Suzana e, partindo do pensamento, chegaram à ação, sendo
punidos pelo próprio julgamento, pois as suas próprias palavras desvendaram
toda a verdade libertando a vida de uma filha de Deus. Suzana, pelo contrário,
mulher frágil, por isso mesmo, indigna de ser respeitada e acreditada, olhou
para o céu e confiou na intervenção de Deus que conhece as coisas escondidas e
sabe tudo de antemão! Suzana era inocente e assim, Deus, veio em seu auxílio enviando
Daniel, um jovem que tinha a “honra da
velhice”, por isso, fez um julgamento fiel ao que Deus lhe inspirava. A
história de Suzana nos motiva a fazer uma reflexão profunda sobre os nossos
pensamentos, julgamentos e ações no mundo em que vivemos. Qualquer um de nós ao
desviarmos os nossos olhos do céu, somos capazes de também
tramar contra a vida das pessoas quando queremos ver atendidos os nossos
interesses. Temos em nós a tendência de satisfazer o nosso ego nos esquecendo
de que Deus conhece o nosso interior e a qualquer momento pode nos desmascarar.
Por outro lado, a mulher de Judá nos dá um exemplo de confiança na providência
de Deus não se entregando nem tampouco se deixando corromper pelo temor de ser
execrada publicamente. Assim também nós, não precisamos cair nas
armadilhas do mundo que muitas vezes vem nos aliciar, nos perverter. Deus é
maior que tudo e espera que nós também lhe peçamos o auxilio necessário para
não cairmos na tentação. – O que você
teria feito no lugar de Suzana? – Você alguma vez na vida deixou-se subornar
com medo da execração pública? – Você aprendeu alguma coisa com a história de
Suzana e os dois juízes?
Salmo 22 –
“Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo.”
A confiança na
providência e na proteção do Senhor deverá ser a bandeira que nós empunhamos em
todos os momentos da nossa vida. Passamos diariamente por vales tenebrosos, por
situações difíceis que às vezes, nos fazem desanimar e arrefecer o ânimo.
Porém, a lembrança de que temos um Pastor que olha por nós, Suas ovelhas, e que
provisiona para nós, água, óleo, casa, descanso, fartura, saúde, fortuna e
felicidade nos faz seguir com esperança
atravessando montes e colinas para chegar no nosso destino final. O
Senhor é o meu pastor e nada me faltará! Esse deve ser o nosso lema.
Evangelho João 8,
1-11 – “a conversão é fruto da misericórdia de Deus”
Jesus não precisou
argumentar muito nem debater com os acusadores daquela mulher surpreendida em
adultério. Somente com o gesto de escrever na areia e de falar aos
circunstantes, “quem dentre vós não tiver
pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”, Ele desfez os planos dos
apedrejadores conseguindo com que o povo se afastasse a
começar pelos mais vividos e experientes. Esta é a prova de que só o Senhor
conhece o nosso coração, os nossos motivos, as nossas razões. “Eu também não te condeno. Podes ir, e de
agora em diante não peques mais!” Nunca poderemos condenar alguém, porque
pecou nem tampouco atirar pedra em alguém quando ele erra! Precisamos seguir o exemplo do Mestre que
mesmo diante do povo que a condenava a ser apedrejada, para que se cumprisse a
Lei, Jesus, o único Santo, O Justo, a perdoava para que se cumprisse a Lei da
Misericórdia de Deus. No entanto, Jesus
não eximiu aquela mulher do pecado, mas não a condenou, usou de compaixão e a
levantou daquela situação. Nós que queremos seguir a Jesus precisamos aprender
a compreender as fraquezas do nosso próximo e, ao mesmo tempo, ajudá-lo a
reencontrar o caminho novo que o Senhor abre para ele. A conversão daquela
mulher partiu da misericórdia que Jesus usou para com ela. Talvez se ela
tivesse sido apedrejada, não tivesse se convertido, mas apenas se emendado por
algum tempo com medo de infringir a lei. Entretanto a revolta e a dor permaneceriam
dentro do seu coração. Pelo contrário, nós sabemos que aquela mulher teve a sua
vida completamente transformada por causa do amor com que ela foi acolhida por
Jesus. Pensamos que só adultera o homem ou a mulher que traem um ao outro,
porém existe o adultério espiritual, quando negamos a Jesus, Seu Senhorio e
prevaricamos em busca de outros deuses que tentam preencher o nosso vazio
espiritual. Hoje também Jesus fala para todos
nós de uma maneira bem clara: “quem não tiver pecado”, isto é, quem
não for pecador atire a primeira pedra. O pecado é uma traição a Deus, seja ele
qual for. Somos sim homens e mulheres adúlteros e necessitados de misericórdia.
Precisamos ter consciência disso. - Você tem aprendido com Jesus a ser misericordioso
(a)? – Você costuma também condenar e
jogar pedras nas pessoas porque erram? – Com quem você tem traído a
confiança de Deus? – Qual o seu menor pecado? – Será que o pecado tem tamanho?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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