segunda-feira, 17 de março de 2014

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

17/03/2014 - 2ª. Feira II semana da Quaresma

– Daniel 9, 4-10 – “esperança de vida nova,”

A quaresma é tempo propício para que nós assim como Daniel, reconheçamos 
as nossas transgressões e omissões e peçamos perdão a Deus confiando na 
Sua Misericórdia. É o momento especial para que cheguemos à conclusão de 
que “Ao Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha 
no rosto”! É um tempo de reconciliação, tempo de arrependimento, tempo 
de absolvição. Há momentos na nossa vida em que também nós só teremos 
paz, se pararmos para pensar nos nossos desatinos, na nossa falta de 
vergonha, na nossa pretensão, rebeldia, soberba e, principalmente no 
nosso desamor. O mesmo sentimento que se apossou do profeta Daniel 
diante de Deus quando reconheceu o seu pecado assim como também a 
impiedade e rebeldia de todos os seus antepassados, inclusive os reis e 
dirigentes das nações, deve ser o nosso sentimento, hoje. Porque não 
escutamos a Palavra, porque não a apreendemos, também nos perdemos nas 
nossas más ações e nos afastamos de Deus. É tempo de parar! É tempo de 
refletir, é tempo de suplicar a misericórdia e o perdão de Deus para nos 
tornar novamente, Seus filhos e filhas amadas. A esperança de vida nova, 
porém, deve acompanhar a nossa oração de arrependimento, pois há um 
propósito de Deus quando reconhecemos a nossa miséria: abraçar-nos com a 
Sua misericórdia. Por isso, faça você também, hoje, e neste tempo 
quaresmal esta oração refletindo nas palavras que pronuncia e 
colocando-as no singular: “eu tenho pecado, tenho praticado a 
injustiça...... resta-me ter vergonha no rosto....pois que pequei contra 
ti”. Mas a ti, Senhor, cabe misericórdia e perdão”. – Você também sente 
vergonha de Deus pelas suas más ações?- Você costuma fazer uma reflexão 
todos os dias sobre a sua maneira de agir com o próximo? - Como você se 
sente depois que confessa o seu pecado e pede perdão a Deus?

Salmo 78 – “O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas!”

A humilhação diante de Deus é o reconhecimento do nosso ser pecador e 
quanto mais nos reconhecemos assim, maior será o sentimento de alegria 
pelo perdão recebido. O propósito de Deus é sempre nos libertar do 
pecado e da morte eterna. Por isso, façamos a oração desse salmo mais de 
uma vez e nos coloquemos em sintonia com o sentimento do salmista.


Evangelho – Lucas 6, 36-38 – “ na mesma medida ”

“Sede misericordiosos, como o também o vosso Pai é misericordioso”, 
disse-nos Jesus. Percebemos, então pelas palavras de Jesus que a 
misericórdia é a medida que deve regular todas as nossas ações. O não 
julgar, o não condenar, o perdoar e o dar são realidades que podemos 
vivenciar a cada dia da nossa vida e que nos põem em sintonia com a 
misericórdia do Pai. Portanto, tudo o quanto praticarmos terá 
conformidade com a medida que o Pai usará conosco. Se usarmos a nossa 
medida com a misericórdia, receberemos misericórdia, se usarmos a nossa 
medida com ódio, intolerância, incompreensão, também assim os 
receberemos de volta, em porção dobrada. Se não julgarmos, não seremos 
julgados; se não condenarmos, não seremos condenados, se perdoarmos, 
seremos perdoados, se dermos, também receberemos. É uma lei natural, a 
mesma medida de misericórdia que usarmos nos nossos relacionamentos nós 
a receberemos, “calcada, sacudida, transbordante”, isto é, plena, cheia. 
Isso vale, tanto para o bem como para o mal. Deus ama a nossa miséria, 
mas espera que nós também acolhamos a miséria do nosso próximo da mesma 
forma como Ele acolhe a nossa. Por isso, não podemos nos confundir! Se 
apreendermos os conselhos do Mestre, nós estaremos sendo misericordiosos 
como o Pai é misericordioso. – Você tem agido conforme os conselhos de 
Jesus? – Você se acha uma pessoa misericordiosa? – Você faz aos outros o 
mesmo que você queria que fizessem com você?- Com que você tem 
transbordado a sua medida: com misericórdia ou intolerância?- O que você 
espera receber ainda aqui nesta vida: misericórdia ou intolerância?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

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