sexta-feira, 14 de março de 2014

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE


14/03/2014 - 6ª. Feira I Semana da Quaresma

– Ezequiel 18, 21-28 – “ arrependimento é conversão”

Esta leitura põe abaixo a mentalidade do mundo que prega o fim para
quem no passado praticou o mal e diz que “pau que nasce torto, não tem 
jeito, morre torto”. O profeta é bem claro quando manifesta o oráculo do 
Senhor: “ o pecador que se arrepender de seus pecados, e começar a 
praticar o direito e a justiça, viverá; porém o justo que se desviar da 
justiça e praticar o mal, morrerá”. A justiça de Deus é o Amor e o Seu 
poder é o poder do Amor. Ele é Pai e quer a salvação dos Seus filhos. 
Todos nós temos chance e oportunidade para mudar de vida em qualquer 
idade que estejamos ou em qualquer situação e estágio de vida que 
atravessamos. Tudo o que já vivemos, já aconteceu e faz parte do nosso 
passado, tanto a justiça que praticamos como o pecado que cometemos. 
Erroneamente, às vezes, nós entendemos que o mal ou o bem que deixamos 
para trás irão valer por toda a vida. Não, o Senhor nos ensina a viver a 
justiça, agora. Viver a justiça e o direito no agora da nossa vida é a 
garantia de que a viveremos sempre. Deus é presente: Ele olha o nosso 
hoje, o agora da nossa vida. O que fizemos errado no passado e do qual 
já nos arrependemos e pedimos perdão, já está perdoado. O arrependimento 
dos males do passado é garantia para uma nova vida agradável a Deus e 
sinal de conversão. Aquela pessoa que de coração se arrepende dos males 
cometidos recebe de Deus o perdão e poderá perfeitamente viver uma nova 
vida. Mas, em compensação, aquela pessoa que compreende ter sido muito 
boazinha antes e agora resolve mudar de atitude, desviando-se do caminho 
da justiça, tem como consequência, o esquecimento de todo bem feito 
anteriormente, pois o bem que fizemos antes também já foi acolhido no 
coração de Deus para aquele momento da nossa vida. Não podemos voltar 
atrás no tempo, mas no dia de hoje podemos recuperar o tempo perdido 
para fazer o que é bom e agradável aos olhos do Senhor. Hoje é outro 
dia, o que vale é o AGORA. O Senhor nos chama continuamente à conversão 
e à mudança de mentalidade e, mesmo que outrora tenhamos sido os piores 
pecadores, HOJE nós somos chamados (as) à santidade e à justiça de Deus. 
Por isso, estejamos atentos (as) às ações que praticamos, HOJE. Que 
possamos sempre perseguir o melhor e a justiça de Deus nos levará para 
frente. - Como você considera o bem que você já fez no passado? - E as 
coisas ruins que você fez influenciam no seu presente? - Vale a pena 
começar tudo agora – O que você ainda não conseguiu esquecer mesmo que 
já tenha se arrependido? – Deus é justo e conhece o seu coração, 
portanto não perca tempo e caminhe pra diante, olhe pro céu!


Salmo 129 – “Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?”

Esta é uma grande verdade! Se Deus levasse em conta as nossas faltas e 
se elas marcassem a nossa alma para sempre, com certeza, não haveria 
salvação para nós. Porém, diz o salmista: “mas em vós se encontra o 
perdão”. É no Senhor que está a nossa esperança e é por Ele que a nossa 
alma e espera mais que o vigia pelo amanhecer do dia. Por isso, também, 
neste tempo de misericórdia que o nosso clamor se faça ser ouvido pelo 
Senhor que está atento às preces dos nossos lábios. Clame ao Senhor pelo 
perdão, faça a sua renúncia ao pecado e experimente a graça da 
conversão, HOJE.

Evangelho – Mateus 5, 20-26 – “reconciliação, já!”

Neste Evangelho Jesus nos coloca nos trilhos e nos admoesta em relação 
aos nossos relacionamentos humanos, nos levando a perceber o quanto 
estamos em perigo, em função da nossa displicência para com os nossos 
irmãos. A justiça de Deus é o amor e este é, também, o termômetro para o 
nosso julgamento. Para isso, Jesus nos adverte de que a nossa justiça 
deve ser maior do que a dos mestres da lei e dos fariseus que viviam na 
rigidez da lei: não matar! Jesus, no entanto, vai mais além do que era 
pregado pelos fariseus e nos dá um direcionamento novo: “todo aquele que 
se encoleriza com o seu irmão será réu de juízo”. E disse mais: “quem 
disser ao seu irmão patife! Será condenado pelo tribunal; quem chamar o 
irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno.” Diante do exposto por 
Jesus, como ficamos? Como é a nossa justiça? O amor, o perdão e a 
reconciliação são a justiça de Deus. E a nossa? O amor implica em 
acolhimento, ternura, compaixão, compreensão, tudo o que Jesus viveu e 
nos revelou como ensinamento. No final da nossa vida, diante do tribunal 
nós mesmos (as) relembraremos as nossas ações e à Luz de Deus 
enxergaremos o que foi bom e o que foi mal. Ai então, os nossos atos 
revestidos de ira, raiva, impaciência com os nossos irmãos serão as 
medidas que nós mesmos (as) usaremos contra nós na hora em que formos 
aquilatados (as). . Estamos aqui a caminho do tribunal. Todos nós 
passaremos pelo crivo do amor e aqui caminham conosco os nossos aliados, 
mas também os nossos adversários, isto é, aqueles (as) a quem nós amamos 
e do mesmo modo os que nós abominamos. Quem nos entregará ao juiz será o 
adversário, pois o pecado que cometemos contra ele estará gravado dentro 
do livro da nossa vida e desde que não seja apagado virá à luz, um dia. 
Podemos, hoje mesmo, mudar o nosso comportamento e para isso Jesus nos 
dá o entendimento a fim de que possamos agir enquanto é tempo: “procura 
reconciliar-te com o teu adversário enquanto caminha contigo para o 
tribunal” ... “deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro 
reconciliar-te com o teu irmão”. Quando fazemos as nossas ofertas diante 
Altar do Senhor não usamos nenhum critério. Não paramos para averiguar e 
refletir como está o nosso coração e se a nossa oferenda é justa diante 
de Deus. Seremos julgados pela justiça que praticamos, portanto, no 
final seremos ajuizados pelo amor que vivenciarmos segundo os critérios 
de Deus e conforme os Seus ensinamentos. Ainda temos a chance de 
desfazer toda a cadeia de intriga que possa ter sido armada na nossa 
vida. Jesus nos chama à reconciliação, portanto, comecemos dentro da 
nossa casa. – Existe alguém que tem alguma queixa contra você? - Você já 
procurou conversar com essa pessoa? - Você já pensou que enquanto você 
faz a oferta do seu coração na hora da Missa, ele pode estar sujo com a 
injustiça da falta de perdão, da ofensa feita, do ódio por alguém?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

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