quinta-feira, 13 de março de 2014

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

13/03/2014 – 5ª. Feira I semana da quaresma


Reflexão Pessoal –  Ester 4,17 – “no tempo da dificuldade, do sofrimento e da penúria”  
 Nesta leitura nós testemunhamos o desespero de Ester e ao mesmo tempo a confiança absoluta que ela demonstrou quando prostrada por terra, intercedeu junto ao seu Deus, pelo seu povo  no momento crucial da sua vida.  Ester reconheceu: “eu mesma me expus ao perigo”.  Somos muitas vezes responsáveis pelas coisas que acontecem erradamente. O que dá errado pode ser o que ainda não compreendemos e que foge aos nossos padrões certinhos. Só o Senhor poderá nos alinhar no caminho certo. Prostrar-se significa: humilhar-se, render-se, entregar-se. Todo tempo é tempo de conversão e toda hora é hora de buscar refúgio no Senhor. A oração de Ester é então, para nós, um convite à conversão e também um modelo de reflexão acerca das circunstancias da nossa vida. Quase não temos consciência do que realmente está acontecendo dentro do nosso interior e o que está motivando as nossas ações em cada momento da nossa existência. Muitas coisas passam despercebidas por nós e, na verdade só tomamos consciência das nossas condições verdadeiras no tempo em que passamos por dificuldades, por sofrimentos e penúria.  Há momentos na vida em que também experimentamos a orfandade, o deserto, a humilhação, a incapacidade e a impotência. Estes, porém, são os momentos de maior graça que vivenciamos, pois aí realmente podemos avaliar a nossa dor e fazer uma reflexão para chegar à conclusão de que nós mesmos (as) nos expomos ao perigo. Nestas horas, seguramente todos somos motivados a procurar refúgio no Senhor. Mesmo aqueles (as) que são ateus, “graças a Deus”, procuram algo para lhes socorrer. No entanto, a maior parte da nossa vida nós passamos na tranquilidade, no bem bom, corriqueiramente como se não precisássemos de mais ninguém. O tempo da “aparente felicidade” é, portanto, o tempo da desgraça, isto é, da nossa indiferença à graça de Deus, quando nos bastamos, quando nos saciamos com os frutos da carne e, por isso, nos expomos aos perigos. O tempo da quaresma, porém, nos é propício para voltarmo-nos para o Senhor e mesmo que não estejamos passando por nenhum tormento, nos conscientizarmos de que somos eternos devedores diante de Deus. É tempo de nos prostrarmos por terra, reconhecendo a nossa limitação, o nosso pecado, a nossa insensatez e pedir clemência ao nosso juiz e ajuda para podermos enfrentar os “leões” no tempo da peleja.  Não esperemos o tempo ruim, aproveitemos o tempo da graça do Senhor que é constante. – Você tem consciência do tempo que você está vivendo? É tempo de penúria ou de “felicidade”? – Você reconhece a sua orfandade, sua limitação? Quem poderá ajudá-lo (a)?  – A quem você tem recorrido? – Você busca refúgio no Senhor quando tudo está bem?

Salmo 137 – “Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!”
 Precisamos tomar consciência de que somos uma obra de Deus inacabada e que Ele ainda tem muitos planos a realizar na nossa vida. No entanto, é necessário que nós estejamos atentos (as) aos Seus acenos, pois somente assim nós compreenderemos qual seja o nosso papel. A nossa vida é uma caminhada em busca da perfeição, ou melhor, da nossa condição de sermos imagem e semelhança de Deus. Por isso, precisamos sempre pedir o auxílio do Senhor a fim de que Ele nos modele e nos restaure dia a dia. Não podemos baixar guarda nem desanimar, estejamos vigilantes, pois um dia, perante os anjos, nós também cantaremos e nos prostraremos no templo do Senhor que é a Casa do Pai.
 Evangelho – Mateus 7, 7-12 -  “o pão que mata a nossa fome de amor ”
 O pedir o procurar e o bater são ações de caráter imprescindível  da nossa existência humana. Vivemos continuamente este movimento no nosso dia a dia. Normalmente, no entanto, nós pedimos, procuramos e batemos em busca das coisas que  consideramos essenciais e absolutamente necessárias para saciar a nossa fome de prazer, de possuir e de poder. Na verdade, nós nos submetemos diante dos reis e dos governantes da terra por um punhado de sucesso, de reconhecimento do nosso potencial humano ou então nos degradamos e nos corrompemos para conquistar um lugar ao sol ou ainda nos humilhamos para nos apossar do coração de alguém. Fazemos mil e uma piruetas para buscar, fora, o pão que mata a nossa fome de amor. A fé no amor de Deus é o alimento imprescindível da nossa existência humana. Deus sabe que nós precisamos do Seu amor como alimento, todavia, Ele espera a nossa livre vontade, o nosso querer e o nosso desejar para abrir as comportas e nos conceder tudo o que nós queremos alcançar. O Pai está no céu do nosso coração e espera a nossa adesão e o nosso desejo de possuir tudo o que Ele já designou para nos presentear.  Pedir, procurar, bater, é perseverar na vivência do Evangelho com esperança e determinação. Se tivéssemos consciência do que Jesus nos fala neste Evangelho e percebêssemos realmente a profundidade das Suas palavras, com certeza nós nunca desanimaríamos diante dos desafios da nossa vida. Porém, não percebemos que o que poderá alimentar a nossa alma e o nosso corpo está escondido dentro de nós e faz parte da essência da nossa alma, pois vem da fonte que jorra dentro de nós. Dentro de nós há uma fonte de amor para qual nós devemos nos voltar a fim de pedir, procurar e bater em busca das “coisas” de que  realmente precisamos.  Não podemos nos escusar nem perder a grande chance da nossa vida buscando fora de nós pedra e cobra quando o Pai nos oferece pão e peixe, hoje. Por isso, também não podemos deixar para pedir, procurar e bater somente amanhã o que hoje nos é oferecido.  Alimentados com o pão do amor nós conseguiremos também cumprir o que a lei e os profetas nos propõem: fazer aos outros tudo aquilo que nós desejamos que no façam.   - O que você tem pedido a Deus: pão ou pedra; peixe ou cobra? – O que na verdade você precisa pedir a Deus? Reflita! – Aonde você tem buscado alimento e proteção? – Você tem batido nas portas dos homens para receber o que está à sua disposição dentro do seu coração? 

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

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