07/01/2014 - 3ª.feira SEMANA DA EPIFANIA I João 4, 7-10 – “o amor vem de Deus” Se fizéssemos uma reflexão mais aprofundada do que o próprio Deus nos falou por meio dos profetas, dos apóstolos e Seus seguidores nós nunca teríamos nenhuma hesitação em afirmar que o amor é o primeiro preceito que Deus estabeleceu para que vivêssemos. E verdadeiramente, então, nós como Seus filhos, viveríamos segundo a Sua vontade. Porque não nos conscientizamos disso, é que, muitas vezes na nossa vida, expressamos dúvidas em relação ao que Deus deseja para nós e qual a Sua pretensão para nós e o nosso futuro. No entanto, nesta carta São João nos afirma com todas as letras: “DEUS É AMOR!” Só a vivência do amor de Deus em nós dará legitimidade e poder para afirmarmos que somos Seus filhos criados à Sua imagem e semelhança. É indispensável que tenhamos em mente a certeza de que não fomos nós que escolhemos a Deus para amá-Lo, mas sim, que foi Ele quem nos amou primeiro e manifestou isto quando enviou o Seu Filho Jesus como vítima de reparação pelos nossos pecados. Deus nos amou primeiro. Foi Ele quem tomou a iniciativa de manifestar o Seu amor por meio de Jesus que veio nos dar uma vida de verdadeiros filhos, herdeiros das Suas promessas. Não podemos nos abater nem desanimar nem tampouco duvidar sobre a expectativa de Deus para nós. Ele deseja que nos amemos uns aos outros com o Seu amor. Muitas vezes nós, porque queremos cumprir o maior mandamento da Lei de Deus, nos esforçamos e tentamos fazer isto com o nosso amor humano. No entanto, precisamos nos conscientizar de que na nossa humanidade nós não teríamos a capacidade necessária para cumprir com o maior mandamento da Lei de Deus. Nós recebemos o Espírito Santo no nosso Batismo e Ele é o AMOR MAIOR. Não temos mais desculpas, só não nos amamos se mesmo não quisermos, por escolha própria, por opção, pois o Amor de Deus está à nossa disposição e a qualquer momento, em qualquer hora e sob quaisquer circunstâncias, nós poderemos fazer uso dele. Amar com o Amor de Deus, eis o que devemos fazer. Se nos apossarmos do dom do Espírito Santo e tivermos a certeza de que é Ele quem nos capacita a amar a Deus e aos irmãos, nós poderemos vivenciar o amor mútuo. Deixemo-nos, então, ser invadidos pelo Espírito Santo, pois Ele age e faz acontecer em nós o cumprimento da Lei. - De onde você tem tirado amor para amar ao próximo? - Você agora tem consciência de qual é a vontade de Deus para a sua vida? – Você já se deixou invadir pelo Espírito Santo? – Você tem feito algum esforço para tentar amar a Deus e ao próximo? – Você conhece a Deus? – Quem é o agente do amor e faz acontecer o amor em nós? Salmo 71 – “Os reis de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!” Jesus é o Rei que veio nos trazer as regras da justiça a fim de que a paz seja o canto que ecoa no nosso coração. Ele vem com todo o poder para defender os pobres e humildes de coração e nos ensinar a usufruir da salvação que é manifestação do amor do Pai para todos os Seus filhos. Por causa de Jesus nós podemos nos considerar descendentes da realeza, pois estamos sob o Seu domínio e somos governados pelo Seu amor. A glória que se manifestou a todas as nações quando Jesus foi visitado pelos reis magos continua ainda hoje se exprimindo no coração de todas as pessoas que O têm como Salvador Evangelho – Marcos 6, 34-44 – “a bênção de Deus multiplica o nosso pão” Neste Evangelho Jesus nos ensina a confiar na providência de Deus colocando tudo o que temos sob as bênçãos do Pai na certeza de que Ele proverá todas as nossas necessidades. Ao mesmo tempo Ele também nos instrui a partilhar tudo aquilo de que dispomos para viver, com o nosso próximo, principalmente, com as pessoas com as quais nós dividimos espaço físico, anseios, dificuldades, carências e muitas outras realidades. Diante da proposta dos Seus discípulos para despedir a multidão faminta Jesus lhes sugeriu que eles mesmos providenciassem o que lhes faltava. Assim, Jesus nos orienta como agir em relação àquelas pessoas que, em muitas ocasiões se constituem para nós um encargo ou até uma carga pesada, pois esperam algo de nós que entendemos não ter capacidade para dar. São pessoas que convivem conosco nas horas da alegria e da bonança, mas que também “quando está ficando tarde da noite”, isto é, nas horas tormentosas de escuridão sentem fome de amor e acreditam que nós podemos saciá-las. Nós, como os discípulos, temos a tentação de despedi-las para que busquem refrigério para as suas lamúrias em “outras paragens”. No entanto, Jesus nos ordena: “Dá-lhe vós mesmos de comer!” Diante das palavras de Jesus nós também nos assustamos: “queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” Por causa da nossa humanidade desconfiada nós demoramos a perceber qual é a verdadeira dimensão das palavras de Jesus. Custamos a entender que o que é essencial é invisível aos nossos “olhos” humanos. Colocamos as coisas materiais bem à vista, na prateleira e só conseguimos enxergar o ônus que nos caberá em proporção à nossa “boa ação”. Porém, Jesus insiste: “Quantos pães tendes? Ide ver!” Precisamos fazer esta descoberta! Necessitamos neste começo de ano fazer um balanço do que é que possuímos para atender à necessidade da multidão que o Senhor colocou ao nosso lado, dentro da nossa casa. Não é lá longe, na África ou na Nigéria. É no meio da nossa família, junto das pessoas que mais necessitam do nosso amor. Fazei sentar as pessoas, diz o Senhor! Coloquem-se à disposição uns dos outros! Esta é a ordem de Jesus para nós neste ano! Não podemos desperdiçar o que possuímos: amor, alegria, paz, saúde, inteligência! Casa, pão, abrigo! Amor de Deus ecoa dentro de nós! A nossa família precisa de Deus! A nossa família precisa vivenciar o Amor mútuo. Quanto mais amor nós partilharmos mais amor nós teremos para oferecer, pois a bênção de Deus multiplica o “nosso pão”! É uma fonte inesgotável. Coloquemos, pois, os nossos pães e nossos peixes sob as bênçãos do céu e sejamos agradecidos ao Senhor que nos oferece gratuitamente o alimento da nossa alma que revigora o nosso corpo e fortalece a unidade da nossa família, dos nossos queridos e amados por Deus. Feliz Ano Novo significa feliz partilha e alegre comunhão! – A sua família está bem alimentada? – Dentro da sua casa há alguém que tem fome do amor de Deus? – Você tem consciência dos pães e dos peixes que você possui? – Você é uma pessoa que sabe viver em grupo? – Você sabe partilhar o que tem? – Quais são os seus propósitos para o ano de 2010? – Você quer seguir os conselhos de Jesus? – Seja feliz, partilhe amor! Helena Serpa, Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE
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