24/01/2014 – 6ª. feira II semana comum
– 1 Samuel 24, 3-21 – “lealdade de Davi”
Neste episódio percebemos que David deu prova de amor e fidelidade a Deus e ao Seu ungido não deixando que a sua juventude e fortaleza o levassem a vingar-se com as suas próprias mãos daquele que o perseguia. Apesar de que Deus tivesse dado a ele poder sobre Saul e de ter entregado em suas mãos o destino do ex rei de Israel David não lhe fez mal algum. Apenas, como prova da sua preferência , arrancou-lhe um pedaço do manto e o apresentou a ele a fim de lhe provar a sua lealdade. Depois disso, Saul finalmente acreditou e reconheceu que o Senhor entregara nas mãos do jovem Davi, o reino de Israel. A atitude de fidelidade de Davi é para nós um exemplo a seguir em todas as vezes que tivermos conscientes da nossa eleição, da nossa escolha para alguma função, apesar de alguém ainda não admitir o fato. Não precisamos vencer quem é mal lhe fazendo mal, nem tampouco tirar proveito das oportunidades que surgem para liquidar com nossos oponentes, pois quando somos escolhidos (as) pelo Senhor para realizar alguma obra, naturalmente nós recebemos Dele o poder para derrotar a quem for instrumento do mal. Não precisamos nos rebelar contra as pessoas que ainda não nos aceitam, pois o Espírito Santo é quem age em nós e nelas também, é Ele quem nos convence. Se o Espírito do Senhor está conosco nada havemos de temer, mas somente confiar e agir sem precipitação. A Deus cabe a vingança, por isso não podemos fazer justiça com as nossas mãos, mesmo que sejamos perseguidos (as) pelos “reis” desse mundo. – Como você se comporta quando é escolhido (a) para estar à frente de algum empreendimento que antes era dirigido por outro? – Qual é a sua atitude quando você sabe que há alguém que não aceita o seu comando? – Você tenta desmascará-lo? – Você acha que tem fazer alguma coisa em represália ou procura conquistar esta pessoa? Salmo 56 – “Piedade, Senhor, tende piedade!” Quando nos sentirmos perseguidos, ao invés de querermos fazer justiça com as nossas mãos, nós precisamos dirigir súplicas Àquele que pode nos libertar. “ Piedade, Senhor, tende piedade”! Esta é a nosso oração, pois a nossa alma precisa se abrigar à sombra da Misericórdia do Senhor, até que passe a tormenta que nos assola. Do céu é que vem a ajuda para vencermos os nossos opressores, pois de lá Deus nos envia a sua graça e só isto basta. Evangelho – Marcos 3, 13-19 – “As nossas amizades são consequência dos encontros da nossa vida”
A seleção dos doze apóstolos é para nós um sinal de que as escolhas de Deus acontecem naturalmente, sem grandes alardes. Nesta narrativa vemos como Jesus aproximou-se de cada um deles, conheceu a sua realidade, a sua história inclusive até quem mais tarde iria traí-lo. Percebemos, então, que para as escolhas de Deus não há lógica humana nem tampouco precisa de concurso ou vestibular. Simplesmente Deus chama a quem Ele quer, e pronto Por isso, o chamado de Deus para nós é irrevogável! Quando Deus nos chama, Ele o faz consciente da nossa capacidade e da nossa limitação. Ele vê o coração e faz as Suas escolhas dentro do que é justo e não de acordo com as nossas razões humanas, por isso, Ele escolhe pessoas que aos nossos olhos são incapazes, sem gabarito, despreparadas. Sabemos, porém, que Ele capacita os que não têm capacidade. Para o trabalho no reino dos céus, vale mil vezes mais aquilo que trazemos dentro do nosso coração do que a capacidade intelectual que possuímos. Deus não precisa do nosso “curriculum vitae”. Quando Jesus escolheu os doze Ele não o fez para impressionar nem provocar elogios, ou agradar a alguém. Ele tinha somente um objetivo: fazer a vontade do Pai para que não se perdesse ninguém. Se Jesus tivesse chamado muita gente, para agradar, ou para fazer justiça aos olhos do mundo, o trabalho do reino não teria sido eficaz. Portanto, Ele chamou para subir o monte com Ele, aqueles que Ele quis. Nem todos poderiam subir. A metodologia de Jesus é muito simples e profunda, Ele chamou aqueles que poderiam ficar muito perto de si, gozando da sua intimidade, recebendo um ensinamento novo partilhado concretamente para que fosse frutuoso e depois eles pudessem lançar sementes em terra boa. Jesus sabia que na Sua Missão Ele teria que enfrentar dificuldades também com os Seus escolhidos. Sabia que estaria lidando com homens cheios de defeitos, mas mesmo assim não desistiu e foi com eles, até o fim. Esse é um valioso ensinamento para nós quando tivermos que fazer opções e usar critérios de escolha nos nossos empreendimentos. Precisamos, porém, examinar como é que estamos fazendo as nossas escolhas, principalmente entre as pessoas que caminham junto de nós; quais os critérios que usamos quando nos aproximamos de alguém para fazer parte do nosso círculo de amizade; se estamos fazendo algum cálculo racional ou se temos ideias formadas a respeito deles. As nossas amizades são consequência dos encontros da nossa vida por isso, precisamos também prestar atenção onde é que estamos encontrando os “nossos amigos”. Precisamos procurar descobrir com Jesus, na sua Palavra e em oração, qual é a vontade de Deus nas diversas circunstâncias do nosso dia a dia. - Como é o seu critério quando tem que escolher alguém para uma missão específica? – Você quer agradar alguém ou ser agradado na sua escolha? – Você se revolta quando não é escolhido (a) para um lugar importante ou espera a hora de Deus para você? – Como e aonde você tem encontrado “amigos”? – Você é capaz de acolher no seu círculo de amizade aqueles (as) que aparentemente não têm nenhum brilho?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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