terça-feira, 14 de janeiro de 2014

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

14/01/2014 - 3ª. feira I Semana comum

 – I Samuel -  1, 9-20 -  “o que fazer diante das coisas impossíveis? ”

A história de Ana, mãe de Samuel é a mesma de muitas mulheres que hoje choram porque são estéreis e, por conseguinte, não conseguem conceber um filho.  A esterilidade era o grande sofrimento de Ana, mas um dia, diante de Deus ela expôs a sua angústia e num gesto concreto de confiança prometeu a Ele ofertar-Lhe o filho homem que dela pudesse nascer.  Com o coração angustiado e aflito, Ana suplicou o auxílio de Deus e derramou as suas lágrimas como uma forma de expressar todo o seu desespero.  Apesar de despertar as suspeitas do sacerdote Eli que a confundiu como uma mulher perdida, por causa do seu aspecto, Ana não se intimidou, mas esclareceu a sua situação e foi por ele abençoada. Ao invés de ressentir-se ela se defendeu e alcançou a graça de ser por ele abençoada. O exemplo de Ana para nós é muito eloquente, pois nos ensina a buscar com afinco tudo aquilo que o nosso coração deseja e a pedir com humildade e confiança Àquele que pode nos conceder. Da mesma forma nós aprendemos com Ana a esclarecer as dúvidas quando outras pessoas nos julgarem pelas aparências.  Muitas vezes nós nos ofendemos quando as pessoas nos julgam mal, porém não tentamos esclarecer o equívoco e carregamos a mágoa no coração impedindo que a graça do Senhor atue em nós. Precisamos, portanto, abrir o nosso coração para aqueles que nos julgam erroneamente por ignorância: depois que Ana conseguiu se explicar com Eli, ela voltou para casa e o seu semblante já não era mais o mesmo. O Senhor escutou a prece de Ana e ela foi atendida! Nunca podemos nos deprimir nem deixar de confiar na intervenção de Deus por causa das coisas que estão fora das nossas possibilidades. O Senhor está muito perto de nós, conhece as nossas carências e sabe dos nossos motivos. Mesmo que às vezes sejamos julgados pelos homens apenas pelos nossos gestos exteriores, Deus está atento às nossas reais necessidades e no momento certo Ele há de intervir como fez com a mãe de Samuel. – Você consegue expor a Deus as suas necessidades confiando em que será atendido (a)? Você desiste com facilidade diante das coisas impossíveis? -  Como são as suas atitudes diante daqueles que não o (a) entendem? Você não gosta de se explicar e deixa pensarem o que quiserem ou procura conversar com eles?   

Salmo  - 1 Samuel 2 – “Meu coração se alegrou em Deus, meu salvador!”

O salmo faz uma apologia do poder de Deus sobre as criaturas e coloca em evidência as bênçãos que recebem aqueles (as) que são mais fracos (as), os pobres, os famintos, os incapazes, porque confiam no Senhor. Quando nós temos consciência de que tudo vem de Deus, a morte e a vida, a riqueza e a pobreza, nós aprendemos a confiar em que todas as coisas que nos acontecem têm um sentido maior. Por isso, o nosso coração exulta e a nossa boca desafia àqueles que se acham “fortes”.

Evangelho – Marcos 1, 21b-28 – “ dentro da sinagoga”

As sinagogas eram locais de adoração, oração e aprendizado da palavra de Deus. Chama-nos, portanto, a atenção neste Evangelho o fato de que “dentro da sinagoga” onde Jesus ensinava estivesse um homem possuído por um espírito mau.   Jesus não era benquisto no meio dos judeus, por isso, seria muito natural que alguém fizesse aquela interrogação sem despertar admiração. No entanto, Jesus, cheio do Espírito Santo, distinguiu perfeitamente que aquele homem estava “possuído por um espírito mau”. Deste modo, Jesus penetrando no pensamento daquele homem, deu a todos um esninamento novo, cheio de autoridade, despertando, assim o espanto dos judeus que não conheciam isso. Ele soube perceber a origem do questionamento daquele homem e assim livrá-lo do domínio do demonio. Apesar dos judeus não O reconhecerem Jesus deu provas de que era o Messias o Enviado de Deus para libertar os cativos. Por isso, Ele procurava as pessoas que eram prisioneiras e estavam sob o domínio dos espíritos maus. Jesus tinha autoridade e  não se deixava acovardar porque tinha consciência do poder que Deus lhe concedera e da missão que lhe havia sido entregue.  Até os demônios O temiam, pois sabiam que Ele era o Santo de Deus. Isso despertava a admiração do povo que frequentava a sinagoga.  Hoje também, até mesmo dentro da Igreja, nos locais de reunião de oração existe alguém que, influenciado pelo inimigo, tenta desvirtuar o trabalho de edificação do reino. Jesus sabe muito bem isso, porque conhece o profundo do nosso ser. Por isso, Ele vem nos tirar das garras dos espíritos maus que teimam em desafiar os homens, mas não podem com Deus. As obras que Jesus realizava naquele tempo, também hoje Ele as realiza, e para isto, nós somos seus instrumentos. Em Nome de Jesus, nós também poderemos expulsar o mal e calar a boca dos impertinentes. Mas, precisamos refletir: se Jesus veio nos restituir a dignidade de filhos de Deus, irmãos Dele; se Ele nos deu o Seu Espírito Santo que tem poder de fazer e desfazer; por que então também não usamos da autoridade que Ele nos dá para realizar milagres e prodígios?  Para que os ensinamentos que nós damos a alguém tenham credibilidade devem ser acompanhados da nossa ação e do nosso testemunho fiel ao que pregamos. Resta-nos, então, perceber que Jesus tinha autoridade porque não só ensinava, mas agia. A nossa autoridade nos vem do nosso testemunho, da nossa firmeza e convicção.   – Qual a diferença entre falar e agir? – Você é uma pessoa que tem autoridade ao falar? – As pessoas lhe dão crédito? – Você tem agido da mesma forma como você ensina aos outros a agir?  - Quais as obras que Jesus tem realizado em você e na sua família?- Você também espalha a fama de Jesus contando as coisas boas que Ele já lhe fez?

 Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

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