11/01/2014 – sábado SEMANA DA EPIFANIA
– I João 5, 14-21 – “pedir com confiança”
A confiança absoluta é a primeira condição para nos legitimar como seguidores de Jesus e adotados por Ele. Nesta carta São João nos exorta a que sejamos coerentes com a nossa identidade de cristãos comprometidos com o Projeto de salvação do Pai, rejeitando o pecado e confiando em Jesus que veio nos libertar do poder do maligno. “esta é a confiança que temos no Filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve.” E se, de fato, nós sabemos que Ele nos ouve, temos então a certeza de que já possuímos o que pedirmos com confiança. Portanto, podemos fazer os nossos pedidos com a mais absoluta certeza de que Deus nos dará muito mais do que realmente nós queremos alcançar. A nossa condição de cristãos (ãs) também implica em compromisso com os nossos irmãos intercedendo por eles, exortando-os, abrindo-lhes os olhos para que não sucumbam diante das tentações do mundo. Necessitamos nos ajustar fielmente à nossa procedência de criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus para não nos acomodarmos à mentalidade do mundo que está sob o poder do maligno. Todos somos pecadores, mas não necessariamente precisamos pecar e, porque fomos gerados em Deus somos também guardados e o maligno não poderá nos atingir. Por isso precisamos estar vigilantes em oração pedindo ao Senhor para que não caiamos em tentação. Assim também, somos chamados (as) a rezar pelos pecadores confiando na misericórdia do Senhor. Jesus Cristo, o Filho de Deus nos mandou o Espírito Santo para iluminar a nossa inteligência a fim de não nos confundirmos com a falsidade que reina no mundo a ponto de adorarmos ídolos materiais, pessoas envolventes que estão a serviço do mal. - Você tem confiança de pedir a Deus tudo o que você almeja? – Você reza também para não cair na tentação do pecado e da morte? - Qual é a morte que o pecado causa? – Você reza pelos pecadores? - A quem ou a que você tem idolatrado? Salmo 149 – “O Senhor ama seu povo de verdade”
Orando com este salmo nós podemos avaliar como fica o estado da nossa alma quando é libertada da escravidão do pecado por obra do Senhor. A misericórdia de Deus nos banha e cura o nosso interior de todas as nossas angústias; faz-nos levantar do leito afastando para longe o desânimo e a desesperança que antes nos assolava. Desse modo nós podemos provar a glória do Senhor aqui mesmo num estado de espírito que exprime liberdade e alegria. Estes momentos fazem de nós como os santos e os anjos do céu que louvam o Senhor dia e noite com cânticos e danças.
Evangelho – João 3, 22-30 – “somos os amigos do noivo” Neste Evangelho João Batista nos ensina a assumir o nosso papel de seguidores de Cristo e anunciadores do Seu Evangelho sendo coerentes com a nossa condição de criaturas que foram purificadas pelas águas do Batismo e redimidas pelo Sangue de Cristo. Ele reconhecia qual era a sua posição em relação a Jesus Cristo e não confundia os seus discípulos atraindo elogios para a sua pessoa. Pelo contrário, sentia-se feliz em anunciar a pessoa de Jesus que ele dizia ser o noivo que vem para receber a noiva. O noivo é Jesus e a noiva é a Sua Igreja, é a nossa alma que, muitas vezes, ainda espera por aquele que a fará feliz. São João se considerava amigo do noivo, isto é, amigo de Jesus, pois, sua alma já havia sido desposada por Ele. Da mesma forma nós que já acolhemos Jesus como esposo da nossa alma nos tornamos também seus amigos (as) e, aqui na terra, damos testemunho da Sua glória para atrair para Ele todas as pessoas que ainda não encontraram sentido para o seu viver. Assim sendo, podemos também nos considerar apenas “os amigos do noivo”, que ouvem a voz do noivo e se enchem de alegria. Somos felizes, sim, em anunciar a salvação de Jesus dando a Ele a glória devida sem querer receber bônus pelo nosso trabalho. João Batista reconhecia o seu chamado para abrir os caminhos do Senhor. Muitas vezes nós nos arvoramos de “autoridade” e queremos aparecer mais do que a Autoridade Maior que é Jesus. Jesus é o noivo que vem do céu para nos desposar e nós nos relacionamos com Ele na Palavra, na Eucaristia, na oração, na contemplação, na Adoração ao Seu Corpo Sagrado. É necessário que Jesus cresça e que nós nos conservemos pequeninos (as) e necessitados (as) do Seu amor de esposo, pois somente assim seremos saciados (as) e felizes. – Você já se sente desposado (a) por Jesus? – Você tem pregado em nome de Jesus? - Você tem tentado aparecer mais do que Ele? – Você gosta de atrair para si os elogios por causa de algum trabalho que você desempenha? – Você se sente enciumado (a) quando alguém aparece mais do que você?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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