Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
a) “Como lembrava o Documento de Aparecida, as
CEBs são um instrumento que permite ao povo chegar a um conhecimento maior da
Palavra de Deus, ao compromisso social em nome do Evangelho, ao surgimento de
novos serviços leigos e à educação da fé dos adultos” (n.178);
b) As Comunidades de Base “trazem um novo ardor
evangelizador e uma capacidade de diálogo com o mundo que renovam a Igreja”;
c) Não percam o contato com esta realidade muito
rica da paróquia local e que se integrem de bom grado na pastoral orgânica da
Igreja particular. (Exort. Ap. Evangelii gaudium, 29).
d) A carta termina com o Papa exortando os
participantes da 13º. Encontro Intereclesial das Comunidades de Base a viver um
encontro de fé e de missão, de discípulos missionários que caminham com Jesus,
anunciando e testemunhando com os pobres a profecia dos “novos céus e da nova
terra”, e concedendo-lhes sua Bênção Apostólica.
e) Sobre o lema do evento, o Papa disse que deve
ser como uma chamada para que as CEBs assumam cada vez mais seu papel na missão
evangelizadora da Igreja. “Todos devemos ser romeiros, no campo e na cidade,
levando a alegria do Evangelho a cada homem e a cada mulher”.
É importante recordar o que o Documento de
Aparecida diz a respeito das CEBs: “Na experiência eclesial… as Comunidades
Eclesiais de Base têm sido escolas que têm ajudado a formar cristãos
comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como o testemunho
a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros” (DC 178).
Outro exemplo é: “As CEBS, no seguimento missionário de Jesus, têm a Palavra de
Deus como fonte de sua espiritualidade e a orientação de seus pastores como guia
que assegura a comunhão eclesial… Mantendo-se em comunhão com seu bispo e
inserindo-se no projeto de pastoral diocesana, as CEBs se convertem em sinal de
vitalidade na Igreja particular” (DA 179).
Os componentes do 13º. Intereclesial das CEBs
mandaram uma carta de 41 linhas ao papa Francisco agradecendo o apoio que ele
deu às CEB s no encontro do Crato. Segue alguns trechos interessantes dessa
carta:
a) “Aproveitamos a oportunidade para nos unir ao
seu esforço por renovar as Igrejas da comunhão católico-romana, de acordo com a
teologia e a espiritualidade do Concílio Vaticano ll, relidas e atualizadas
pelas necessidades do mundo atual e pela urgência de que nós, cristãos,
escutemos “o que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (Ap 2,7).
b) “Nós lhe agradecemos por fazer do ministério
papal uma profecia contra a economia de exclusão, que hoje domina o mundo e
defender os migrantes e clandestinos pobres da África e de outros
continentes”.
c) “Entre suas palavras e gestos que nos toca
muito de perto é o fato do senhor se apresentam como bispo de Roma e primaz da
unidade das igrejas. Essa atitude básica permitirá retomar reconhecimento que o
Concílio Vaticano ll fez da plena eclesialidade das Igrejas locais encontrar a
profunda verdade que esse nosso encontro quer expressar, ao se chama
“intereclesial” de CEBs: um encontro de igrejas locais, reunidas a partir das
comunidades eclesiais de base e desse modo da Igreja ser”.
A carta termina com os integrantes do 13º.
Intereclesial das CEBs pedindo a benção apostólica do Papa.
Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e
Assessor da CNBB Reg. NE I
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