sábado, 28 de setembro de 2013
ARCEBISPO MAMBERTI: "É HORA DE ELIMINAR ARMAS NUCLEARES DO PLANETA"
Nova York (RV) - "A eliminação completa das armas nucleares é essencial para remover o perigo de uma guerra nuclear, objetivo ao qual devemos dar a máxima prioridade": foi o que afirmou na sede da ONU, em Nova York, o secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, durante o Encontro de alto nível da Assembléia Geral das Nações Unidas sobre o desarmamento nuclear.
"A preocupação pela proliferação das armas nucleares em outros países – disse de modo muito claro o representante vaticano – se mostrará vazia enquanto outros Estados detentores de armas nucleares permanecerem apegados às próprias armas."
Cinco anos atrás, o secretário-geral apresentara um plano em cinco pontos para o desarmamento nuclear. "É chegada a hora de dar a esse plano a séria atenção que merece", para que o mundo possa ir além "das tétricas doutrinas da destruição recíproca certa".
"Agora é imperativo – prosseguiu Dom Mamberti – que afrontemos de modo sistemático e coerente os requisitos legais, políticos e técnicos para um mundo livre de armas nucleares" iniciando o quanto antes o trabalho preparatório para uma Convenção sobre a eliminação "gradual e verificável" das armas nucleares.
Mas "o obstáculo principal no início destes trabalhos – afirmou – é a persistente adesão à doutrina da dissuasão nuclear. Com o fim da guerra fria, os tempos em que essa doutrina podia ser aceita estão superados".
"A Santa Sé não admite o prosseguimento da dissuasão nuclear, porque é evidente que está favorecendo o desenvolvimento de armas sempre mais novas, impedindo assim um autêntico desarmamento nuclear."
Em seguida, o secretário vaticano das Relações com os Estados afirmou que não se pode justificar a continuação de uma política de dissuasão nuclear permanente, dada a perda de recursos humanos, financeiros e materiais num tempo em que escasseiam fundos para a saúde, a educação e os serviços sociais no mundo inteiro, e diante das atuais ameaças à segurança humana, como a pobreza, as mudanças climáticas, o terrorismo e os crimes transnacionais.
Tudo isso deveria fazer-nos refletir sobre a dimensão ética e a legitimidade moral da produção das armas nucleares, de sua elaboração, desenvolvimento, acúmulo e uso, bem como da ameaça de usá-las.
"Devemos evidenciar novamente – ressaltou ainda – que as doutrinas militares baseadas nas armas nucleares como instrumento de segurança e de defesa de um grupo de elite, numa exibição de poder e supremacia, retardam e colocam em grave perigo o desarmamento nuclear e de não-proliferação."
"É hora de contrastar a lógica do medo com a ética da responsabilidade alimentando um clima de confiança e de diálogo sincero, capaz de promover uma cultura de paz, fundada no primado do direito e do bem comum, através da cooperação coerente e responsável de todos os membros da comunidade internacional" – concluiu Dom Mamberti. (RL)
Fonte: Rádio Vaticano
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