quarta-feira, 24 de julho de 2013
A IGREJA DO RIO NAS COMUNIDADES (FAVELAS)
A Pastoral das Favelas está presente nas comunidades mais carentes do Rio de Janeiro há 35 anos. “Surgiu com a ameaça despejo da Favela do Vidigal”, contou o padre Luiz Antônio Pereira, Coordenador da Pastoral das Favelas no Rio, em entrevista no Media Center da JMJ Rio2013, no Forte de Copacabana. “Hoje não existe nenhuma comunidade do Rio em que a Igreja e a Pastoral não estejam presentes”, assegurou. De acordo com o último Censo, em 2010, o Rio de Janeiro tinha 1.071 comunidades.
Diretor Executivo do Setor de Preparação Pastoral e Catequese, padre Leandro Lenin observou que, com a JMJ Rio2013 e a visita do Papa Francisco à comunidade de Varginha, em Manguinhos, este trabalho pastoral da Igreja do Rio ganha visibilidade e “poder para ampliar todos os programas desenvolvidos e propor novas iniciativas para fortalecer a presença de Deus junto às comunidades”.
“Um pastor tem de estar perto de suas ovelhas”, ensinou o Papa Francisco. Com sua visita à Varginha, o Sumo Pontífice “quer construir pontes”, afirmou padre Leandro Lenin. A escolha de Varginha, entre a Linha Amarela e Bonsucesso, “se deve ao fato de ser uma comunidade com pouca visibilidade nas mídias e a presença do Santo Padre trará mais dinamismo para a vida comunitária local e das comunidades vizinhas”, completou.
O padre Luiz Antônio fez um breve histórico da presença da Igreja Católica nas favelas do Rio. Lembrou a criação da Fundação Leão XIII, em 1946, para organizar suas ações nas comunidades carentes. Citou a atuação de D. Helder Câmara, então bispo auxiliar do Rio, e seu combate à política de remoção das favelas, sua participação na criação da Cruzada de São Sebastião e na urbanização de várias favelas.
Desde 1977, a Pastoral das Favelas intensificou seus trabalhos para “ser a presença da Igreja no meio dos pobres, levar Deus ao povo, cumprindo o primeiro dos mandamentos”, salientou padre Luiz Antônio. “Trabalhamos para dentro e para fora também, dando instrumentos para que as pessoas descubram seus direitos e possam exercê-los em sua plenitude”. Padre Luiz Antônio salientou que morar em favelas “não é problema, mas solução habitacional para quem não tem condição de entrar no mercado formal de habitação”.
Assegurou que, muito antes das UPPS se instalarem nos Complexos do Alemão, da Maré e em várias outras comunidades, a Igreja já atuava nesses locais. “Quando chegamos ao Complexo da Maré, ali havia uma paróquia e cinco capelas. Agora são cinco paróquias e 18 capelas”, informou.
Manguinhos
População do Complexo: 50.000 habitantes
Área do Complexo: 400 ha
O entorno abriga estruturas viárias e ferroviárias, refinaria de petróleo, centro de investigação de saúde (Fiocruz), grandes depósitos de apoio da estrutura portuária da cidade, bairros populares, favelas.
Manguinhos é formado por 13 comunidades. A mais antiga é o Parque Oswaldo Cruz (Amorim). Sua ocupação data de 1901. Situado entre a Rua Leopoldo Bulhões, a Linha Amarela e a Fiocruz, seus primeiros moradores foram imigrantes portugueses. O nome Amorim é em referência a João Dias Amorim, primeiro proprietário da fazenda que, após loteamento, deu origem à comunidade.
Segunda comunidade a se formar em Manguinhos, o Parque Carlos Chagas tem os primeiros registros de ocupação de 1941. É a primeira comunidade de Manguinhos com histórico de invasão e está localizada entre a rua Leopoldo Bulhões e os rios Faria Timbó e Jacaré. As outras ocupações são da década de 1960 por conta da política de remoção implementada nesse período na cidade. As comunidades mais recentes datam da década de 90, como Nelson Mandela, Mandela de Pedra e Samora Machel.
Em Manguinhos ficam importantes instituições como a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), órgão da Fiocruz, a Refinaria de Manguinhos, a Capela São Daniel, tombada pelo patrimônio histórico.
O projeto do PAC, programa do governo federal, no Complexo de Manguinhos prevê construção de creches, escolas de Ensino Médio, bibliotecas, postos de saúde, prédios para moradia. A obra com maior visibilidade é a elevação da via férrea que hoje divide a comunidade.
Presença da Igreja na região
N.Sra Bonsucesso de Inhaúma - São Jerônimo (Varginha), São José - Amorim , São Miguel - Mandela , Cristo Redentor ( Brasil).
Santa Bernadete - Imaculada Conceição (Higienópolis) São Daniel (Manguinhos) , Aparecida (Entrada A – Manguinhos), Nossa Sra Divina Providência (Higienópolis)
Bom Jesus – 8 capelas – Penha
Jesus Sacramentado – 3 capelas
São Sebastião – 5 capelas – Mineiros/Esperança/Grota/Alemão
Nra do Rosário de Fátima - Baiana
Guadalupe – 7 capelas – Inhauma – Nova Brasilia
FSB COMUNICAÇÕES
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