sábado, 9 de março de 2013

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

09/03/2013 – Sábado III semana da Quaresma

– Oséias 6, 1-6 – “luz que nos tira das trevas!”


O profeta Oséias continua nos falando de volta e de restauração, agora nos acenando com a misericórdia de Deus que se revela depois do nosso pecado. Fazendo uma analogia com o sofrimento de Jesus que foi ferido, flagelado e crucificado, mas no terceiro dia foi ressuscitado, o profeta nos convida a seguir o caminho de volta para a casa do Pai confiando na justiça de Deus que se manifestou para nós em função da Morte e Ressurreição do Seu Filho, Jesus Cristo. Por isso, o profeta Oséias nos convida a voltar com confiança para Ele, na certeza de que há de nos perdoar e curar. O maior desejo do nosso coração humano é viver na presença de Deus e a Palavra nos assegura que a vinda do Senhor é certa como a aurora que aparece todos os dias ou como as chuvas que, chegando primeiro ou tardiamente, de qualquer modo, regam o solo. O nosso amor é frágil e superficial, no entanto, Deus nos assegura que é diferente de nós, por isso os seus juízos expandem-se como luz que nos tira das trevas. Ele não guarda ressentimentos contra nós e quer esclarecer as nossas dúvidas e nos revelar o que há de escondido dentro de nós. Por essa razão, somente Ele poderá nos julgar e nem nós mesmos (as), conseguiremos apreender as nossas razões e motivações para o mal ou para o bem que praticamos. Portanto, tenhamos o coração seguro: Deus quer apenas se deixar conhecer por nós e que deixemos que a Sua Luz penetre os nossos corações. Desde já Ele nos pede somente o nosso amor e a nossa confiança e não os nossos sacrifícios. Confiemos Nele! – Você tem deixado que a Luz de Deus no interior do seu coração? – Você tem percepção da presença de Deus dentro de si? – Você percebe o Seu chamado a Sua proteção? - Você tem consciência de que a sua alma busca a Deus? – O que satisfaz a sua alma?

Salmo 50 – “Eu quis misericórdia e não o sacrifício!”

O Senhor não se cansa de nos dizer isso e nós continuamos a querer oferecer a Ele sacrifícios, coisas difíceis e que nunca conseguimos praticar. E o mais simples nós não alcançamos, mas podemos aprender com o salmista: “Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido”. O coração arrependido é sinal de humildade e de sacrifício.

Evangelho - Lucas 18, 9-14 - "somos como o fariseu ou como publicano?"

Precisamos urgentemente ter noção da nossa verdadeira disposição quando nos apresentamos diante do altar do templo do Senhor para conversar com Ele. Seremos nós, como aquele fariseu, que abriu a boca apenas para justificar-se alegando todas as suas "boas obras" e todos os seus méritos, ao mesmo tempo em que apontava para o cobrador de impostos e o desprezava pelas suas aparentes imperfeiçoes? O ato de subir ao templo não é o que vale aos olhos de Deus, mas com qual sentimento nós nos dirigimos ao templo para adorá-Lo. Deus sonda os nossos corações, por isso, a oração que fizermos no silêncio será ouvida e agradável ou não aos Seus ouvidos. Não são as nossas palavras bonitas, nem as orações longas que agradam ao Senhor. O nosso espírito contrito, humilhado por causa das nossas transgressões e o reconhecimento da nossa miséria é que nos farão alcançar a misericórdia de Deus. Pensando que agradava a Deus o fariseu se auto elogiava enquanto o cobrador de impostos, envergonhado, cabisbaixo, dava um exemplo de verdadeira humildade quando reconhecia o seu ser pecador. Diferentemente do fariseu, ele não se achava digno nem mesmo de olhar para o Senhor, por isso clamava por misericórdia: "Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!" O Evangelho nos diz que foi justamente a sua oração que agradou a Deus, por isso ele voltou para casa justificado. Jesus, conta essa parábola para nos dar a noção exata de uma pessoa humilde. A ideia de humildade é muito deturpada pela mentalidade do mundo. Alguns acham que ser humilde é se rebaixar, se deixar pisar, ficar calado (a) diante das injustiças e deixar-se ser explorado, etc... No entanto, a humildade é a expressão da verdade e humilde é o homem ou a mulher que reconhece a sua limitação e o grau da sua capacidade, por isso tem consciência de que é dependente das graças de Deus. Tudo o que fizermos de bom, de correto, de honesto, nós o praticamos pela graça de Deus e não por nossos próprios méritos. Deus é quem provisiona as nossas boas ações. A oração da auto louvação, isto é, do admirar-se de si próprio (a) pelas coisas boas que se faz ou das coisas ruins que não fazemos é uma oração que não agrada a Deus. Ele quer de nós uma oração que parte de um coração arrependido, humilhado, penitente, dependente do amor de Jesus para ser salvo. Jesus é quem nos justifica perante o Pai, nós mesmos (as), nunca poderemos nos justificar e, se nos achamos “perfeitos”, por nossos próprios méritos, não precisaremos de justificação, mas, receberemos a nossa própria justiça. Mesmo que não digamos nada, o Senhor conhece tudo. Nem mesmo precisamos dizer alguma coisa, no entanto, o nosso pensamento sugere o que se passa no nosso coração, por esta razão, o Senhor que nos sonda, sabe se estamos nos elevando ou nos humilhando. Desta forma, não nos adiantará fugir ou camuflar. A verdade brilha como o sol do meio dia: "quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado".- Como tem sido a sua oração diante do Senhor? – Como a do fariseu pretensioso ou como a do cobrador de impostos, envergonhado? - Você reconhece a medida da sua capacidade e da sua incapacidade? -Você tem voltado para a casa justificado (a), ou não? - Como tem sido feito o exame da sua consciência diante do Senhor? -Você costuma se auto elogiar?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho





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