29/03/2013 – 6ª. Feira
Santa – Paixão do Senhor
–
Isaias 52,13-53,12 - “ homem
cheio de dor e de glória”
A leitura
prefigura para nós o sofrimento de Jesus como Servo sofredor, desprezado como o
último dos mortais, homem coberto de dores e cheio de dor. O sofrimento e a entrega de Jesus têm efeito
concreto, hoje, na nossa existência e serve-nos de exemplo quando temos que
passar também por males e injustiças. Tudo tem uma razão de ser. Os frutos da
entrega de Jesus são percebidos na nossa
vida, quando sofremos e esperamos a recompensa da glória vivida desde já, aqui
na terra. Jesus ofereceu todo o Seu sofrimento e dores para que tivéssemos vida
nova. Olhando para mais além dos
acontecimentos e antevendo a glória futura e a libertação de muitas pessoas através
do nosso sofrimento nós também poderemos vencer e ter sucesso aqui na terra. Sem
Jesus todos nós vagamos como ovelhas desgarradas. Jesus é o Cordeiro que foi levado ao matadouro
e que tomou sobre Si o pecado de todos nós.
Ele é o Justo que faz justos inúmeros homens carregando sobre si suas
culpas, mas que por esta vida de sofrimento, alcançará a luz e uma ciência
perfeita. Se nos aprofundarmos nesta leitura iremos perceber a glória que está
reservada a todos aqueles que se entregam por amor à causa do Senhor. Todo este
trecho se refere ao sofrimento de Jesus, mas também à glória que lhe foi
reservada. Aparentemente destruído, fracassado, “na verdade Ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo
nossas dores”... “a punição a ele imposta era o preço da nossa paz e suas
feridas, o preço da nossa cura”. -
Você vê algum sentido no sofrimento por amor a Deus? Você tem alguma
experiência disso? - Qual a mensagem que você tira para a sua vida do
sofrimento de Jesus Cristo? – Você espera com paciência a glória futura?
Salmo 30 – “Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito!”
Foi essa a oração que Jesus fez no último momento da sua vida.
Abandonado, humilhado, desprezado, mas confiante no auxílio do Pai. A Cruz foi
o leito onde Jesus deu o último suspiro e se entregou para que se cumprisse a
vontade de Deus. Para nós fica o conselho do salmista: “Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos
confiais!
2ª. Leitura Hebreus 4, 14-16;5,7-9
–“a obediência de Cristo ”
Por causa da sua entrega a Deus, por tudo o que Ele sofreu, Cristo foi
atendido nas Suas preces e súplicas e entrou no céu como um Sumo Sacerdote
a fim de interceder por todos nós. A Sua
obediência, portanto, é para nós um parâmetro de perfeição a qual precisamos
alcançar. Por ter sido provado em tudo, como nós, menos no pecado, Jesus é
capaz de se compadecer de nossas fraquezas e está a postos para nos acolher e
nos perdoar. Ele é causa de salvação eterna para todos que Lhe obedecem, assim
sendo, a nossa submissão e dependência dar-nos-ão motivação para que vivamos
uma vida condizente com a nossa Fé na Sua mediação junto do Pai. Por isso, não
podemos perder tempo nem oportunidade, para, urgentemente, nos aproximar com
toda a confiança do trono da graça, que é o próprio Jesus a fim de conseguirmos
misericórdia e alcançarmos um auxílio no momento oportuno. Por
isso, permaneçamos firmes na Fé que professamos e tenhamos a segurança de que
diante de Deus nós temos um Advogado de defesa. – Você alguma vez se sentiu
abandonado (a) sem ninguém para defendê-lo (a)?
– Você sabia que Jesus advoga por você diante do Pai? - Você é uma pessoa obediente às Leis de
Deus? – Você vive conforme o Evangelho de Jesus? – Você tem se aproximado do
Trono da Graça?
Meditando
sobre este acontecimento da Paixão e Morte e Sepultamento de Nosso Senhor Jesus
Cristo, nós podemos tirar proveito de muitas mensagens para a nossa existência.
Primeiramente, podemos perceber que, assim como aconteceu na vida de Jesus, há
um sentido para todas as ocorrências da nossa vida. Jesus Cristo não foi preso
nem foi capturado, pelo contrário, Ele próprio se entregou aos homens para que
se cumprisse tudo o que já estava escrito a fim de que a vontade do Pai se
realizasse. Assim, quando Jesus se entregou aos homens, na verdade Ele estava
se oferecendo ao Pai, pela humanidade. Na narrativa nós percebemos que Jesus
estava consciente de tudo o que ia acontecer e, por isso, Ele próprio
interpelou os guardas, dizendo: "A quem procurais"? E depois
de saber que eles buscavam a Jesus, o Nazareno, Ele respondeu: "Sou
eu"! Nós também precisamos estar atentos (as) para as coisas que acontecem
na nossa vida a fim de apreendermos qual é a vontade do Pai para nós,
principalmente nas situações em que temos que enfrentar os desafios. Muitas
vezes nós também temos consciência de que algo precisa acontecer e que para
isso, temos que assumir nova postura e novo compromisso, no entanto, relutamos
e não enfrentamos a "fera". Se tivermos confiança nos planos de Deus
para a nossa felicidade e consciência de que Ele precisa de nós para colaborar
na salvação dos nossos irmãos e irmãs, nós também não fugiremos
dos obstáculos e como aconteceu com Jesus Cristo, também nos
apresentaremos diante dos nossos algozes para "beber do cálice" que o
Pai tem para nós. Com a continuação da história amo verificando que
todas as coisas aconteceram coerentemente com o que já havia sido profetizado
conforme as Escrituras. A Bíblia é um Livro de homens santos e pecadores e
Nela nós nos identificamos quando agimos bem ou agimos mal. O mesmo Pedro que
cortou a orelha do servo do sumo-sacerdote para defender Jesus foi o que depois,
por três vezes negou que O conhecesse. A atitude de Pilatos revela a nossa
omissão diante das "coisas erradas" que presenciamos e, "lavamos
as mãos" porque achamos que não compete a nós e não temos "nada a ver
com isto". Diante de Pilatos Jesus não se justificou nem tampouco se
acovardou, mas somente esclareceu: "O meu reino não é deste mundo".
Aprendendo com o Mestre nós também podemos assumir compromissos e atitudes
coerentes com o nosso desígnio e não nos abstrairmos do nosso ideal de vida.
Realmente, o nosso reino não é deste mundo e as dificuldades que enfrentamos
nesta vida temporal são apenas pontes que nos levam a atravessar o vale para
chegarmos ao reino definitivo. Somos os Pedro, Pilatos, Judas e Malco da
nossa geração. Somos como Anás, Caifás e até como os guardas e a
encarregada que guardava a porta do lugar onde Jesus estava. Todos nós temos o
nosso posto, a diferença, porém, poderá estar no modo como nós enfrentamos os
desafios da nossa missão, com os olhos voltados para o alto para beber o cálice
que nos é apresentado ou olhando somente para a terra tentando nos livrar
dos desafios e vivendo como qualquer um dos mortais, só para esta vida. Faça
hoje a sua leitura com bastante atenção
e perceba os pontos que para você devem ser mais importantes e que servem de
exemplo e mensagem para a sua vida
atualmente:- As atitudes e as palavras de Jesus; a atitude dos discípulos,
principalmente Judas e Pedro; as atitudes das autoridades; a omissão de
Pilatos; a manifestação do povo, da multidão que antes proclamava Jesus Rei; a
atitude dos soldados, enfim faça um paralelo dos acontecimentos da Paixão de
Jesus com a sua vida cotidiana.
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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