10/02/2013 - IV Domingo da Quaresma
– 1ª. leitura – Josué 5, 9-12 – “Comer dos frutos da terra”
Josué foi o escolhido de Deus para entrar na terra prometida conduzindo
o povo que saíra do Egito guiado por Moisés. A leitura nos revela como
aquele povo, agora livre da escravidão do Egito, celebrava a Páscoa,
provando dos frutos próprios da terra, pois não havia mais necessidade
do maná. Agora, alimentavam-se, do que colhiam do seu próprio cultivo.
Fazendo uma analogia com a nossa vida humana e espiritual, nós também
podemos fazer uma reflexão baseados no que tem alimentado a nossa alma e
o nosso espírito, durante o tempo em que estamos vivendo. Entrar na
terra prometida é assumir a vida nova no Espírito que Jesus nos propõe
quando nos oferece salvação. Jesus já nos salvou, no entanto, podemos ou
não nos apossar desta salvação dependendo da nossa abertura para as Suas
propostas. Comer dos frutos da terra poderá ser para nós, o
alimentarmo-nos daquilo que a nossa humanidade tem semeado em si mesma,
para abastecer-se. Assim, pois, podemos estar comendo frutos bons ou
ruins, na medida em que estamos deixando espargirem-se dentro de nós as
sementes que a Palavra de Deus põe em nossas mãos. O Senhor Deus, como
um Pai providente, está sempre colocando em nossas mãos a boa semente
para o nosso cultivo e consequente colheita dos frutos que saciam a
nossa alma e o nosso espírito. Frutos de amor, alegria, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio
próprio... No entanto, o inimigo também se esforça para nos oferecer a
semente imprestável que, muitas vezes, assemelha-se ao que Deus nos
propõe e, por isso, enganados, nos sujeitamos a comer do veneno que pode
nos levar à morte. A Terra que Deus nos prometeu produz frutos bons que
nos levam à santidade e à justiça, conforme estejamos abertos à
semeadura do Senhor que nos faz viver a vida nova na nova terra que Ele
nos oferece. – De que você tem se alimentado nessa sua caminhada
terrena? – O que o seu coração tem oferecido para que você se alimente?
– A Palavra de Deus tem sido semente para você? – Quais são os frutos
bons e os frutos maus que você tem provado? – Você tem provado dos
frutos do amor de Deus?
Salmo 33 – “Provai e vede quão suave é o Senhor!”
O Senhor liberta da angústia todo aquele (a) que Nele se confia. Quem
confia no Senhor e reconhece que só Ele é a Salvação pode ser chamado
(a) de humilde. A humildade é o reconhecimento da verdade da nossa
limitação e da santidade e justiça de Deus que é a sua misericórdia.
Clame ao Senhor e serás atendido (a)!
2ª. Leitura 2 Coríntios 5, 17-21 “reconciliados com o Pai”
Neste tempo de quaresma, em que nos aprofundamos no grande mistério de
Cristo que veio nos reconciliar com o Pai e, assim nos fazer novas
criaturas, São Paulo nos mostra como poderemos assumir esta condição
quando diz: “se alguém está em Cristo, é uma criatura nova.” Portanto, o
estar em Cristo é o segredo para que nos tornemos criaturas novas,
reconciliadas com o Pai, com a dignidade de filhos e filhas. “Tudo agora
é novo, o mundo velho passou”, diz a palavra. Isto significa viver
segundo o Evangelho de Cristo assumindo uma nova mentalidade que nos
propõe fazer tudo diferente do que o mundo prega. Jesus Cristo veio a
terra nos religar ao Pai de quem provém o poder de nos transformar e
converter. Reconciliados com Deus nós podemos assumir o Senhorio de
Jesus e abraçar a Salvação que Ele conquistou para nós. Jesus se fez
pecado, adquiriu a nossa culpa, afim de que nele, nós nos tornemos
justiça de Deus. Por isso, somos novas criaturas quando nos apropriamos
da mentalidade do céu mesmo que ainda vivamos aqui na terra como
embaixadores de Cristo. Recebemos então, o ministério da reconciliação
para ajudar muitas outras pessoas a também deixarem-se reconciliar com
Deus. Jesus é a justiça de Deus para nós porque assumiu a nossa culpa
sem ser Ele culpado, só por Amor. – Você se considera um homem novo, uma
mulher nova? – Você já assumiu a função de embaixador (a) de Cristo aqui
na terra? – Você vive reconciliado (a) com Deus e com o próximo?
Evangelho – Lucas 15, 1-3.11-32 – “o abraço do perdão!”
A Parábola do filho pródigo ao mesmo tempo em que é uma amostra do
grande amor de Deus por cada um de nós, também nos leva a refletir sobre
o grande pecado da rebeldia e do orgulho que foi inoculado em nós, a
partir dos nossos primeiros pais. Somos assim como o filho pródigo e o
filho mais velho. O filho pródigo pediu ao Pai a sua herança, porque
queria ser livre e seguir o seu próprio caminho, fazendo o que “lhe
desse na telha”! Fracassou, foi mal sucedido e, sentindo na carne os
efeitos da sua rebeldia, arrependeu-se e voltou constrangido, esperando
ser abrigado apenas como um dos empregados do seu pai. Consciente de
tudo quanto havia feito de errado, ele regressou confiando apenas na
solidariedade humana do seu genitor. Nunca pensou que seria acolhido com
um ABRAÇO DE PAI! O filho mais velho, por sua vez, orgulhoso e
pretensioso, se achava o máximo porque cumpria com a sua obrigação e
fazia tudo conforme manda o calendário. Arrogante, ele não entendia
porque razão o pai teria que oferecer uma festa para aquele filho
ingrato e irresponsável! Assim também nós pensamos e agimos. Ou queremos
liberdade e independência para provar de tudo o que o mundo nos oferece
e damos as costas para Deus ou então, ficamos na casa do Pai, por
obrigação, cheios de razão e não admitimos que outro venha nos tomar o
lugar de filho “perfeito”!
Muitas vezes, pensamos que só temos direito ao “abraço do Pai” quando
fazemos tudo certinho e seguimos à risca todas as orientações que estão
escritas na lei, assim como os fariseus e os mestres da Lei que
criticavam Jesus. Jesus, no entanto, nos mostra que o Pai está sempre de
braços abertos para acolher o nosso arrependimento e, espera por nós a
cada instante da nossa vida, mesmo que seja no último minuto. Ele nos
leva a descobrir que o arrependimento e a confiança que tivermos na
misericórdia de Deus são o passaporte para que possamos voltar à casa do
Pai e sermos abraçados (as) por Ele. Nunca será tarde para nós, mesmo
que muito tempo já tenha se passado e que tenhamos acabado toda a nossa
“fortuna”, isto é, a nossa intelectualidade, o nosso dinheiro, a saúde,
os bens, etc... O Pai está atento e nos espera para também dizer:
“Alegrai-vos comigo!” Só se sente perdoado (a) e necessitado (a) de
perdão quem erra e reconhece que errou. Mesmo que, como o filho mais
velho, tenhamos vivido sempre trabalhando para Deus, enquanto nos
acharmos “sem defeitos” não nos sentiremos amados (as) porque não
tivemos a oportunidade de receber o abraço do Seu perdão. – Você alguma
vez já experimentou o abraço do Pai? – Você se sente como o filho mais
velho ou como o filho pródigo? – Qual dos dois sentiu mais o Amor de
Deus? - Quando você erra volta-se pra Deus com o coração de filho (a) ou
de empregado (a)? - Qual a diferença entre ser filho (o) e ser empregado
(a)? – Você acha que o filho mais velho se comportou com a mentalidade
de filho ou de empregado?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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