quinta-feira, 28 de março de 2013

MISSA DA UNIDADE NA CATEDRAL OU MISSA DOS SANTOS ÓLEOS


 
Contando com a presença de mais de cinco mil fiéis, entre eles os padres das paróquias da Arquidiocese de Fortaleza; os bispos auxiliares dom Rosalvo e dom José Luís e mais o bispo emérito de Limoeiro do Norte, dom Edmilson Cruz, foi celebrada esta manhã, a partir das 8 horas, a Missa da Unidade,  na Catedral,  presidida por dom José Antonio A. Tosi Marques, arcebispo de Fortaleza.

Para que todos os párocos se fizessem presentes, dom José Antonio enviou uma  carta circular pedindo para que não fossem realizadas missas na manhã de hoje, o que realmente aconteceu e muitos paróquias se fizeram presentes com mais de um sacerdote, como foi o caso de São João Eudes, que se fez representar pelo pároco Gabriel Mendoza e pelo padre João Carlos.

BÊNÇÃO 

Depois do Ato Penitencial,  das leituras e da homília, dom José Antonio explicou que o Credo e as preces da comunidade seriam substituídos pela renovação das Promessas Sacerdotais e  bênção dos Santos Óleos: Catecúmenos (batismo), Enfermos e Crisma, que foram levadas para o arcebispo pelos diáconos Cristiano, Carlos e Caubi.

A bênção de cada óleo era seguida de uma oração:

Dos Enfermos, dom José Antonio fez esta oração: “Ó Deus, Pai de toda consolação, que pelo vosso Filho quisestes curar os males dos enfermos, atendei à oração de nossa fé: envia do céu o vosso Espírito Santo Paráclito sobre este óleo generoso, que por vossa bondade a oliveira nos fornece para alivio do corpo, a fim de que pela vossa santa + bênção seja para todos que com ele forem ungidos  proteção do corpo, da alma e do espírito, libertando-os de toda dor, toda fraqueza e enfermidade. Dignai-vos abençoar para nós, ó Pai, o vosso óleo santo, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

Dos Catecúmenos, fez esta oração: “Ó Deus, força e proteção de vosso povo, que fizestes do óleo, vossa criatura, um sinal de fortaleza: dignai-vos abençoar+ este óleo, e concedei o dom da força aos catecúmenos que com ele forem ungidos; para que, recebendo a sabedoria e virtude divinas, compreendam mais profundamente o Evangelho do vosso Cristo, sejam generosos no cumprimento dos deveres cristãos e, dignos da adoção filial, alegrem-se por terem renascido e viverem em vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

Consagração do Crisma: Dom José Antonio derramou perfumes no óleo e confecciona o crisma em silêncio.

Em seguida, convidou a assembleia a orar, dizendo: “Meus irmãos e minhas irmãs, roguemos a Deus Pai todo-poderoso que abençoe e santifique este crisma, para que recebam uma unção interior e tornem-se dignos da divina redenção os que forem ungidos em suas frontes:

Dom José Antonio soprou sobre o vaso do crisma e disse a oração da consagração:

 

“Ó Deus, autor de todo crescimento e todo progresso espiritual, recebei com bondade a homenagem que a Igreja, pela nossa voz, vem prestar-vos com alegria.

Fizestes no princípio que a terra produzisse árvores frutíferas, e entre elas  a oliveira, cujos frutos fornecem este óleo tão rico com que se prepara o santo crisma. E Davi, antevendo com espírito profético os sacramentos da vossa graça, cantou nossa alegria aos sermos ungidos pelo óleo.

Nas águas do dilúvio, ao serem lavados os pecados do mundo, uma pomba anunciou a paz restituída à terra, trazendo um ramo de oliveira, imagem do futuro dom, que agora se manifesta claramente, pois, apagada toda mancha de culpa pelas águas do Batismo, esta unção de óleo nos traz às nossas faces a serenidade e a alegria.

Também mandastes que vosso servo Moisés, pela infusão deste óleo, constituísse sacerdote seu irmão Aarão, já purificado pela água. E a tudo isso se acrescenta honra ainda mais alta, quando nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, exigindo que João o batizasse nas águas do Jordão, e sendo-lhe enviado o Espírito Santo sob a forma de uma pomba, proclamasse pelo testemunho de uma voz, que em vosso Filho Unigênito estava todo o vosso amor e claramente confirmastes ser Ele por excelência o Ungido com o óleo da alegria, anunciado pelo profeta Davi.

Todos os concelebrantes estenderam a mão direita em direção ao crisma até o fim da oração, em, silêncio:

“Por isso, nós vos suplicamos, ó Pai, que santifiques este óleo com a vossa +bênção. Infundi-lhe a força do Espírito Santo, pelo poder de vosso Cristo, que deu o seu nome ao santo crisma, com o qual ungistes vossos sacerdotes e reis, vossos profetas e mártires. Fazei que este óleo do crisma seja sacramento de prefeita salvação e vida para os que vão ser renovados nas águas do Batismo.

Santificados por essa unção, e sanada a corrupção original, tornem-se templo da vossa glória e manifestem a integridade de uma vida santa.

Segundo disposição da vossa vontade, cumulados da honra de reis, sacerdotes e profetas, revistam-se de um dom incorruptível.

Para os que renascerem da água e do Espírito, seja  crisma de salvação, fazendo-os participantes da vida eterna e herdeiros da glória celeste. Por Cristo, nosso Senhor.

No final da celebração eucarística, dom José Antonio aproveitou para dizer que durante quatro semanas falou para os jovens sobre a fé, com sua pregação retirada do Catecismo da Igreja Católica. “E nós acabamos de fazer um resumo do que apresentamos aos jovens nas quatro semanas e o dividimos em sete partes e na próxima semana estaremos fazendo chegar às mãos dos párocos esse trabalho para que seja repassado para os jovens”. E terminou dizendo “A todos uma feliz Páscoa e muitas felicidades para todos”.    

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