Conselho de Cardeais agradece contribuições dos fiéis
Cidade do Vaticano (ZENIT.org) - Os orçamentos vaticanos para o ano de 2011, tanto o geral da Santa Sé como o dos serviços gerenciados pelo Governo de Estado, mostram "sinais de recuperação", mas também as "incertezas" causadas pela crise econômica e o aumento nos gastos de gestão.
Assim diz um comunicado emitido hoje sobre o resultado da reunião do Conselho de Cardeais - encarregado do estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé -, realizada na terça e quarta-feira desta semana.
O Conselho, presidido pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, dedicou estes dois dias a examinar dois orçamentos: o da Santa Sé e o do Governo de Estado da Cidade do Vaticano, que são separados.
A reunião contou com a presença do prefeito para os Assuntos Econômicos da Santa Sé, cardeal Velasio De Paolis, e do contador geral da Prefeitura, Stefano Fralleoni.
Do Governo de Estado da Cidade do Vaticano, participaram o presidente, cardeal Giovanni Lajolo, e o secretário-geral, Dom Carlo Maria Viganò; e da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica, participaram o presidente, cardeal Attilio Nicora, e o secretário, Dom Domenico Calcagno.
De acordo com o comunicado vaticano, o primeiro orçamento, que se refere às instituições da Santa Sé, inclui as agências da Cúria Romana, a Câmara Apostólica e a área "midiática", que abrange também a Libreria Editrice Vaticana.
Como nos anos anteriores e, dado que parte importante do orçamento da Santa Sé se destina à mídia (Rádio Vaticano, L'Osservatore Romano e Centro Televisivo Vaticano), estiveram presentes o Pe. Federico Lombardi, diretor geral da Rádio Vaticano, e Alberto Gasbarri, administrador.
O segundo orçamento abrange as necessidades econômicas e de gestão territorial do Estado Cidade do Vaticano, e os serviços próprios dele (manutenção das estruturas, por exemplo).
O saldo dos dois orçamentos mostra "sinais claros de recuperação" econômica, mas "ela sofre as incertezas do sistema econômico mundial" e também "o aumento dos custos de gestão".
Isto é particularmente evidente para o primeiro orçamento, o da Santa Sé, "cuja fonte insubstituível de financiamento são as contribuições livres dos fiéis", sublinha o comunicado.
Por isso, os membros do Conselho "expressaram uma profunda gratidão pelo apoio que os fiéis dão, muitas vezes anonimamente, ao ministério universal do Papa, exortando-os a perseverar nessa boa obra".
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