D. Orani diz ainda que, para os católicos, preocupações vão além de uma ficha limpa
Rio de Janeiro (ZENIT.org) - O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, lamentou as investidas contra a validade da Lei Ficha Limpa e pediu que prevaleça o entendimento do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, que afirmou que a Justiça Eleitoral aplicará essa nova legislação “com o máximo rigor”.
O arcebispo afirma que “é inegável que a referida lei busca, principalmente, moralizar a atividade política brasileira, que atualmente encontra-se tão desgastada diante dos sérios problemas advindos das eleições e mandatos anteriores”.
A “Ficha Limpa” determina que políticos condenados pela Justiça, em decisão colegiada, não poderão ser candidatos ao próximo pleito eleitoral.
“Ocorre que – escreve Dom Orani, em artigo enviado a ZENIT hoje –, apesar do referido instituto ter sido brilhantemente aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral no último dia 17 de junho, o citado diploma legal vem sendo questionado na Justiça por diversos setores da sociedade e também candidatos.”
O arcebispo considera um “importante benefício” que a Lei Ficha Limpa possa ser aplicada já na próxima eleição, no mês de outubro. Essa possibilidade representa “o anseio da população, desejosa de ver o país andar ainda mais nos caminhos da justiça e do progresso”.
Apesar disso, “atualmente assistimos a várias tentativas de medidas judiciais para que não vigore a referida lei”.
“O que se espera das decisões a serem proferidas pelo Judiciário, a respeito desses pedidos de liminares, é que o interesse social prevaleça sobre o interesse particular, a fim de que a letra da Lei da Ficha Limpa não seja considerada letra morta”, afirma o prelado.
O arcebispo citou o presidente do TSE, ministro Lewandowski, que assegurou: “o eleitor pode ter certeza de que a Justiça Eleitoral aplicará a Lei da Ficha Limpa com o máximo rigor. Ela vai pegar, pois corresponde ao desejo manifestado pela sociedade brasileira, de moralização dos costumes políticos” (O Estado de São Paulo, 21/06/2010).
Segundo Dom Orani, a Igreja Católica tem recordado ainda, por meio da CNBB e das dioceses, que “não basta apenas votar nos candidatos que têm ficha limpa”.
“É necessário um passo maior: que procurem saber a posição do candidato acerca da vida, da família, da moral, do matrimônio. Quais são as posições sobre assuntos importantes para a vida e para sociedade de hoje e de amanhã? Para os católicos as preocupações vão muito além de uma ‘ficha limpa’ e da legislação eleitoral.”
O arcebispo deseja que “o católico exerça bem o seu direito de escolha, pensando no bem da humanidade, olhando a dignidade da pessoa humana com todos os seus direitos e deveres e iluminados pela fé”.
“Os valores que norteiam a vida vão muito além das leis que conseguimos aprovar – estão na experiência de Deus em nossas vidas, que iluminam os corações desejosos de andar pelos caminhos de um povo que sabe do seu papel na história e não se deixa conduzir pelas facilidades de hoje, mas busca ideais muito maiores para o país onde vive”, afirma o arcebispo.
(Alexandre Ribeiro)
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