domingo, 7 de março de 2010

REFLETINDO SOBRE O EVANGELHO


Lucas 13,1-9


Terceiro Domingo da Quaresma

No evangelho de hoje (Lc. 13,1-9), meditamos a parábola da figueira. Esta parábola ilustra a paciência divina com o pecador. Por sugestão do vinhateiro, o dono da vinha poupa a figueira por três anos. Se, até lá, não produzisse frutos, seria cortada. A mesma sorte está destinada ao discípulo do Reino. É impelido a converter-se e a produzir frutos dignos de quem coloca em Deus o seu coração. Deus, na sua infinita paciência, não se recusa a esperar até a pessoa deixar de lado a maldade e o egoísmo. Chega, porém, um momento em que não é mais possível esperar: é a hora da morte corporal. Quem, até o fim, se recusa a converter-se será cortado como a figueira e terá sorte pior do que a das vítimas da violência e da fatalidade do passado. A prudência aconselha o discípulo a não tardar em voltar-se para Deus.
O evangelho faz-nos um forte apelo de conversão, tema propício para o tempo litúrgico que estamos vivendo: a quaresma. Conversão é mudança de rumo na vida. É tarefa de cada dia da nossa vida. Essa mudança deve ser já, hoje, agora; amanhã poderá ser tarde demais. Todos temos necessidade de mudança, de conversão. Ninguém pode considerar-se totalmente convertido, pois a conversão é um processo na caminhada cristã. A parábola da figueira diz que o dono foi buscar frutos na figueira, mas não encontrou. Uma mudança de conversão começa no coração, na produção de frutos. Os frutos são os resultados de nossa conversão. Deixar a figueira infrutífera, mais um ano, significa dar mais uma chance, uma oportunidade. Devemos ser pacientes e esperar frutos das pessoas, e não querer excluí-las da caminhada logo no primeiro erro. Deus, em Jesus, dá sempre uma última chance.
Estamos vivenciando a Campanha da Fraternidade. Ela nos mostra que a economia deve estar a serviço da vida. É uma Campanha Ecumênica, onde várias Igrejas estão juntas. A Igreja Católica, Anglicana, Luterana, Prebisteriana e Síria Ortodoxa de Antioquia. O importante nesta Campanha é refletir sobre a lógica do mercado e a dádiva da vida. Na lógica do mercado paga-se pela troca de bens e serviços. Tira-nos dos lábios o agradecimento e do coração o sentimento de agradecer. Já a dádiva de vida só pode ser acolhida, porque tudo é graça e solidariedade.
É importante saber que a Economia não é algo do diabo. Não é a satanização do dinheiro que está em jogo, e sim o modo de usá-lo e adquiri-lo.
Que nesta Campanha sejamos capazes de colocar ética e gratuidade na economia.

Pe. Raimundo Neto
Pároco de São Vicente

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