
MULTIDÃO PARTICIPOU do Queremos Deus, que teve missa presidida pelo arcebispo dom José Antonio
Evento homenageou a médica Zilda Arns e o padre Caetano, além de arrecadar alimentos para as vítimas no HaitiA tradicional pergunta "Queremos Deus?" teve resposta firme dos católicos de Fortaleza mais uma vez na tarde e na noite de ontem. Pela 21ª vez, a Capital recebeu o "Queremos Deus", reunindo cerca de 30 mil pessoas, segundo estimativas da organização do evento. Nem mesmo a mudança do local do Castelão para o Parque de Exposições Governador César Cals, a Expoece, afastou os fiéis.Em 2010, o Queremos Deus foi marcado pelas homenagens à fundadora da Pastoral da Criança no Brasil, a médica Zilda Arns, vítima do terremoto no Haiti, em janeiro passado, e ao padre Caetano Minette de Tilesse, líder de vários projetos sociais no bairro Pirambu, criador do Instituto Religioso Nova Jerusalém e falecido no primeiro dia deste ano.Antes da celebração da missa presidida pelo arcebispo de Fortaleza, dom José Antonio Aparecido Tosi, integrantes da Pastoral da Criança e das Irmãs de Nova Jerusalém subiram ao palco com imagens de Zilda Arns e do padre Caetano e receberam os aplausos do público.Para a coordenadora da região 3 da Pastoral da Criança em Fortaleza, Lúcia Braga, a homenagem teve grande significado. "A lembrança do Queremos Deus mostra que não só a Pastoral amava a doutora Zilda, mas as outras pessoas também. Esse reconhecimento público mostra a grandiosidade dela".Outro traço de solidariedade do Queremos Deus foi a campanha de arrecadação de donativos para as vítimas dos terremotos no Haiti. Cerca de cinco toneladas de alimentos não perecíveis foram repassadas à Cruz Vermelha, responsável por dar destino aos donativos.A doação era voluntária, e muita gente colaborou. Uma delas foi a doméstica Deise Santiago Maia, 48. "Sabia que não era obrigatório, mas me senti tocada demais por aquela tragédia. Pena que não posso ajudar mais, mas o pouco que a gente colabora já ajuda", disse.TestemunhoNa homilia, dom José Antonio elegeu a palavra "testemunho" para passar a mensagem daquela celebração. "Aqui, muitas pessoas podem dar o seu testemunho para Deus. Por isso foi criado este dia. Para dizer: ´Nós queremos Deus, seu amor é eterno!´", convocou.O casal Alberto Rocha, militar, 41, e Maria Conceição, dona-de-casa, 41, atendem a esse chamado desde a 2ª edição do evento. "A vida se transforma na religião. Não venho pela festa, mas porque a Bíblia diz que, onde dois ou mais estiverem reunidos, Jesus está no meio deles", disse o marido., ele me trouxe muita paz e tranquilidade, muita coisa boa"Fátima
Ícaro JoathanREPÓRTER/Diário do Nordeste
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