"O enfraquecimento da fé contribui de modo significativo para o fenômeno do abuso sexual de menores". Este é um trecho do comunicado divulgado hoje pelo Vaticano, ao final do encontro de dois dias entre o Papa Bento XVI, 24 bispos irlandeses e outras autoridades da Igreja.A reunião serviu para discutir os dados do relatório da "Comissão Murphy", que apontou casos de abuso sexual infantil cometidos por sacerdotes na Irlanda, durante quase 70 anos, entre 1930 e 1990.De acordo com o comunicado, Bento XVI "insistiu na necessidade de uma reflexão teológica mais aprofundada sobre a questão no seu conjunto". E pediu uma sólida preparação humana, espiritual, acadêmica e pastoral aos candidatos ao ministério presbiteral ou à vida religiosa – assim como aos já ordenados ou professos.Para o Papa, "o abuso sexual de crianças e jovens não é apenas um crime abominável, mas também um grave pecado que ofende a Deus e fere a dignidade da pessoa humana criada à sua imagem".O Vaticano disse também que os bispos irlandeses se comprometeram em cooperar com as autoridades civis nas investigações sobre o escândalo.A reunião teve início na segunda-feira, 15, e encerrou-se nesta terça-feira, 16.Crítica ao relatórioEm artigo publicado no Jornal Diário do Comércio (Jornalistas contra a aritmética, 5 de junho de 2009), o jornalista e filósofo brasileiro Olavo de Carvalho critica os números do relatório da "Comissão Murphy".O autor recorre a cálculos matemáticos para embasar a crítica:"1) A comissão disse ter obtido os dados entrevistando 1.090 homens e mulheres, já em idade avançada, que na infância teriam sofrido aqueles horrores.2) Os casos ocorreram em aproximadamente 250 instituições católicas, do começo dos anos 30 até o final da década de 90.Se o leitor tiver a prudência de fazer os cálculos, concluirá imediatamente, da primeira informação, que cada vítima denunciou, além do seu próprio caso, outros onze, cujas vítimas não foram interrogadas, nem citadas nominalmente, e dos quais ninguém mais relatou coisíssima nenhuma. Do total de doze mil crimes, temos portanto onze mil crimes sem vítimas, conhecidos só por alusões de terceiros. Mesmo supondo-se que as 1.090 testemunhas dissessem a verdade quanto à sua própria experiência, teríamos no máximo um total de exatamente 1.090 crimes comprovados, ampliados para doze mil por extrapolação imaginativa, para mero efeito publicitário".O jornalista ainda avança na ánálise: "Da segunda informação, decorre, pela aritmética elementar, que 1.090 casos ocorridos em 250 instituições correspondem a 4,36 casos por instituição. Distribuídos ao longo de sete décadas, são 0,06 casos por ano para cada instituição, isto é, um caso a cada dezesseis anos aproximadamente".
Canção Nova Notícias/Reuters
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