quinta-feira, 2 de julho de 2009

DOM LUIZ SOARES: 25 ANOS A SERVIÇO DA IGREJA DA AMAZÔNIA

“Servir, não ser servido”. Com este lema foi ordenado bispo no dia 1º de julho de 1984, o arcebispo de Manaus (AM) e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Luiz Soares Vieira. Na véspera de seu jubileu de prata episcopal, o vice-presidente da Conferência dos Bispos concedeu entrevista à Assessoria de Imprensa da CNBB, para falar de sua experiência pastoral no Norte do país.
Natural de Conchas (SP), dom Luiz se emociona ao falar de sua experiência pastoral no coração da Amazônia. O que ele chama de “mudança de horizontes em sua vida”. “Fui feito bispo para trabalhar na Amazônia, experiência que mudou para sempre meu modo de olhar e perceber o mundo”, disse o arcebispo.
Dom Luiz também faz questão de dizer que teve sorte ao chegar na Amazônia e encontrar um “povo acolhedor”, o mesmo que ele chama de “povo diferente” e um “bom clero”. “Ao chegar na Amazônia, há pouco mais de 20 anos, eu fui muito bem acolhido por um povo diferente, acolhedor. Os Amazônidas têm uma identidade peculiar porque, diferente do resto do Brasil, eles vivem mais o presente e não ligam tanto para o futuro. Já o clero, estava muito bem preparado quando eu cheguei. Um detalhe interessante é que só conheci a Amazônia dois dias antes de assumir a arquidiocese. Na minha visão [a Amazônia] é outro mundo, que precisa ser desenvolvido racionalmente, pois estamos à beira de mudanças climáticas. Esta região é um paradigma que se encaixa bem na Teologia da Criação e da Redenção. A Igreja tem um papel muito importante a desempenhar aqui”.
Para o vice-presidente da CNBB, o maior desafio para o bispo, na atualidade, é pregar o Evangelho de modo que empolgue a juventude. Ele disse que busca encontrar esse meio todos os dias. “O grande desafio do pastor é pregar o Evangelho a essa vasta juventude de modo empolgante, para que se apaixone por Jesus. Os jovens de hoje estão à frente da sociedade, então temos que apostar. Eles precisam se entusiasmar com a figura de Jesus. Para isso, é preciso uma pregação diferenciada e direcionada”.
Sobre o Ano Sacerdotal convocado pelo papa Bento XVI, dom Luiz afirma que chega em boa hora e que é uma responsabilidade não só dos padres, mas também dos leigos. “O povo tem que acolher o Ano Sacerdotal, pois o clero é responsabilidade de toda a Igreja. Precisamos de um reavivamento dos sacerdotes e, a exemplo de São João Maria Vianney, padroeiro dos padres, vivermos intensamente a comunidade”.
CNBB

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