
“O trilho entre a vida e a morte deve ser navegado através da escolha moral humana”. A afirmação é do professor da Universidade de KwaZulu, na África do Sul, o teólogo Steve de Gruchy. Ao abordar o tema “Espiritualidade e ética na agenda da sustentabilidade”, nesta sexta-feira, durante o III Fórum Mundial de Teologia e Libertação (FMTL), que acontece em Belém (PA) desde o dia 21, Gruchy partiu de três fatos que ocorrem em seu país: o sistema de balde na coleta de esgoto cloacal, a denúncia feita pelo cientista Anthony Turton sobre o mal gerencialmente da água pelo Governo da África do Sul e o surto de cólera em seu país.
“Estes três casos apontam para a crise fundamental da sustentabilidade que vivemos na África do Sul hoje, fazendo emergir o anseio por aspirações políticas e econômicas que exigem o fim das condições desumanas de vida, colidindo com um gerenciamento falido dos bens públicos e crescente diminuição dos recursos da terra, conduzindo para um desastre iminente de saúde no qual os pobres é que morrerão”, disse o teólogo.
Na opinião de Gruchy, a sustentabilidade implica resolver estas questões. “Se queremos ser sustentáveis, temos que aprender a lidar com nossos detritos”, afirma. “Como alinhamos a opção preferencial de Deus pelos pobres com o fato de que as doenças decorrentes de nossos detritos também toma uma opção preferencial pelos pobres”, indagou.
O teólogo convida a refletir, neste contexto de desrespeito à natureza, casa comum, sobre a espiritualidade que vem do Rio Jordão. “O Rio Jordão é uma tradição baseada num código de regras em que a lei protege os mais fracos, os estrangeiros e os marginalizados”. E conclui: “A liberdade da servidão não é nada se não vem acompanhada da responsabilidade de zelar pelo próprio jardim, respeitar a cerca de divisa do nosso vizinho e lidar com os próprios detritos”.
Emiles TownesA pastora batista estadunidense, Emile Townes, também falou sobre o tema deste terceiro dia do Fórum Mundial de Teologia e Libertação. Partindo do relato da criação segundo o livro do Gênesis, Townes chamou a atenção para o cuidado que se deve ter com a criação.
“Desenvolvemos uma doutrina muito alta sobre o pecado e ainda não sobre o desenvolvimento. Desconsideramos a criação como boa e, frequentemente, a vemos como algo que usamos e não vai acabar”, observou. “Agora, com as reservas se esgotando sem que sejam restauradas, vemos a criação gemendo e lutando pelo que fazemos contra ela”.
Segundo Townes, é preciso descobrir de novo que o amor de Deus pode e deve significar graça. “Estamos paralisados em demônios todos os dias numa espiral de violência encontrada na maneira como vivemos. Precisamos aceitar o desafio da sustentabilidade, ainda que nos machuque. Mas, a culpa não nos ajuda se fizermos nossa vida na mesmice. A meta é construir uma comunidade na qual estamos dispostos a modificar. Precisamos trabalhar juntos para termos novas compreensões e análises. O futuro começou ontem e já estamos atrasados”, concluiu.
“Estes três casos apontam para a crise fundamental da sustentabilidade que vivemos na África do Sul hoje, fazendo emergir o anseio por aspirações políticas e econômicas que exigem o fim das condições desumanas de vida, colidindo com um gerenciamento falido dos bens públicos e crescente diminuição dos recursos da terra, conduzindo para um desastre iminente de saúde no qual os pobres é que morrerão”, disse o teólogo.
Na opinião de Gruchy, a sustentabilidade implica resolver estas questões. “Se queremos ser sustentáveis, temos que aprender a lidar com nossos detritos”, afirma. “Como alinhamos a opção preferencial de Deus pelos pobres com o fato de que as doenças decorrentes de nossos detritos também toma uma opção preferencial pelos pobres”, indagou.
O teólogo convida a refletir, neste contexto de desrespeito à natureza, casa comum, sobre a espiritualidade que vem do Rio Jordão. “O Rio Jordão é uma tradição baseada num código de regras em que a lei protege os mais fracos, os estrangeiros e os marginalizados”. E conclui: “A liberdade da servidão não é nada se não vem acompanhada da responsabilidade de zelar pelo próprio jardim, respeitar a cerca de divisa do nosso vizinho e lidar com os próprios detritos”.
Emiles TownesA pastora batista estadunidense, Emile Townes, também falou sobre o tema deste terceiro dia do Fórum Mundial de Teologia e Libertação. Partindo do relato da criação segundo o livro do Gênesis, Townes chamou a atenção para o cuidado que se deve ter com a criação.
“Desenvolvemos uma doutrina muito alta sobre o pecado e ainda não sobre o desenvolvimento. Desconsideramos a criação como boa e, frequentemente, a vemos como algo que usamos e não vai acabar”, observou. “Agora, com as reservas se esgotando sem que sejam restauradas, vemos a criação gemendo e lutando pelo que fazemos contra ela”.
Segundo Townes, é preciso descobrir de novo que o amor de Deus pode e deve significar graça. “Estamos paralisados em demônios todos os dias numa espiral de violência encontrada na maneira como vivemos. Precisamos aceitar o desafio da sustentabilidade, ainda que nos machuque. Mas, a culpa não nos ajuda se fizermos nossa vida na mesmice. A meta é construir uma comunidade na qual estamos dispostos a modificar. Precisamos trabalhar juntos para termos novas compreensões e análises. O futuro começou ontem e já estamos atrasados”, concluiu.
CNBB
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