domingo, 25 de janeiro de 2009

AUTORIZAÇÃO PRÓ-ABORTO: VATICANO DIZ QUE "PRESIDENTE É ARROGANTE"

Roma. O arcebispo Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida do Vaticano, qualificou, ontem, de arrogância a autorização do presidente Barack Obama de financiar organizações americanas a praticar o aborto no exterior.´É a arrogância de quem acredita que faz o que é justo ao assinar um decreto que apóia o aborto e, portanto, a destruição de seres humanos´, criticou Fisichella em uma entrevista ao jornal italiano ´Corriere della Sera´.´Se este é um dos primeiros atos do presidente Obama, com todo meu respeito, penso que o caminho para a decepção foi curto´, afirmou o arcebispo. ´Não acredito que os que votaram nele tenham levado em consideração as questões que deixou de lado de maneira tão astuta durante o debate eleitoral. A maioria da população americana não tem a mesma postura que o presidente e sua equipe´, acrescentou.O novo presidente dos Estados Unidos derrubou na última sexta-feira um dispositivo que proibia a todas as organizações não governamentais o financiamento do Estado americano para a prática de abortos ou o fornecimento de serviços relacionados à interrupção da gravidez fora dos Estados Unidos.O ex-presidente Bill Clinton, democrata, revogou a lei ao tomar posse, em janeiro de 1993. Seu sucessor, George W. Bush, a adotou novamente em janeiro de 2001, afirmando que o dinheiro do contribuinte não deveria ser usado para realizar ou promover abortos.Ativistas contrários à prática criticaram a revogação, na forma de uma ordem executiva assinada na sexta-feira por Obama. ´Quando acordamos todas as manhãs diante de uma crise financeira que se aprofunda, é um insulto ao povo norte-americano resgatar a indústria do aborto´, disse Charmaine Yoest, presidente da entidade Americanos Unidos pela Vida.Já os críticos da proibição republicana afirmam que ela provocou uma grande queda nas verbas internacionais para instituições que prestam serviços de planejamento familiar e saúde básica.Células-troncoO arcebispo também criticou a autorização do governo norte-americano para o primeiro experimento em seres humanos com células-tronco embrionárias humanas, o que pode abrir o caminho para o tratamento de doenças até agora incuráveis.´Minha primeira impressão é que cedeu à pressão das multinacionais do setor. O problema não é científico, e sim ideológico e econômico´, afirmou o arcebispo Fisichella.

Diário do Nordeste, com agências internacionais

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