segunda-feira, 21 de julho de 2008

PAULISTÃO DAS CEB,s REÚNE 1400 PESSOAS EM CAMPINAS

Uma multidão de aproximadamente 1400 pessoas participou, neste final de semana, do Paulistão das CEBs, em Campinas (SP). Organizado pelo Regional Sul 1 da CNBB (Estado de São Paulo), o encontro reuniu lideranças das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) de todo o Estado de São Paulo para discutir práticas de preservação do meio ambiente no estado paulista, debatendo o tema CEBs na defesa dos ecossistemas do Estado de São Paulo.
“O Encontro teve três objetivos: construir a unidade do Estado de São Paulo e buscar sementes a serem plantadas nas comunidades de base; criar consciência do cuidado com o Ecossistema; preparar a participação do Regional no 12º Intereclesial, marcado para julho de 2009, em Porto Velho”, explicou o assessor das CEBs do Regional, padre Félix Manoel dos Santos.
“Nossa alegria é imensa, porque continuamos na inspiração das primeiras comunidades cristãs, partilhando nossos bens e nossa luta, alimentados na espiritualidade do Evangelho de Jesus. Foi por isso que, na Conferência de Aparecida, nossos bispos da América Latina e do Caribe reafirmaram o apoio às nossas Comunidades Eclesiais de Base, com renovado empenho”, diz um dos trechos da carta aprovada pelos participantes.
O professor de geografia agrária da USP, Ariovaldo Umbelino, fez uma análise da Conjuntura Geográfica do Estado de São Paulo, elencando suas características peculiares e recordando o histórico das grandes áreas florestais, trazendo à tona o problema da propriedade destas terras.
A necessidade da Reforma Agrária, a garantia da terra aos povos indígenas e a responsabilidade ambiental com a Terra e as Águas, também foram abordadas por Umbelino. Na sua opinião, a atual produção de cana-de-açúcar tem prejudicado a plantação de arroz e feijão.
Na carta, as lideranças das CEBs demonstraram suas preocupações que vão desde as questões ecológicas até o problema da fome e da terra. “Vimos que a questão ecológica é uma questão social, política e cultural. A fome se agrava porque o sistema econômico defende a acumulação desenfreada de capital e mata a vida. Nossas terras padecem pela grilagem, improdutividade, latifúndio, transgenia, monoculturas e envenenamento. A indústria da cana de açúcar toma o lugar da produção de comida sadia, variada, de sabedoria enraizada nas culturas locais, para toda a nossa população”.
Para acolher o evento, a arquidiocese de Campinas mobilizou uma grande equipe, com mais de 320 voluntários, além de 1350 famílias de sete cidades da arquidiocese, que hospedaram os delegados do Paulistão.

Fonte: CNBB

Nenhum comentário:

EVANGELHO DO DIA

   Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,15-21 Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os...