quarta-feira, 8 de abril de 2026

FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA NO CORAÇÃO DE JESUS, CENTRO DE FORTALEZA



No próximo domingo, dia 12, às 14 horas, está programada a Festa de Divina Misericórdia no Coração de Jesus, no Centro de  Fortaleza. A informação é do frei Ricardo Régis.

Frei Ricardo disse mais que a festa terá muitas novidades de cantores, adoração ao Santíssimo e Missa.

O Santuário do Coração de Jesus fica localizada no Centro da Cidade, na Avenida Duque de Caxias.

A  novena da Divina Misericórdia começa na Sexta-Feira Santa e sua festa  ocorre  no domingo seguinte ao Domingo   da   Páscoa e   Ressurreição do Senhor.

SANTO DO DIA - SANTA JÚLIA BILLIART

 

Origens

Em 12 de julho de 1751, numa pequena aldeia no norte da França, nasce Maria Rosa Júlia Billiart, filha de camponeses pobres e muito religiosos que a batizaram no mesmo dia do seu nascimento. Ela, seus pais e seus 8 irmãos viviam do trabalho na lavoura e de um pequeno comércio.

Eucaristia, o seu único alimento
Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos, e com oito anos já havia aprendido todo o catecismo. Por uma disposição interior, ou por um chamado sobrenatural, e por fé viva na presença real de Jesus no Pão Eucarístico, a Eucaristia passou a ser o único alimento de sua vida. Ela aprendeu a ler e a escrever, porque, com este saber, ajudava no sustento da sua casa. 

Caridade
Mesmo com todas as suas ocupações para ajudar a família, sempre procurava cavar tempo para visitar os enfermos e os abandonados. Ela os ajudava e orava por eles. 

“A educação é o caminho da plenitude da vida.” (Santa Júlia Billiart)

Paralisia
Aos treze anos, sem nutrição física por se alimentar apenas da comunhão Eucarística, ela começou a ter sérios problemas de saúde. Júlia, que já caminhava com muita dificuldade por causa do trabalho excessivo na lavoura para ajudar os pais, presenciou um atentado cometido a seu pai. Um indivíduo disparou um fuzil contra ele, e Júlia teve o seu sistema nervoso abalado. Em 1782, uma forte epidemia agravou ainda mais a saúde de Júlia, fazendo com que ela ficasse paralítica por 22 anos. Desde então, recebeu cinco vezes o sacramento da unção dos enfermos devido à grave situação de sua saúde.

Mística
Durante a sua paraplegia, Santa Júlia Billiart mergulhou nos mistérios profundos da oração, da contemplação, da vida mística. O Senhor, presente na Eucaristia, passou a ser o centro de sua vida. Ele revelou a ela os mistérios da salvação, dos sofrimentos no Calvário, da imensurável glória celeste e da luz de Deus que ilumina a vida do cristão.

Vida ativa
Os frutos da Eucaristia apareceram. Santa Júlia Billiart tinha uma vida ativa mesmo nesta situação especial de paraplegia. Ela esteve sempre ligada à catequese paroquial e dava grande atenção à educação dos pobres, sabendo que a educação é uma das chaves da libertação da pobreza. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. 

Amizades
Cultivava amizades dentro de sua família e ampliava esses laços com religiosos, com mulheres nobres que, sabendo de sua situação, procuravam arrecadar donativos que ajudavam a sua família. Mantinha amizades também com as irmãs carmelitas, que lhe davam um suporte espiritual.

A Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür

O sonho de ir além
Santa Júlia Billiart, depois de muitos anos de paralisia e vida mística, sentiu em seu coração o grande desejo de se tornar religiosa. Este desejo, porém, carregava uma meta muito definida: era preciso fundar uma Congregação religiosa com o carisma de formar bons e santos educadores para educar os pobres.

A realização do sonho
Em outubro de 1794, aos 44 anos de idade, Júlia encontrou-se com Francisca Blin de Bourdon, que tinha 38 anos. Elas se conheceram no castelo da nobre família francesa, em Amiens. Essa amizade tornou-se a célula originária da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, a qual, futuramente, se chamaria Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür.

No dia 2 de fevereiro de 1804, em Amiens, Júlia Billiart, Francisca Blin de Bourdon e Catarina Duchâtel emitiram os votos religiosos. Essa cerimônia, presidida pelo Padre Varin, marcou o início da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür. O objetivo do novo Instituto era a educação das crianças e a catequese.

Cura
Em 1º de junho de 1804, após 30 anos de enfermidade e 22 anos de paralisia, Júlia foi milagrosamente curada durante uma novena ao Sagrado Coração de Jesus. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou, pois ela voltou a caminhar depois de todos esses anos. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a Eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.

A obra de Santa Júlia Billiart cresceu 

Escola
Santa Júlia Billiart abriu sua primeira escola gratuita para crianças pobres em Amiens e começou a viajar pela França e Bélgica estendendo a obra. Era um tempo de miséria e dificuldades. Por isso, ela abria pensionatos e, com os ganhos obtidos, fundava as escolas gratuitas. Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres. Sua obra se espalhou por várias cidades desses dois países.

Perseguição e mudança
Santa Júlia Billiart foi perseguida injustamente pelo bispo da cidade de Amiens. Ele chegou a afastá-la da Congregação. As irmãs, porém, decidiram ir junto com ela para Namür, uma cidade belga. Ali, a Congregação se firmou e foi em frente. Santa Júlia, então, continuou com sua obra, ajudando a milhares de crianças pobres, dando a elas formação que lhes abria uma porta para um futuro melhor. 

Legado
Durante os 12 anos em que Júlia esteve à frente da Congregação, ela fundou várias comunidades e escreveu mais de 400 cartas. 

Falecimento, beatificação e canonização
Vendo a obra de sua vida realizada, Santa Júlia Billiart faleceu na paz de Nosso Senhor, que era o centro de sua vida, no dia 8 de abril de 1816, aos 55 anos, enquanto recitava o Magnificat. Foi beatificada pelo Papa Pio X, em 1906, e canonizada por Paulo VI em 1969. Na ocasião, ele disse: “Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é bom, Júlia foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres.”

Devoção a Santa Júlia Billiart

Oração a Santa Júlia Billiart
“Ó Deus, que destes a Santa Júlia Billiart a graça de ter vosso Filho Jesus Cristo como o centro de sua vida, dai também a nós esta graça essencial, para que nossa vida frutifique em bênçãos para todos aqueles que precisarem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.”

A minha oração
“Santa Júlia Billiart, seja minha intercessora junto a Deus no céu. Quero aprender contigo a me ofertar por amor a Deus, mesmo em meio às enfermidades e tribulações, e a não ter medo de confiar e me abandonar à vontade Daquele que é tudo na minha vida. Amém.”

Santa Júlia Billiart, rogai por nós!

Fonte: Canção       Nova Notícias

EVANGELHO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam

para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém.

14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto

conversavam e discutiam,

o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.

16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram.

17Então Jesus perguntou: 'O que ides conversando pelo caminho?' Eles

pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: 'Tu és

o único peregrino em Jerusalém

que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?' 19Ele perguntou: 'O que

foi?' Os discípulos responderam: 'O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que

foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo

o povo.

20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado

à morte e o  crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,

mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!

22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas

foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele.

Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que

Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas

como as mulheres tinham dito.

A ele, porém, ninguém o viu.' 25Então Jesus lhes disse: 'Como sois sem

inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que

o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?' 27E, começando

por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as

passagens da Escritura

que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde

iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante.

29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: 'Fica conosco, pois já é tarde e

a noite vem chegando!' Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou

à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso

os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém,

desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: 'Não estava ardendo

o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as

Escrituras?' 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para

Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes

confirmaram:

'Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!' 35Então os dois

contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido

Jesus ao partir o pão. Palavra da Salvação.

R

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

8 DE ABRIL DE 2026

4ª. FEIRA DA OITAVA

DA PÁSCOA


Cor: Branco


1ª Leitura - At 3,1-10

Leitura dos Atos dos Apóstolos 3,1-10

Naqueles dias: 1Pedro e João subiram ao Templo para a oração das três horas

da tarde. 2Então trouxeram um homem, coxo de nascença, que costumavam

colocar todos os dias na porta do Templo, chamada Formosa, a fim de que

pedisse esmolas aos que entravam. 3Quando viu Pedro e João entrando no

Templo, o homem pediu uma esmola. 4Os dois olharam bem para ele e Pedro

disse: 'Olha para nós!' 5O homem fitou neles o olhar, esperando receber

alguma coisa. 6Pedro então lhe disse: 'Não tenho ouro nem prata, mas o que

tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!' 7E

pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora, os pés e os

tornozelos do homem ficaram firmes. 8Então ele deu um pulo, ficou de pé e

começou a andar. E entrou no Templo junto com Pedro e João,

andando, pulando e louvando a Deus. 9O povo todo viu o homem andando e

louvando a Deus. 10E reconheceram que era ele que pedia esmolas, sentado

na porta Formosa do Templo. E ficaram admirados e espantados com o que

havia acontecido com ele.

Palavra do Senhor.

Reflexão – O que temos nós para dar aos coxos que encontramos no

caminho?

Caminhando para orar no templo Pedro e João se depararam com um homem

coxo de nascença que costumeiramente encontrava-se ali, todos os dias

pedindo esmola. Os dois apóstolos haviam testemunhado a ressurreição de

Jesus, e agora tinham uma nova visão das coisas que se lhe apresentavam, por

isso, lançaram um olhar diferente sobre aquele homem e perceberam também

nos seus olhos que ele precisava muito mais do que apenas uma moeda. Hoje,

sem presunção, nós também podemos nos considerar como Pedro ou como

João e, conscientes de que Jesus se entregou, morreu e ressuscitou por nós,

abraçar a missão que recebemos no nosso Batismo. Os discípulos haviam

aprendido com o Mestre a não desperdiçar nenhuma oportunidade que

tivessem, para fazer a vontade de Deus. Mesmo enquanto caminhavam para

orar no templo, eles percebiam o que precisava ser realizado. Portanto, eles

não ficavam apenas na oração, mas se colocavam de prontidão para agir.

Aquele homem coxo estava acomodado na sua ocupação de “pedir esmolas”.

O seu ofício e o que ele fazia todos os dias era somente isto: mendigar algo

para a sua sobrevivência. Pedro e João, no entanto, agora já podiam dar

àquele homem aquilo de que ele mais necessitava: a cura pela fé em Jesus


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Cristo. E isto fez toda a diferença na vida daquele homem porque mais do que

uma esmola, ele recebeu a libertação. Hoje também, conscientes de que

Jesus Cristo ressuscitado está no meio de nós e conta conosco para edificar o

Seu reino, nós também não podemos perder a chance, mesmo quando nos

dirigimos ao templo para rezar, para adorar, para louvar e render graças. Às

vezes, nós também nos perguntamos: o que temos nós para dar aos “coxos”

que encontramos no caminho e nos abordam esperando algo que não

possuímos ou não podemos dar? Na verdade, porém, o que a maioria dessas

pessoas precisa é de cuidado, de carinho, de uma palavra amiga que lhes dê

ânimo e coragem para levantar-se de onde estão. Eles precisam conhecer

Jesus Cristo e nós também, como os apóstolos, não temos ouro nem prata e

nenhum tostão no bolso para dar a quem nos pede, porém, em Seu Nome

podemos ajudá-las a levantar-se provando a elas o amor de Deus que mora no

nosso coração. – O que você faz quando encontra alguém necessitado que

lhe pede uma esmola? - Você algum dia já se encontrou na situação de

pedinte? – Você já percebe qual é a maior necessidade de quem estende a

mão? – Você já tem feito alguma coisa em nome de Jesus?

Salmo - Sl 104, 1-2. 3-4. 6-7. 8-9 (R. 3b)

R. Exulte o coração dos que buscam o Senhor.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, *

anunciai entre as nações seus grandes feitos!

2Cantai, entoai salmos para ele, *

publicai todas as suas maravilhas!R.

3Gloriai-vos em seu nome que é santo, *

exulte o coração que busca a Deus!

4Procurai o Senhor Deus e seu poder, *

buscai constantemente a sua face!R.

6Descendentes de Abraão, seu servidor, *

e filhos de Jacó, seu escolhido, 

7ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, *

vigoram suas leis em toda a terra.R.

8Ele sempre se recorda da Aliança, *

promulgada a incontáveis gerações;

9da Aliança que ele fez com Abraão, *

e do seu santo juramento a Isaac.R.

Reflexão - Gritar o nome do Senhor significa testemunhar com a vida os Seus

grandes feitos. Com as nossas palavras e atos nós manifestamos ao mundo a

glória de Deus. A alegria e o louvor transbordam naturalmente do nosso

coração e nós nunca poderemos esconder do mundo a nossa esperança,

porque Deus sempre se recorda da aliança que fez conosco.

Evangelho - Lc 24,13-35


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+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam

para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém.

14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto

conversavam e discutiam,

o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.

16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram.

17Então Jesus perguntou: 'O que ides conversando pelo caminho?' Eles

pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: 'Tu és

o único peregrino em Jerusalém

que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?' 19Ele perguntou: 'O que

foi?' Os discípulos responderam: 'O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que

foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo

o povo.

20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado

à morte e o  crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,

mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!

22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas

foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele.

Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que

Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas

como as mulheres tinham dito.

A ele, porém, ninguém o viu.' 25Então Jesus lhes disse: 'Como sois sem

inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que

o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?' 27E, começando

por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as

passagens da Escritura

que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde

iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante.

29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: 'Fica conosco, pois já é tarde e

a noite vem chegando!' Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou

à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso

os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém,

desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: 'Não estava ardendo

o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as

Escrituras?' 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para

Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes

confirmaram:

'Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!' 35Então os dois

contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido

Jesus ao partir o pão. Palavra da Salvação.

Reflexão - A certeza de que o Senhor ressuscitou muda a nossa

compreensão diante dos fatos que nos são desfavoráveis.

Somos como os discípulos de Emaús! Caminhamos aqui absorvidos nas nossas

dificuldades e não nos detemos para decifrar os mistérios da nossa vida.

Também não conseguimos experimentar prontamente que o Senhor

ressuscitado está muito perto de nós e perdemos um tempo precioso,

murmurando, lamentando e questionando. Muitas vezes, não entendemos as


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coisas que nos ocorrem, nos apavoramos diante dos acontecimentos que nos

tiram a tranquilidade mergulhando na tristeza e na desesperança. Parece até

que chegamos ao final do nosso caminho e não temos mais para onde correr.

Como cristãos, no entanto, precisamos ter em mente que Jesus Cristo se faz

presente no nosso caminho de uma maneira muito sutil e muito simples.

“Como somos sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas

falaram! Esta também é a conclusão a que devemos chegar. A certeza,

porém, de que o Senhor ressuscitou está muito perto de nós, muda a nossa

compreensão diante dos fatos que nos são desfavoráveis. Precisamos estar

atentos para reconhecer Jesus, simplesmente meditando na Sua Palavra ou

quando O contemplamos e O adoramos no Santíssimo Sacramento do Altar.

Quando deixamos- nos banhar pela Sua Luz nós também desvendamos os

mistérios da nossa existência; quando participamos de uma Celebração

Eucarística e comungamos o Seu Corpo e o Seu Sangue nós distinguimos que

algo mudou dentro de nós e que também o nosso coração arde mesmo que

nada de extraordinário tenha acontecido. Depois disso podemos, também,

como os discípulos de Emaús, gritar por onde passarmos: “Realmente, o

Senhor ressuscitou e apareceu a mim”!


 - Você tem conseguido perceber os

sinais do Ressuscitado enquanto caminha aqui na terra? - Você ainda

continua olhando apenas para coisas ruins da sua vida? - Onde você tem

encontrado Jesus Vivo e Ressuscitado? – Você tem contado esta

experiência para alguém?


Helena Serpa,

Fundadra da Comunidade Missionária  Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SANTA JÚLIA BILLIART

 

Santa Júlia Billiart, religiosa cujo alimento foi unicamente a Eucaristia


Origens
Em 12 de julho de 1751, numa pequena aldeia no norte da França, nasce Maria Rosa Júlia Billiart, filha de camponeses pobres e muito religiosos que a batizaram no mesmo dia do seu nascimento. Ela, seus pais e seus 8 irmãos viviam do trabalho na lavoura e de um pequeno comércio.

Eucaristia, o seu único alimento
Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos, e com oito anos já havia aprendido todo o catecismo. Por uma disposição interior, ou por um chamado sobrenatural, e por fé viva na presença real de Jesus no Pão Eucarístico, a Eucaristia passou a ser o único alimento de sua vida. Ela aprendeu a ler e a escrever, porque, com este saber, ajudava no sustento da sua casa. 

Caridade
Mesmo com todas as suas ocupações para ajudar a família, sempre procurava cavar tempo para visitar os enfermos e os abandonados. Ela os ajudava e orava por eles. 

“A educação é o caminho da plenitude da vida.” (Santa Júlia Billiart)

Paralisia
Aos treze anos, sem nutrição física por se alimentar apenas da comunhão Eucarística, ela começou a ter sérios problemas de saúde. Júlia, que já caminhava com muita dificuldade por causa do trabalho excessivo na lavoura para ajudar os pais, presenciou um atentado cometido a seu pai. Um indivíduo disparou um fuzil contra ele, e Júlia teve o seu sistema nervoso abalado. Em 1782, uma forte epidemia agravou ainda mais a saúde de Júlia, fazendo com que ela ficasse paralítica por 22 anos. Desde então, recebeu cinco vezes o sacramento da unção dos enfermos devido à grave situação de sua saúde.

Mística
Durante a sua paraplegia, Santa Júlia Billiart mergulhou nos mistérios profundos da oração, da contemplação, da vida mística. O Senhor, presente na Eucaristia, passou a ser o centro de sua vida. Ele revelou a ela os mistérios da salvação, dos sofrimentos no Calvário, da imensurável glória celeste e da luz de Deus que ilumina a vida do cristão.

Vida ativa
Os frutos da Eucaristia apareceram. Santa Júlia Billiart tinha uma vida ativa mesmo nesta situação especial de paraplegia. Ela esteve sempre ligada à catequese paroquial e dava grande atenção à educação dos pobres, sabendo que a educação é uma das chaves da libertação da pobreza. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. 

Amizades
Cultivava amizades dentro de sua família e ampliava esses laços com religiosos, com mulheres nobres que, sabendo de sua situação, procuravam arrecadar donativos que ajudavam a sua família. Mantinha amizades também com as irmãs carmelitas, que lhe davam um suporte espiritual.

A Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür

O sonho de ir além
Santa Júlia Billiart, depois de muitos anos de paralisia e vida mística, sentiu em seu coração o grande desejo de se tornar religiosa. Este desejo, porém, carregava uma meta muito definida: era preciso fundar uma Congregação religiosa com o carisma de formar bons e santos educadores para educar os pobres.

A realização do sonho
Em outubro de 1794, aos 44 anos de idade, Júlia encontrou-se com Francisca Blin de Bourdon, que tinha 38 anos. Elas se conheceram no castelo da nobre família francesa, em Amiens. Essa amizade tornou-se a célula originária da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, a qual, futuramente, se chamaria Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür.

No dia 2 de fevereiro de 1804, em Amiens, Júlia Billiart, Francisca Blin de Bourdon e Catarina Duchâtel emitiram os votos religiosos. Essa cerimônia, presidida pelo Padre Varin, marcou o início da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür. O objetivo do novo Instituto era a educação das crianças e a catequese.

Cura
Em 1º de junho de 1804, após 30 anos de enfermidade e 22 anos de paralisia, Júlia foi milagrosamente curada durante uma novena ao Sagrado Coração de Jesus. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou, pois ela voltou a caminhar depois de todos esses anos. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a Eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.

A obra de Santa Júlia Billiart cresceu 

Escola
Santa Júlia Billiart abriu sua primeira escola gratuita para crianças pobres em Amiens e começou a viajar pela França e Bélgica estendendo a obra. Era um tempo de miséria e dificuldades. Por isso, ela abria pensionatos e, com os ganhos obtidos, fundava as escolas gratuitas. Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres. Sua obra se espalhou por várias cidades desses dois países.

Perseguição e mudança
Santa Júlia Billiart foi perseguida injustamente pelo bispo da cidade de Amiens. Ele chegou a afastá-la da Congregação. As irmãs, porém, decidiram ir junto com ela para Namür, uma cidade belga. Ali, a Congregação se firmou e foi em frente. Santa Júlia, então, continuou com sua obra, ajudando a milhares de crianças pobres, dando a elas formação que lhes abria uma porta para um futuro melhor. 

Legado
Durante os 12 anos em que Júlia esteve à frente da Congregação, ela fundou várias comunidades e escreveu mais de 400 cartas. 

Falecimento, beatificação e canonização
Vendo a obra de sua vida realizada, Santa Júlia Billiart faleceu na paz de Nosso Senhor, que era o centro de sua vida, no dia 8 de abril de 1816, aos 55 anos, enquanto recitava o Magnificat. Foi beatificada pelo Papa Pio X, em 1906, e canonizada por Paulo VI em 1969. Na ocasião, ele disse: “Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é bom, Júlia foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres.”

Devoção a Santa Júlia Billiart

Oração a Santa Júlia Billiart
“Ó Deus, que destes a Santa Júlia Billiart a graça de ter vosso Filho Jesus Cristo como o centro de sua vida, dai também a nós esta graça essencial, para que nossa vida frutifique em bênçãos para todos aqueles que precisarem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.”

A minha oração
“Santa Júlia Billiart, seja minha intercessora junto a Deus no céu. Quero aprender contigo a me ofertar por amor a Deus, mesmo em meio às enfermidades e tribulações, e a não ter medo de confiar e me abandonar à vontade Daquele que é tudo na minha vida. Amém.”

Santa Júlia Billiart, rogai por nós!

Fonte: Canção  Nova Notícias


CONFIRA AS NOMEAÇÕES E PROVISÕES DE ABRIL

 

  1. Provisão Diaconal do Diácono Permanente Raimundo Edson de Sousa Silva – Paróquia São Francisco Xavier, Conjunto Esperança, Fortaleza – 06/04/2026;
  2. Declaração para missão em Roma, Itália – Irmã Lucivania Fernandes de Lima, religiosa das Irmãs da Sagrada Face – 06/04/2026.
  3. Fonte; Site da Arquidiocese de Fortaleza

TRIDUO E FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA: PARÓQUIA SÃO JOÃO EUDES

 


FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA NO CORAÇÃO DE JESUS, CENTRO DE FORTALEZA

No próximo domingo, dia 12, às 14 horas, está programada a Festa de Divina Misericórdia no Coração de Jesus, no Centro de   Fortaleza. A i...