quinta-feira, 9 de abril de 2026

CELEBRAÇÃO MARCA 65 ANOS DA PRESENÇA DA LIVRARIA PAULINAS EM FORTALEZA

 


Filhas de São Paulo celebram 65 anos da Livraria Paulinas em Fortaleza (CE) – Foto: Sercom Arqfor/Laércio Peixoto

O arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, presidiu, na manhã da terça-feira (7), a Santa Missa em ação de graças pelos 65 anos da Livraria Paulinas, localizada no Centro da capital cearense.

A celebração reuniu as Filhas de São Paulo (Irmãs Paulinas), representantes dos Padres Paulinos, colaboradores, clientes e membros da Arquidiocese de Fortaleza, marcando um momento de fé, gratidão e reconhecimento pela trajetória da livraria ao longo de mais de seis décadas.

Durante a missa, foi ressaltada a missão evangelizadora da livraria, que, por meio da comunicação e da difusão de conteúdos religiosos e culturais, contribui significativamente para a formação espiritual e humana da sociedade. Ao longo dos anos, o espaço se consolidou como referência para aqueles que buscam aprofundar a fé, adquirir conhecimento e encontrar acolhida no coração da cidade.

O jubileu de 65 anos reafirma o compromisso das Irmãs Paulinas com a evangelização, mantendo viva a proposta de anunciar o Evangelho pelos diversos meios de comunicação, inspiradas no carisma do Beato Tiago Alberione, fundador da Família Paulina e grande incentivador do uso dos meios modernos para a missão da Igreja.

Em sua homilia, Dom Gregório destacou o significado espiritual da livraria como espaço de encontro e anúncio:
“Uma livraria é sempre um lugar de acolhimento, é também uma casa. Portanto, um espaço que se abre para falar de Deus, para acolher como Jesus acolheu, é sempre um espaço de vida e ressurreição. Aqui se vive uma vocação que ilumina e, ao mesmo tempo, uma missão que transforma. Essa é a vida das irmãs Paulinas ao longo de tanto tempo.”

A celebração também foi marcada por recordações e testemunhos de quem faz parte dessa história. Para o colaborador da livraria, Thiago Nascimento, o jubileu representa mais do que uma data comemorativa: é a memória viva de uma missão construída com dedicação e fé.

“Celebrar 65 anos é um tempo especial de recordar tantas pessoas que, ao longo de seis décadas e meia, levaram o carisma paulino adiante. É reconhecer o trabalho silencioso de evangelização que acontece todos os dias, no atendimento, na escuta e na partilha da Palavra”, destacou.

Ao longo de sua história, a Livraria Paulinas em Fortaleza tornou-se um verdadeiro ponto de encontro entre fé e cultura, acompanhando gerações de fiéis, agentes pastorais e leitores em sua caminhada espiritual. Mais do que um espaço comercial, a livraria se mantém como um ambiente de acolhida, orientação e evangelização.

A comemoração dos 65 anos renova o compromisso da missão paulina: continuar anunciando o Evangelho com criatividade, fidelidade e coragem, respondendo aos desafios do tempo presente e levando a mensagem de Cristo a todos os ambientes da sociedade.

Fonte: Site da Arquidiocese d e Fortaleza

EVANGELHO DO DIA

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,35-48

Naquele tempo: 35Os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no

caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam

falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: 'A paz

esteja convosco!'

37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um

fantasma. 38Mas Jesus disse: 'Por que estais preocupados, e porque tendes

dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai

em mim e vede!

Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho'. 40E

dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés.

41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e


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surpresos. Então Jesus disse: 'Tendes aqui alguma coisa para comer?' 42Deram-

lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles.

44Depois disse-lhes: 'São estas as coisas que vos falei quando ainda estava

convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na

Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos'. 45Então Jesus abriu a inteligência

dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: 'Assim está

escrito: O Cristo sofrerá  e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu

nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as

nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso'.

Palavra da Salvação

REFLEXÕES SOBRE S LEITURAS DE HOJE

 9 DE ABRIL DE 2026

5ª. FEIRA DA OITAVA DA

PÁSCOA


Cor: Branco


1ª Leitura - At 3,11-26

Leitura dos Atos dos Apóstolos 3,11-26

Naqueles dias: 11Como o paralítico não deixava mais Pedro e João, todo o

povo, assombrado, foi correndo para junto deles,

no chamado 'Pórtico de Salomão'. 12Ao ver isso, Pedro dirigiu-se ao povo:

'Israelitas, por que vos espantais com o que aconteceu?

Por que ficais olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar

com nosso próprio poder ou piedade? 13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó,

o Deus de nossos antepassados

glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de

Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e

pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas

Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16Graças à fé

no nome de Jesus,

este Nome acaba de fortalecer este homem que vedes e reconheceis. A fé que


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vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde na presença de todos vós. 17E

agora, meus irmãos,

eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes.

18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de

todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer.

19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam

perdoados. 20Assim podereis alcançar o tempo do repouso que vem do

Senhor. E ele enviará Jesus, o Cristo, que vos foi destinado. 21No entanto, é

necessário que o céu o receba,

até que se cumpra o tempo da restauração de todas as coisas,

conforme disse Deus, nos tempos passados, pela boca de seus santos profetas.

22Com efeito, Moisés afirmou: 'O Senhor Deus fará surgir, entre vossos irmãos,

um profeta como eu. Escutai tudo o que ele vos disser. 23Quem não der

ouvidos a esse profeta,

será eliminado do meio do povo'. 24E todos os profetas que falaram, desde

Samuel e seus sucessores, também eles anunciaram estes dias. 25Vós sois

filhos dos profetas e da aliança,

que Deus fez com vossos pais, quando disse a Abraão: 'Através da tua

descendência serão abençoadas todas as famílias da terra'.

26Após ter ressuscitado o seu servo, Deus o enviou em primeiro lugar a vós,

para vos abençoar, na medida em que cada um se converta de suas maldades.'

Palavra do Senhor.

Reflexão – Pedro fala aos israelitas!

Pedro mostrava aos israelitas que tudo o quanto estava acontecendo era uma

consequência do cumprimento das promessas de Deus por meio dos profetas:

“Vós sois filhos dos profetas e da aliança, que Deus fez com vossos pais,

quando disse a Abraão: 'Através da tua descendência serão abençoadas todas

as famílias da terra”'. E lembrava ainda as palavras de Moisés: 'O Senhor Deus

fará surgir, entre vossos irmãos, um profeta como eu. Escutai tudo o que ele

vos disser. Quem não der ouvidos a esse profeta, será eliminado do meio do

povo'” Falando assim, Pedro estruturava a Igreja de Cristo anunciando a Boa

Nova afirmando, porém, que eles eram somente instrumentos de salvação.

Todos nós precisamos ter consciência de que Deus hoje, usa a cada um de

nós, para também sermos instrumento de salvação, mesmo que tenhamos

contribuído para que Jesus fosse crucificado. O nosso pecado pregou Jesus na

Cruz, mas Deus O ressuscitou e é graças à fé no Nome de Jesus que nós

também podemos operar os prodígios no meio do povo. Todos nós podemos

ser instrumentos de Deus para ministrar ao nosso próximo cura, libertação,

graça e bênção. Ao invés de nos assombrar com o que acontece deveríamos,

porém, nos colocar como portadores da graça libertadora que Deus quer

realizar no mundo. O primeiro passo para que possamos assumir como tal, é o

arrependimento que nos leva à conversão. Pedro insistia em afirmar que

haveria uma bênção para os que se convertem. Esta, portanto, é a maior obra

que podemos realizar, a partir de nós mesmos: assumir a salvação de Jesus

na nossa vida, pela fé, que é um dom de Deus e dar a nossa resposta de

conversão. Reconhecer o nosso pecado acolhendo a Sua misericórdia e o

repouso que Ele nos destinou. Somos também filhos dos profetas na medida

em que encarnamos o Verbo, isto é, Jesus Cristo, que ressuscitou e veio para

nos tirar da opressão a que ficamos sujeitos por causa do pecado. - Você


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também se considera um instrumento de Deus para operar prodígios e

milagre em Nome de Jesus? - Você é daqueles que olham mais para as

pessoas e se esquecem de Deus? - A quem você pode estar idolatrando e

colocando no lugar de Jesus? - Qual a atenção que você dá aos pregadores

e “curadores” que estão a serviço de Deus?

Salmo - Sl 8, 2a.5. 6-7. 8-9 (R.2ab)

R. Ó Senhor, nosso Deus, como é grande

vosso nome por todo o universo!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

2aÓ Senhor nosso Deus,*

5que é o homem, para dele assim vos lembrardes *

e o tratardes com tanto carinho?'R.

6Pouco abaixo de Deus o fizestes, *

coroando-o de glória e esplendor;

7vós lhe destes poder sobre tudo, *

vossas obras aos pés lhe pusestes:R.

8as ovelhas, os bois, os rebanhos, *

todo o gado e as feras da mata;

9passarinhos e peixes dos mares, *

todo ser que se move nas águas.R.

Reflexão - Reconhecer a Deus como o Senhor de todo o universo não nos

impede de também reconhecer que somos nós a obra prima da Sua criação.

Devemos, porém, saber que tudo o que acontece é por graça de Deus; todo

poder e autoridade que o homem e a mulher têm, vêm de Deus. Tudo o que

existe é revelação do poder e da glória do Senhor que manifesta ao mundo a

sua Onipotência. Portanto, mesmo que sejamos fracos e pecadores o Senhor

nos concedeu o domínio sobre toda a criação. O poder do Senhor é quem nos

move.

Evangelho - Lc 24,35-48

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,35-48

Naquele tempo: 35Os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no

caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam

falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: 'A paz

esteja convosco!'

37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um

fantasma. 38Mas Jesus disse: 'Por que estais preocupados, e porque tendes

dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai

em mim e vede!

Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho'. 40E

dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés.

41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e


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surpresos. Então Jesus disse: 'Tendes aqui alguma coisa para comer?' 42Deram-

lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles.

44Depois disse-lhes: 'São estas as coisas que vos falei quando ainda estava

convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na

Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos'. 45Então Jesus abriu a inteligência

dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: 'Assim está

escrito: O Cristo sofrerá  e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu

nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as

nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso'.

Palavra da Salvação.

Reflexão – Jesus é o doador da paz!

Os dois discípulos de Emaús vieram ter com os apóstolos e contaram como

tinham reconhecido Jesus ao partir o pão e que Ele havia desaparecido. No

mesmo momento Jesus veio ao encontro dos Seus apóstolos como que para

confirmar a notícia que os discípulos de Emaús lhes deram. Mostrando-se,

marcado, cicatrizado, porém, vivo e ressuscitado Ele disse: “A paz esteja

convosco!” Apesar de alegres e surpresos os discípulos ainda mantinham

dúvidas no coração. Ele, então lhes perguntou: 'Por que estais preocupados, e

porque tendes dúvidas no coração? Hoje também tantas pessoas sem Deus por

causa do medo e da dúvida! Quantas pessoas sem fé! A fé necessita de

serenidade e Jesus sutilmente os convidou a que O tocassem e lhes pediu algo

para comer. Por meio das palavras e dos gestos serenos de Jesus os discípulos

começaram a entender o porquê das coisas que eles estavam vendo. Jesus,

então, abriu-lhes a inteligência para que entendessem as Escrituras e tudo

quanto lhes dissera antes. Do mesmo modo acontece conosco! Para que

possamos compreender Jesus nós precisamos nos aproximar Dele, tocá-Lo e

nos alimentar com Ele e ter intimidade. Quando temos uma experiência com

Jesus e chegamos a tocar no Seu mistério de Amor por meio da Sua Palavra

nós também alimentamos a nossa alma e temos a inteligência iluminada para

compreender a obra que Ele deseja realizar em nós. Na verdade, a primeira

manifestação de que estamos tocando Jesus é o sentimento de paz que invade

o nosso coração. Jesus vem também dizer que quando nós nos apoiamos Nele

e temos como exemplo a Sua Ressurreição, o sofrimento, a dificuldade e a

aflição são acontecimentos que nos trarão mais tarde a paz, o entendimento e

a alegria da superação. A paz é fruto da justiça. Jesus é o Justo por

excelência, por isso, Ele é o doador da Paz. Porém, a paz que Ele nos trouxe

foi conquistada justamente na Cruz. O Seu sofrimento e a Sua entrega foram

por Amor e por Paixão.


 - Você entende os acontecimentos que Jesus

viveu? – E os acontecimentos da sua vida, você os compreende? - Você

sente essa paz que Jesus veio nos dar? – Ela acontece em você apesar das

suas dificuldades? – Você tem testemunhado isso na sua vida?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - BEATA LINDALVA JUSTO DE OLIVEIRA

 

Origem

Nascida em 20 de outubro de 1953, no povoado Sítio da Areia, no Rio Grande do Norte, no município de Açu. Lindalva foi a sexta filha de uma família formada por 14 irmãos e, ainda jovem, recebeu dos pais os ensinamentos da doutrina e da fé cristã. Com o pai, João Justo da Fé, Lindalva estudava as Sagradas Escrituras e participava da Santa Missa. Com a mãe, Maria Lúcia da Fé, aprendeu a cuidar de crianças, ajudar os pobres e realizar as tarefas da casa, sem deixar de lado os estudos. Lindalva foi batizada em 7 de janeiro de 1954 e recebeu a Primeira Eucaristia aos 12 anos.

Juventude
Ao finalizar o Ensino Fundamental, Lindalva trabalhou como babá e, em 1971, mudou-se para Natal, no Rio Grande do Norte, para morar com a família de um de seus irmãos. Na adolescência, Lindalva participava de atividades na Igreja, mas ainda não havia decidido pela Vida Religiosa, que foi despertada quando ela ainda morava em Natal, por meio do convite de uma amiga chamada Conceição. “A primeira apresentação dela às Filhas da Caridade aconteceu em um domingo pela manhã, quando ela foi apresentada à Irmã Djanira. Ela passou a ficar muito entusiasmada em participar dos encontros, passava lá em casa e íamos juntas para a Missa, depois, íamos visitar o abrigo Jovino Barreto”, disse sua amiga.

Vida religiosa
Irmã Lindalva foi admitida à Congregação no dia 16 de julho de 1989, em uma Missa celebrada por Dom Hélder Câmara. Um mês depois, ela escreveu uma carta para a amiga Conceição com as seguintes palavras: “Eu estou muito feliz, é como se eu tivesse sempre morado aqui; O meu destino está nas mãos de Deus, mas desejo de todo coração servir sempre com humildade, no amor de Cristo”. Após concluir a segunda etapa do postulado, ingressou no noviciado. A conclusão do Noviciado foi em 26 de janeiro de 1991.

Beata Lindalva Justo de Oliveira e o Movimento Voluntárias da Caridade

Missão
Como de costume, ao término deste período, as Irmãs são enviadas para missão: Irmã Lindalva foi enviada para o abrigo Dom Pedro II, em Salvador, na Bahia, onde assumiu o ofício de coordenadora do pavilhão de idosos. No Dom Pedro II, a Irmã cuidava dos idosos com muito amor, dedicação e alegria, sempre cantando e rezando o Terço com eles. Suas ações de caridade não se restringiam apenas ao abrigo, ela também participou do Movimento Voluntárias da Caridade, do núcleo da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, onde visitava idosos e doentes nas periferias. 

Uma resposta ao assédio
Em janeiro de 1993, Augusto da Silva Peixoto começou a receber ajuda alimentícia onde a irmã trabalhava e logo apaixonou-se. Ela sempre deixou claro que não poderia corresponder aos sentimentos dele. Mesmo assim, os assédios prosseguiram. “Prefiro que meu sangue se derrame, do que ir embora”, respondeu Irmã Lindalva, quando lhe perguntaram por que não deixava o abrigo.  A Irmã procurou a diretora do setor social e pediu que chamasse atenção do homem, mas, sem contar sobre suas indiretas indecentes, apenas sobre seus comportamentos inadequados em relação às regras do abrigo, acreditando que isso seria suficiente para fazê-lo parar. Mas, ao contrário do que era esperado, só fez aumentar o ressentimento dele, por não ser correspondido. 

Martírio
O martírio aconteceu no dia 9 de abril de 1993. Era Sexta-feira Santa, e a Irmã havia participado da Via-Sacra, que teve início às 4h30. Em seguida, voltou ao abrigo para servir café aos idosos. Quando estava atrás do balcão onde ficavam os alimentos, foi surpreendida com um toque nas costas. Ao virar, recebeu uma facada mortal na clavícula esquerda. Mesmo caída, continuou tendo o seu corpo perfurado por Augusto. Foram 44 perfurações. O assassino permaneceu no local esperando que a polícia chegasse e, em depoimento, declarou que havia cometido o crime porque a Irmã Lindalva nunca cedeu aos seus desejos. 

Processo de Beatificação e Devoção

Beatificação
No dia 2 de dezembro de 2007, a Irmã Lindalva foi beatificada em cerimônia presidida pelo então Arcebispo de Salvador, Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo — atualmente Arcebispo Emérito —, no estádio do Barradão. Mais de 25 mil fiéis participaram deste importante momento, além dos irmãos e da mãe da bem-aventurada, na época com 85 anos de vida. Por conta do martírio, não foi necessária a comprovação dos três milagres para que se tornasse beata, por isso, o processo foi considerado um dos mais rápidos da história. Mas, para a canonização, é necessária a comprovação de um milagre que tenha acontecido após a beatificação. No caso da beata Lindalva, já existe um episódio sendo analisado pelo Vaticano. O dia da Beata Lindalva é comemorado em 7 de janeiro, data em que foi batizada.

Oração para a canonização
“Pai Santo, o vosso amor seduziu o coração de Irmã Lindalva que se deixou guiar pelo dever de cuidar do seu pai e, em seguida, pela obediência da fé, escolher a Vida Consagrada. No Carisma Vicentino, dedicação plena aos mais abandonados, sua vida ganhou, também na Sexta-feira Santa, a coroa do martírio. Seu hábito azul de Filha da Caridade, tingido de Sangue, tornou-se Linda Alva no Sangue do Cordeiro. Concedei-nos, vos pedimos, a graça de sua beatificação afim de que ela, na Igreja, inspire a oferta de muitos e seja a testemunha perene da límpida aurora da Páscoa de Jesus, o Filho Amado, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.”

Minha oração
“À nossa Beata, pedimos o dom da castidade e da retidão de coração. Fazei com que amemos a Deus mais que tudo nessa vida e sejamos capazes de entregar toda nossa vida a Ele, por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Beata Lindalva Justo de Oliveira, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias


 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA NO CORAÇÃO DE JESUS, CENTRO DE FORTALEZA



No próximo domingo, dia 12, às 14 horas, está programada a Festa de Divina Misericórdia no Coração de Jesus, no Centro de  Fortaleza. A informação é do frei Ricardo Régis.

Frei Ricardo disse mais que a festa terá muitas novidades de cantores, adoração ao Santíssimo e Missa.

O Santuário do Coração de Jesus fica localizada no Centro da Cidade, na Avenida Duque de Caxias.

A  novena da Divina Misericórdia começa na Sexta-Feira Santa e sua festa  ocorre  no domingo seguinte ao Domingo   da   Páscoa e   Ressurreição do Senhor.

SANTO DO DIA - SANTA JÚLIA BILLIART

 

Origens

Em 12 de julho de 1751, numa pequena aldeia no norte da França, nasce Maria Rosa Júlia Billiart, filha de camponeses pobres e muito religiosos que a batizaram no mesmo dia do seu nascimento. Ela, seus pais e seus 8 irmãos viviam do trabalho na lavoura e de um pequeno comércio.

Eucaristia, o seu único alimento
Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos, e com oito anos já havia aprendido todo o catecismo. Por uma disposição interior, ou por um chamado sobrenatural, e por fé viva na presença real de Jesus no Pão Eucarístico, a Eucaristia passou a ser o único alimento de sua vida. Ela aprendeu a ler e a escrever, porque, com este saber, ajudava no sustento da sua casa. 

Caridade
Mesmo com todas as suas ocupações para ajudar a família, sempre procurava cavar tempo para visitar os enfermos e os abandonados. Ela os ajudava e orava por eles. 

“A educação é o caminho da plenitude da vida.” (Santa Júlia Billiart)

Paralisia
Aos treze anos, sem nutrição física por se alimentar apenas da comunhão Eucarística, ela começou a ter sérios problemas de saúde. Júlia, que já caminhava com muita dificuldade por causa do trabalho excessivo na lavoura para ajudar os pais, presenciou um atentado cometido a seu pai. Um indivíduo disparou um fuzil contra ele, e Júlia teve o seu sistema nervoso abalado. Em 1782, uma forte epidemia agravou ainda mais a saúde de Júlia, fazendo com que ela ficasse paralítica por 22 anos. Desde então, recebeu cinco vezes o sacramento da unção dos enfermos devido à grave situação de sua saúde.

Mística
Durante a sua paraplegia, Santa Júlia Billiart mergulhou nos mistérios profundos da oração, da contemplação, da vida mística. O Senhor, presente na Eucaristia, passou a ser o centro de sua vida. Ele revelou a ela os mistérios da salvação, dos sofrimentos no Calvário, da imensurável glória celeste e da luz de Deus que ilumina a vida do cristão.

Vida ativa
Os frutos da Eucaristia apareceram. Santa Júlia Billiart tinha uma vida ativa mesmo nesta situação especial de paraplegia. Ela esteve sempre ligada à catequese paroquial e dava grande atenção à educação dos pobres, sabendo que a educação é uma das chaves da libertação da pobreza. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. 

Amizades
Cultivava amizades dentro de sua família e ampliava esses laços com religiosos, com mulheres nobres que, sabendo de sua situação, procuravam arrecadar donativos que ajudavam a sua família. Mantinha amizades também com as irmãs carmelitas, que lhe davam um suporte espiritual.

A Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür

O sonho de ir além
Santa Júlia Billiart, depois de muitos anos de paralisia e vida mística, sentiu em seu coração o grande desejo de se tornar religiosa. Este desejo, porém, carregava uma meta muito definida: era preciso fundar uma Congregação religiosa com o carisma de formar bons e santos educadores para educar os pobres.

A realização do sonho
Em outubro de 1794, aos 44 anos de idade, Júlia encontrou-se com Francisca Blin de Bourdon, que tinha 38 anos. Elas se conheceram no castelo da nobre família francesa, em Amiens. Essa amizade tornou-se a célula originária da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, a qual, futuramente, se chamaria Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür.

No dia 2 de fevereiro de 1804, em Amiens, Júlia Billiart, Francisca Blin de Bourdon e Catarina Duchâtel emitiram os votos religiosos. Essa cerimônia, presidida pelo Padre Varin, marcou o início da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür. O objetivo do novo Instituto era a educação das crianças e a catequese.

Cura
Em 1º de junho de 1804, após 30 anos de enfermidade e 22 anos de paralisia, Júlia foi milagrosamente curada durante uma novena ao Sagrado Coração de Jesus. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou, pois ela voltou a caminhar depois de todos esses anos. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a Eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.

A obra de Santa Júlia Billiart cresceu 

Escola
Santa Júlia Billiart abriu sua primeira escola gratuita para crianças pobres em Amiens e começou a viajar pela França e Bélgica estendendo a obra. Era um tempo de miséria e dificuldades. Por isso, ela abria pensionatos e, com os ganhos obtidos, fundava as escolas gratuitas. Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres. Sua obra se espalhou por várias cidades desses dois países.

Perseguição e mudança
Santa Júlia Billiart foi perseguida injustamente pelo bispo da cidade de Amiens. Ele chegou a afastá-la da Congregação. As irmãs, porém, decidiram ir junto com ela para Namür, uma cidade belga. Ali, a Congregação se firmou e foi em frente. Santa Júlia, então, continuou com sua obra, ajudando a milhares de crianças pobres, dando a elas formação que lhes abria uma porta para um futuro melhor. 

Legado
Durante os 12 anos em que Júlia esteve à frente da Congregação, ela fundou várias comunidades e escreveu mais de 400 cartas. 

Falecimento, beatificação e canonização
Vendo a obra de sua vida realizada, Santa Júlia Billiart faleceu na paz de Nosso Senhor, que era o centro de sua vida, no dia 8 de abril de 1816, aos 55 anos, enquanto recitava o Magnificat. Foi beatificada pelo Papa Pio X, em 1906, e canonizada por Paulo VI em 1969. Na ocasião, ele disse: “Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é bom, Júlia foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres.”

Devoção a Santa Júlia Billiart

Oração a Santa Júlia Billiart
“Ó Deus, que destes a Santa Júlia Billiart a graça de ter vosso Filho Jesus Cristo como o centro de sua vida, dai também a nós esta graça essencial, para que nossa vida frutifique em bênçãos para todos aqueles que precisarem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.”

A minha oração
“Santa Júlia Billiart, seja minha intercessora junto a Deus no céu. Quero aprender contigo a me ofertar por amor a Deus, mesmo em meio às enfermidades e tribulações, e a não ter medo de confiar e me abandonar à vontade Daquele que é tudo na minha vida. Amém.”

Santa Júlia Billiart, rogai por nós!

Fonte: Canção       Nova Notícias

EVANGELHO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam

para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém.

14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto

conversavam e discutiam,

o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.

16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram.

17Então Jesus perguntou: 'O que ides conversando pelo caminho?' Eles

pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: 'Tu és

o único peregrino em Jerusalém

que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?' 19Ele perguntou: 'O que

foi?' Os discípulos responderam: 'O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que

foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo

o povo.

20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado

à morte e o  crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,

mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!

22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas

foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele.

Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que

Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas

como as mulheres tinham dito.

A ele, porém, ninguém o viu.' 25Então Jesus lhes disse: 'Como sois sem

inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que

o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?' 27E, começando

por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as

passagens da Escritura

que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde

iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante.

29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: 'Fica conosco, pois já é tarde e

a noite vem chegando!' Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou

à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso

os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém,

desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: 'Não estava ardendo

o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as

Escrituras?' 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para

Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes

confirmaram:

'Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!' 35Então os dois

contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido

Jesus ao partir o pão. Palavra da Salvação.

R

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

8 DE ABRIL DE 2026

4ª. FEIRA DA OITAVA

DA PÁSCOA


Cor: Branco


1ª Leitura - At 3,1-10

Leitura dos Atos dos Apóstolos 3,1-10

Naqueles dias: 1Pedro e João subiram ao Templo para a oração das três horas

da tarde. 2Então trouxeram um homem, coxo de nascença, que costumavam

colocar todos os dias na porta do Templo, chamada Formosa, a fim de que

pedisse esmolas aos que entravam. 3Quando viu Pedro e João entrando no

Templo, o homem pediu uma esmola. 4Os dois olharam bem para ele e Pedro

disse: 'Olha para nós!' 5O homem fitou neles o olhar, esperando receber

alguma coisa. 6Pedro então lhe disse: 'Não tenho ouro nem prata, mas o que

tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!' 7E

pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora, os pés e os

tornozelos do homem ficaram firmes. 8Então ele deu um pulo, ficou de pé e

começou a andar. E entrou no Templo junto com Pedro e João,

andando, pulando e louvando a Deus. 9O povo todo viu o homem andando e

louvando a Deus. 10E reconheceram que era ele que pedia esmolas, sentado

na porta Formosa do Templo. E ficaram admirados e espantados com o que

havia acontecido com ele.

Palavra do Senhor.

Reflexão – O que temos nós para dar aos coxos que encontramos no

caminho?

Caminhando para orar no templo Pedro e João se depararam com um homem

coxo de nascença que costumeiramente encontrava-se ali, todos os dias

pedindo esmola. Os dois apóstolos haviam testemunhado a ressurreição de

Jesus, e agora tinham uma nova visão das coisas que se lhe apresentavam, por

isso, lançaram um olhar diferente sobre aquele homem e perceberam também

nos seus olhos que ele precisava muito mais do que apenas uma moeda. Hoje,

sem presunção, nós também podemos nos considerar como Pedro ou como

João e, conscientes de que Jesus se entregou, morreu e ressuscitou por nós,

abraçar a missão que recebemos no nosso Batismo. Os discípulos haviam

aprendido com o Mestre a não desperdiçar nenhuma oportunidade que

tivessem, para fazer a vontade de Deus. Mesmo enquanto caminhavam para

orar no templo, eles percebiam o que precisava ser realizado. Portanto, eles

não ficavam apenas na oração, mas se colocavam de prontidão para agir.

Aquele homem coxo estava acomodado na sua ocupação de “pedir esmolas”.

O seu ofício e o que ele fazia todos os dias era somente isto: mendigar algo

para a sua sobrevivência. Pedro e João, no entanto, agora já podiam dar

àquele homem aquilo de que ele mais necessitava: a cura pela fé em Jesus


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Cristo. E isto fez toda a diferença na vida daquele homem porque mais do que

uma esmola, ele recebeu a libertação. Hoje também, conscientes de que

Jesus Cristo ressuscitado está no meio de nós e conta conosco para edificar o

Seu reino, nós também não podemos perder a chance, mesmo quando nos

dirigimos ao templo para rezar, para adorar, para louvar e render graças. Às

vezes, nós também nos perguntamos: o que temos nós para dar aos “coxos”

que encontramos no caminho e nos abordam esperando algo que não

possuímos ou não podemos dar? Na verdade, porém, o que a maioria dessas

pessoas precisa é de cuidado, de carinho, de uma palavra amiga que lhes dê

ânimo e coragem para levantar-se de onde estão. Eles precisam conhecer

Jesus Cristo e nós também, como os apóstolos, não temos ouro nem prata e

nenhum tostão no bolso para dar a quem nos pede, porém, em Seu Nome

podemos ajudá-las a levantar-se provando a elas o amor de Deus que mora no

nosso coração. – O que você faz quando encontra alguém necessitado que

lhe pede uma esmola? - Você algum dia já se encontrou na situação de

pedinte? – Você já percebe qual é a maior necessidade de quem estende a

mão? – Você já tem feito alguma coisa em nome de Jesus?

Salmo - Sl 104, 1-2. 3-4. 6-7. 8-9 (R. 3b)

R. Exulte o coração dos que buscam o Senhor.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, *

anunciai entre as nações seus grandes feitos!

2Cantai, entoai salmos para ele, *

publicai todas as suas maravilhas!R.

3Gloriai-vos em seu nome que é santo, *

exulte o coração que busca a Deus!

4Procurai o Senhor Deus e seu poder, *

buscai constantemente a sua face!R.

6Descendentes de Abraão, seu servidor, *

e filhos de Jacó, seu escolhido, 

7ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, *

vigoram suas leis em toda a terra.R.

8Ele sempre se recorda da Aliança, *

promulgada a incontáveis gerações;

9da Aliança que ele fez com Abraão, *

e do seu santo juramento a Isaac.R.

Reflexão - Gritar o nome do Senhor significa testemunhar com a vida os Seus

grandes feitos. Com as nossas palavras e atos nós manifestamos ao mundo a

glória de Deus. A alegria e o louvor transbordam naturalmente do nosso

coração e nós nunca poderemos esconder do mundo a nossa esperança,

porque Deus sempre se recorda da aliança que fez conosco.

Evangelho - Lc 24,13-35


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+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam

para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém.

14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto

conversavam e discutiam,

o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.

16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram.

17Então Jesus perguntou: 'O que ides conversando pelo caminho?' Eles

pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: 'Tu és

o único peregrino em Jerusalém

que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?' 19Ele perguntou: 'O que

foi?' Os discípulos responderam: 'O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que

foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo

o povo.

20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado

à morte e o  crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,

mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!

22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas

foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele.

Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que

Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas

como as mulheres tinham dito.

A ele, porém, ninguém o viu.' 25Então Jesus lhes disse: 'Como sois sem

inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que

o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?' 27E, começando

por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as

passagens da Escritura

que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde

iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante.

29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: 'Fica conosco, pois já é tarde e

a noite vem chegando!' Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou

à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso

os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém,

desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: 'Não estava ardendo

o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as

Escrituras?' 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para

Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes

confirmaram:

'Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!' 35Então os dois

contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido

Jesus ao partir o pão. Palavra da Salvação.

Reflexão - A certeza de que o Senhor ressuscitou muda a nossa

compreensão diante dos fatos que nos são desfavoráveis.

Somos como os discípulos de Emaús! Caminhamos aqui absorvidos nas nossas

dificuldades e não nos detemos para decifrar os mistérios da nossa vida.

Também não conseguimos experimentar prontamente que o Senhor

ressuscitado está muito perto de nós e perdemos um tempo precioso,

murmurando, lamentando e questionando. Muitas vezes, não entendemos as


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coisas que nos ocorrem, nos apavoramos diante dos acontecimentos que nos

tiram a tranquilidade mergulhando na tristeza e na desesperança. Parece até

que chegamos ao final do nosso caminho e não temos mais para onde correr.

Como cristãos, no entanto, precisamos ter em mente que Jesus Cristo se faz

presente no nosso caminho de uma maneira muito sutil e muito simples.

“Como somos sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas

falaram! Esta também é a conclusão a que devemos chegar. A certeza,

porém, de que o Senhor ressuscitou está muito perto de nós, muda a nossa

compreensão diante dos fatos que nos são desfavoráveis. Precisamos estar

atentos para reconhecer Jesus, simplesmente meditando na Sua Palavra ou

quando O contemplamos e O adoramos no Santíssimo Sacramento do Altar.

Quando deixamos- nos banhar pela Sua Luz nós também desvendamos os

mistérios da nossa existência; quando participamos de uma Celebração

Eucarística e comungamos o Seu Corpo e o Seu Sangue nós distinguimos que

algo mudou dentro de nós e que também o nosso coração arde mesmo que

nada de extraordinário tenha acontecido. Depois disso podemos, também,

como os discípulos de Emaús, gritar por onde passarmos: “Realmente, o

Senhor ressuscitou e apareceu a mim”!


 - Você tem conseguido perceber os

sinais do Ressuscitado enquanto caminha aqui na terra? - Você ainda

continua olhando apenas para coisas ruins da sua vida? - Onde você tem

encontrado Jesus Vivo e Ressuscitado? – Você tem contado esta

experiência para alguém?


Helena Serpa,

Fundadra da Comunidade Missionária  Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SANTA JÚLIA BILLIART

 

Santa Júlia Billiart, religiosa cujo alimento foi unicamente a Eucaristia


Origens
Em 12 de julho de 1751, numa pequena aldeia no norte da França, nasce Maria Rosa Júlia Billiart, filha de camponeses pobres e muito religiosos que a batizaram no mesmo dia do seu nascimento. Ela, seus pais e seus 8 irmãos viviam do trabalho na lavoura e de um pequeno comércio.

Eucaristia, o seu único alimento
Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos, e com oito anos já havia aprendido todo o catecismo. Por uma disposição interior, ou por um chamado sobrenatural, e por fé viva na presença real de Jesus no Pão Eucarístico, a Eucaristia passou a ser o único alimento de sua vida. Ela aprendeu a ler e a escrever, porque, com este saber, ajudava no sustento da sua casa. 

Caridade
Mesmo com todas as suas ocupações para ajudar a família, sempre procurava cavar tempo para visitar os enfermos e os abandonados. Ela os ajudava e orava por eles. 

“A educação é o caminho da plenitude da vida.” (Santa Júlia Billiart)

Paralisia
Aos treze anos, sem nutrição física por se alimentar apenas da comunhão Eucarística, ela começou a ter sérios problemas de saúde. Júlia, que já caminhava com muita dificuldade por causa do trabalho excessivo na lavoura para ajudar os pais, presenciou um atentado cometido a seu pai. Um indivíduo disparou um fuzil contra ele, e Júlia teve o seu sistema nervoso abalado. Em 1782, uma forte epidemia agravou ainda mais a saúde de Júlia, fazendo com que ela ficasse paralítica por 22 anos. Desde então, recebeu cinco vezes o sacramento da unção dos enfermos devido à grave situação de sua saúde.

Mística
Durante a sua paraplegia, Santa Júlia Billiart mergulhou nos mistérios profundos da oração, da contemplação, da vida mística. O Senhor, presente na Eucaristia, passou a ser o centro de sua vida. Ele revelou a ela os mistérios da salvação, dos sofrimentos no Calvário, da imensurável glória celeste e da luz de Deus que ilumina a vida do cristão.

Vida ativa
Os frutos da Eucaristia apareceram. Santa Júlia Billiart tinha uma vida ativa mesmo nesta situação especial de paraplegia. Ela esteve sempre ligada à catequese paroquial e dava grande atenção à educação dos pobres, sabendo que a educação é uma das chaves da libertação da pobreza. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. 

Amizades
Cultivava amizades dentro de sua família e ampliava esses laços com religiosos, com mulheres nobres que, sabendo de sua situação, procuravam arrecadar donativos que ajudavam a sua família. Mantinha amizades também com as irmãs carmelitas, que lhe davam um suporte espiritual.

A Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür

O sonho de ir além
Santa Júlia Billiart, depois de muitos anos de paralisia e vida mística, sentiu em seu coração o grande desejo de se tornar religiosa. Este desejo, porém, carregava uma meta muito definida: era preciso fundar uma Congregação religiosa com o carisma de formar bons e santos educadores para educar os pobres.

A realização do sonho
Em outubro de 1794, aos 44 anos de idade, Júlia encontrou-se com Francisca Blin de Bourdon, que tinha 38 anos. Elas se conheceram no castelo da nobre família francesa, em Amiens. Essa amizade tornou-se a célula originária da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, a qual, futuramente, se chamaria Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür.

No dia 2 de fevereiro de 1804, em Amiens, Júlia Billiart, Francisca Blin de Bourdon e Catarina Duchâtel emitiram os votos religiosos. Essa cerimônia, presidida pelo Padre Varin, marcou o início da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür. O objetivo do novo Instituto era a educação das crianças e a catequese.

Cura
Em 1º de junho de 1804, após 30 anos de enfermidade e 22 anos de paralisia, Júlia foi milagrosamente curada durante uma novena ao Sagrado Coração de Jesus. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou, pois ela voltou a caminhar depois de todos esses anos. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a Eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.

A obra de Santa Júlia Billiart cresceu 

Escola
Santa Júlia Billiart abriu sua primeira escola gratuita para crianças pobres em Amiens e começou a viajar pela França e Bélgica estendendo a obra. Era um tempo de miséria e dificuldades. Por isso, ela abria pensionatos e, com os ganhos obtidos, fundava as escolas gratuitas. Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres. Sua obra se espalhou por várias cidades desses dois países.

Perseguição e mudança
Santa Júlia Billiart foi perseguida injustamente pelo bispo da cidade de Amiens. Ele chegou a afastá-la da Congregação. As irmãs, porém, decidiram ir junto com ela para Namür, uma cidade belga. Ali, a Congregação se firmou e foi em frente. Santa Júlia, então, continuou com sua obra, ajudando a milhares de crianças pobres, dando a elas formação que lhes abria uma porta para um futuro melhor. 

Legado
Durante os 12 anos em que Júlia esteve à frente da Congregação, ela fundou várias comunidades e escreveu mais de 400 cartas. 

Falecimento, beatificação e canonização
Vendo a obra de sua vida realizada, Santa Júlia Billiart faleceu na paz de Nosso Senhor, que era o centro de sua vida, no dia 8 de abril de 1816, aos 55 anos, enquanto recitava o Magnificat. Foi beatificada pelo Papa Pio X, em 1906, e canonizada por Paulo VI em 1969. Na ocasião, ele disse: “Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é bom, Júlia foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres.”

Devoção a Santa Júlia Billiart

Oração a Santa Júlia Billiart
“Ó Deus, que destes a Santa Júlia Billiart a graça de ter vosso Filho Jesus Cristo como o centro de sua vida, dai também a nós esta graça essencial, para que nossa vida frutifique em bênçãos para todos aqueles que precisarem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.”

A minha oração
“Santa Júlia Billiart, seja minha intercessora junto a Deus no céu. Quero aprender contigo a me ofertar por amor a Deus, mesmo em meio às enfermidades e tribulações, e a não ter medo de confiar e me abandonar à vontade Daquele que é tudo na minha vida. Amém.”

Santa Júlia Billiart, rogai por nós!

Fonte: Canção  Nova Notícias


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