folhagem, isto é, aparência. Se nos mantivermos dentro das graças do
Pai, sendo cuidados pelo Seu Filho Jesus e conduzidos pelo Seu Espírito Santo
não teremos receio das desgraças. - Você costuma atribuir a Deus as coisas
ruins que lhe acontecem? – Os acontecimentos da sua vida têm servido de
lição para a sua conversão? - Quem é o seu vinhateiro aqui na terra? –
Você é uma figueira que dá frutos ou tem apenas folhagem? Pense nisso!
26 DE OUTUBRO DE 2025
XXX DOMINGO DO
TEMPO COMUM
Cor Verde
1ª Leitura - Eclo 35,15b-17.20-22a (gr. 12-14.16-18)
Leitura do Livro do Eclesiástico 35,15b-17.20-22a (gr. 12-14.16-18)
15bO Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. 16Ele não é
parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos;
17jamais despreza a súplica do órfão,
nem da viúva, quando desabafa suas mágoas. 20Quem serve a Deus como ele
o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até as nuvens.21A prece do
humilde atravessa as nuvens: enquanto não chegar não terá repouso; e não
descansará até que o Altíssimo intervenha, 22afaça justiça aos justos e
execute o julgamento.
Palavra do Senhor.
Reflexão - O justo juiz jamais despreza a súplica daquele que é o mais
desprezado no mundo.
Ao contrário do que o mundo prega o Senhor não faz discriminação de pessoas
seja ela quem for pobre ou rica, branca ou preta, feia ou bonita, o que
importa é um coração humilde e confiante na justiça de Deus. Nesta leitura o
autor do Livro do Eclesiástico se refere ao pobre, ao órfão e à viúva, como
símbolo da figura da pessoa que não tem ninguém por ela. No entanto, mesmo
aqueles que têm muitas posses agradam ao Senhor, quando, passando por
situação de miséria espiritual, existencial ou outro qualquer tipo de
dificuldade, se mantêm humildes e dependentes do Seu amparo. O justo juiz
jamais despreza a súplica daquele que é o mais desprezado no mundo.
Qualquer um de nós será bem acolhido e nossas súplicas serão atendidas,
desde que sirvamos a Deus como Ele o quer. Como justo juiz o Senhor não
dispensará o orgulho, a soberba, a vaidade, a autolatria, isto é, idolatria a si
própria e julgará os nossos atos, pensamentos e sentimentos na medida
adequada. Precisamos, então, fazer uma avaliação das nossas atitudes e
intenções quando quisermos ser mais que o outro, quando reclamarmos para
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nós privilégios e honras. O Senhor, justo juiz, há de nos julgar também por
essas obras. - De que maneira você se relaciona com uma pessoa simples
que não tem grandes atrativos? - Você sabia que Deus é justo juiz e
conhece todas as suas intenções e sentimentos? - Como você acha que será
julgado no final de tudo, em relação a isso? - Você se sente superior a
alguém? - Como você trata as pessoas humildes que trabalham na sua casa?
Você se interessa por elas?
Salmo - Sl 33,2-3.17-18.19.23 (R.7a.23a)
R.O pobre clama a Deus e ele escuta:
o Senhor liberta a vida dos seus servos.
2Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,*
seu louvor estará sempre em minha boca.
3Minha alma se gloria no Senhor;*
que ouçam os humildes e se alegrem! R.
17mas ele volta a sua face contra os maus,*
para da terra apagar sua lembrança.
18Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta*
e de todas as angústias os liberta. R.
19Do coração atribulado ele está perto*
e conforta os de espírito abatido.
23Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos,*
e castigado não será quem nele espera.R.
Reflexão - Você já teve a experiência de clamar a Deus em momentos de
angústia e tribulação? O Senhor atende ao clamor do nosso coração em
qualquer situação, porém o que mais agrada a nossa alma é o louvor que nós
exercitarmos continuamente. O próprio salmo nos direciona: "Bendirei o
Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. E
depois, acrescenta: "Minha alma se gloria no Senhor." Portanto, sejamos fiéis
ao que a nossa alma espera e louvemos o Senhor, de coração, na alegria ou na
tristeza.
2ª Leitura - 2Tm 4,6-8.16-18
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 4,6-8.16-18Caríssimo:
6Quanto a mim, eu já estou para ser oferecido em sacrifício; aproxima-se o
momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida,
guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o
Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a
todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 16Na minha
primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não
lhes seja levado em conta. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu
forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente,
e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor
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me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a
glória, pelos séculos dos séculos! Amém. Palavra do Senhor.
Reflexão – Cada um de nós tem uma história e um chamado para edificar o
reino de Deus.
Sabedor de que se aproximava a hora em que seria sacrificado e que
partiria para junto de Deus, São Paulo já antevia e anunciava que
receberia a coroa da justiça que lhe seria concedida em vista da sua
entrega a Cristo. Não se subestimava nem tampouco usava de falsa
humildade para reconhecer que havia sido fiel ao chamado que Jesus lhe
fizera. Precisamos também ter consciência do valor que temos diante de
Deus quando servimos fielmente à causa que nos foi confiada. Cada um de
nós tem uma história e um chamado para edificar o reino de Deus.
Ninguém substitui a outrem nem pode ocupar o lugar que o Senhor lhe
reservou. Dependendo da nossa fidelidade e do nosso desejo sincero de
servir ao Senhor, nós também podemos fazer uma reflexão sobre a nossa
atuação para poder dizer como São Paulo: “combati o bom combate,
completei a corrida, guardei a fé ” Para isso, no entanto, não precisamos
esperar a hora da nossa partida, mas ao término de cada dia, parar e
avaliar qual a esperança que cultivamos por causa da nossa perseverança e
fidelidade a Deus. O Senhor também já nos reservou a coroa da justiça,
cabe a cada um de nós cultivar no coração o desejo de conquistá-la a cada
dia, na medida da nossa vivência, dando passos firmes e coerentes com a
vontade de Deus. – Você tem confiança de que já pode receber a coroa da
justiça que lhe foi reservada pelo justo juiz? – Você tem combatido o bom
combate? – Você tem guardado a fé e a confiança em Deus? – Em que você
acha que pode melhorar?
Evangelho - Lc 18,9-14
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 18,9-14
Naquele tempo: 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na
sua própria justiça e desprezavam os outros:
10'Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro
cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: 'Ó
Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões,
desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas
vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda'. 13O cobrador de
impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para
o céu;
mas batia no peito, dizendo: `Meu Deus, tem piedade de mim que sou
pecador!' 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não.
Pois quem se eleva será humilhado,
e quem se humilha será elevado.' Palavra da Salvação.
Reflexão - A oração que agrada a Deus!
A verdade brilha como o sol do meio dia: "quem se eleva será humilhado e
quem se humilha será elevado". Ao contar a parábola do fariseu e do cobrador
de impostos Jesus nos dá a noção exata do que seja uma pessoa humilde.
Humildade é o reconhecimento da nossa limitação e da medida da nossa
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capacidade. A nossa competência para as coisas espirituais é restrita, e, por
nós mesmos, nunca seremos justificados. O fariseu que abriu a boca diante do
altar do templo do Senhor, se justificou, achando que todas as suas boas obras
eram méritos seus e, ainda mais, apontava para o cobrador de
impostos, desprezando-o e se autoelogiando. A sua oração de autopromoção
não agradou a Deus. O cobrador de impostos deu o exemplo de humildade
reconhecendo o seu pecado, e, não se achando digno de nem mesmo olhar
para o Senhor, clamou por misericórdia: "Meu Deus, tem piedade de mim que
sou pecador!" A sua oração agradou a Deus e ele voltou para casa justificado,
como disse Jesus. O que nós poderemos apreender dessa mensagem? Não são
as nossas palavras bonitas, nem as orações longas que agradam ao Senhor.
O nosso espírito contrito, humilhado por causa das nossas transgressões e o
reconhecimento da nossa miséria é que nos farão alcançar a misericórdia de
Deus. Mesmo que não digamos nada, o Senhor conhece tudo. Portanto, não
nos adiantará fugir ou camuflar. Às vezes não precisamos nem dizer alguma
coisa, porém, o nosso pensamento sugere o que se passa no nosso coração e o
Senhor que nos sonda sabe se estamos nos elevando ou nos humilhando
. - E
você? Tem voltado para a casa justificado, ou não? - Como tem sido feito o
exame da sua consciência diante do Senhor? - Você costuma se
autoelogiar?
- Você reconhece a medida da sua capacidade e da sua incapacidade? -
Você costuma julgar alguém pela sua aparência?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminhoo
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