Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
Oviedo (ZENIT.org) - Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lc 10,1-12.17-20), 14º do Tempo Comum.
* * *
O Evangelho de Lucas continua narrando essa viagem, vai subindo a Jerusalém. Jesus, como enviado do Pai, veio para trazer aos homens uma maneira nova de viver e conviver, entre si e diante de Deus - algo que o pecado frustrou. A vida humana se tornou complexa e hostil, muito distante do projeto amoroso de Deus, que a ofereceu a nós como um caminho harmônico e inocente. No entanto, o pecado não pôde arrancar do coração humano o imenso desejo de habitar um mundo de beleza e de construir uma história bondosa. Mas a crônica diária atribui ao homem a incapacidade de realizar este caminho pelo qual, no fundo, seu coração continuava ansiando. Jesus veio para responder a esse drama humano, rompendo o fatalismo de todos os seus becos sem saída. A vinda de Jesus é a chegada do Reino de Deus, o começo da possibilidade para os homens de ser verdadeira e apaixonadamente humanos, o início dessa outra história na qual coincidem os caminhos de Deus e os do homem. Não obstante, o Senhor não quis realizar tudo nem realizá-lo sozinho. Por isso, consciente de que é muito o trabalho e poucos os operários, convidará a pedir ao dono da messe que envie mais mãos, mais corações, que vão preparando a crescente chegada desse Reino.
O Senhor envia seus discípulos aos caminhos do mundo, às casas dos homens, irmãos, para fazer-lhes chegar a grande mensagem, o grande acontecimento: o Reino de Deus chegou, já se aproxima, está muito perto. E, com ele, terminam todos os nossos pesadelos para dar começo a esse sonho belíssimo que Deus nos confiou como tarefa e que, como ânsia infinita, colocou em nosso ferido e inquieto coração.
Como àqueles discípulos, também nós somos enviados para anunciar o mesmo Reino de Deus, de modo que aquilo que aconteceu naquele então continue acontecendo. Não anunciamos uma paz de supermercado, uma paz que se negocia e pacta como ferramenta política, mas uma paz que é uma Vida, um Nome, um Rosto concreto: Deus conosco, em nós e entre nós. Porque não anunciamos uma paz nossa, nem a que o mundo pode nos dar, mas a que Deus nos oferece e nos confia, a paz que nasce da verdade, da justiça, da liberdade, do amor.
Portadores da paz do Reino de Deus: é isso que o Senhor quis confiar a nós como uma herança imensa e uma tarefa repleta de desafio e entusiasmo.
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