sexta-feira, 8 de maio de 2026

O PAPA EM POMPEIA: DEUS APLAQUE OS ÓDIOS FRATRICIDAS E ILUMINE OS LÍDERES DAS NAÇÕES

Que o Deus da paz faça brotar uma transbordante efusão de misericórdia, toque os corações, aplaque os rancores e os ódios fratricidas, ilumine aqueles que têm responsabilidades especiais de governo. Nenhuma potência terrena salvará o mundo, mas somente o poder divino do amor, que Jesus, o Senhor, nos revelou e nos deu. Acreditemos nele, esperemos nele, sigamos a ele! Foi a súplica e a exortação de Leão XIV na Missa na Praça do Santuário de Pompeia, onde celebrou o primeiro ano de seu Pontificado

Raimundo de Lima – Vatican News

Uma jornada com muitos encontros e orações para Leão XIV esta sexta-feira na região da Campania, sul da Itália: após o encontro com pessoas em situações de vulnerabilidade no “Templo da Caridade” do Santuário de Nossa Senhora do Santo Rosário de Pompeia e breve visita no âmbito do Santuário aos enfermos e pessoas com deficiências que acompanharam a Missa através dos telões, o Santo Padre presidiu a Eucaristia – centro e ápice da vida cristã – na Praça Bartolo Longo do Santuário mariano, numa visita ao longo deste 8 de maio pela manhã a Pompeia, e na parte da tarde a Nápoles, para celebrar a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia e o primeiro ano de seu Pontificado. Na Missa, cerca de 20 bispos, mais de 40 sacerdotes e 20 mil fiéis e peregrinos.

 

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Pontificado de Leão XIV, sob a proteção da Santíssima Virgem

No início de sua homilia, o Santo Padre lembrou a fundação do Santuário, por obra de São Bartolo Longo: há cento e cinquenta anos, ao colocar a pedra fundamental deste Santuário, no local onde a erupção do Vesúvio em 79 d.C. sepultou sob cinzas os vestígios de uma grande civilização, protegendo-os por séculos, São Bartolo Longo lançava os alicerces não apenas de um templo, mas de toda uma cidade mariana.

“Exatamente um ano atrás, quando me foi confiado o ministério de Sucessor de Pedro, era precisamente o dia da Súplica à Virgem do Santo Rosário de Pompeia. Eu devia, portanto, vir aqui, para colocar meu serviço sob a proteção da Santíssima Virgem. Tendo então escolhido o nome Leão, sigo os passos de Leão XIII, que, entre outros méritos, desenvolveu um amplo Magistério sobre o Santo Rosário.”

A tudo isso, se soma a recente canonização de São Bartolo Longo, apóstolo do Rosário. Este contexto nos oferece uma chave para refletir sobre a Palavra de Deus que acabamos de ouvir, acrescentou o Santo Padre, frisando que o  Evangelho da Anunciação nos introduz ao momento em que o Verbo de Deus se faz carne no ventre de Maria. Desse ventre irradia a Luz que dá pleno sentido à história e ao mundo. A saudação que o anjo Gabriel dirige à Virgem é um convite à alegria: "Ave, cheia de graça!". Sim, a Ave Maria é um convite à alegria: diz a Maria, e por meio dela a todos nós, que sobre as ruínas da nossa humanidade, provada pelo pecado e, portanto, sempre inclinada a prevaricações, opressões e guerras, chegou o carinho de Deus, o carinho da misericórdia, que assume em Jesus um rosto humano.



Referindo-se à Ave-Maria, o Pontífice ressaltou que se trata de uma oração que, surgindo e desenvolvendo-se progressivamente no segundo milênio, está enraizada na história da salvação, e o seu prelúdio é precisamente a Saudação do Anjo à Virgem. "Ave Maria!" A repetição desta oração no Rosário é como o eco da saudação de Gabriel, um eco que atravessa os séculos e guia o olhar do fiel para Jesus, visto através dos olhos e do coração da Mãe. Jesus é adorado, contemplado, assimilado em cada um dos seus mistérios.

O Rosário direciona o nosso olhar para as necessidades do mundo, como sublinha a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, propondo, em particular, duas intenções que permanecem de premente relevância: a família, que se ressente do enfraquecimento do vínculo matrimonial, e a paz, ameaçada por tensões internacionais e por uma economia que privilegia o comércio de armas em detrimento do respeito pela vida humana.

 

Papa em Pompeia: o amor realiza milagres!

Leão XIV destacou que Maria torna-se, assim, a Mãe da Misericórdia. Discípula da Palavra e instrumento da sua encarnação, revela-se verdadeiramente "cheia de graça". Tudo nela é graça! Oferecendo ao Verbo a própria carne, ela torna-se também "mãe dos membros (de Cristo)... porque cooperou com a caridade ao nascimento dos fiéis da Igreja, que são os membros dessa Cabeça". No "Eis-me aqui" de Maria, não só Jesus nasce, mas também a Igreja, e Maria torna-se simultaneamente Mãe de Deus - Theotokos - e Mãe da Igreja.

Referindo-se à Ave-Maria, o Pontífice ressaltou que se trata de uma oração que, surgindo e desenvolvendo-se progressivamente no segundo milênio, está enraizada na história da salvação, e o seu prelúdio é precisamente a Saudação do Anjo à Virgem. "Ave Maria!" A repetição desta oração no Rosário é como o eco da saudação de Gabriel, um eco que atravessa os séculos e guia o olhar do fiel para Jesus, visto através dos olhos e do coração da Mãe. Jesus é adorado, contemplado, assimilado em cada um dos seus mistérios.

O Rosário direciona o nosso olhar para as necessidades do mundo, como sublinha a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, propondo, em particular, duas intenções que permanecem de premente relevância: a família, que se ressente do enfraquecimento do vínculo matrimonial, e a paz, ameaçada por tensões internacionais e por uma economia que privilegia o comércio de armas em detrimento do respeito pela vida humana.


Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-leao-xiv-missa-santuario-pompeia-primeiro-ano-pontificado.html

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