terça-feira, 31 de março de 2026

EVANGELHO DO DIA

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,21-

33.36-38

Naquele tempo: Estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente

comovido e testemunhou: 'Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me

entregará.' 22Desconcertados,

os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava

falando. 23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus.

24Simão Pedro fez-lhe um sinal

para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando.

25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: 'Senhor,

quem é?' 26Jesus respondeu: 'É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no


97


molho.' Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão

Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas.

Então Jesus lhe disse: 'O que tens a fazer, executa-o depressa.'

2enhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas

guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: 'Compra o que

precisamos para a festa', ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber

o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31Depois que Judas saiu,

disse Jesus: 'Agora foi glorificado o Filho do Homem,

e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele,

também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.

33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos

digo, como eu disse também aos judeus:

'Para onde eu vou, vós não podeis ir'. 36Simão Pedro perguntou:

'Senhor, para onde vais?' Jesus respondeu-lhe: 'Para onde eu vou,

tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde.'

37Pedro disse: 'Senhor, por que não posso seguir-te agora?

Eu darei a minha vida por ti!' 38Respondeu Jesus: 'Darás a tua vida por mim? Em

verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três

vezes.' Palavra da Salvação8N.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 31 DE MARÇO DE 2026

TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA


Cor: Roxo


1ª Leitura - Is 49,1-6

Leitura do Livro do Profeta Isaías 49,1-6

1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção:

o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele

tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada,

protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada,

escondida em sua aljava, 3e disse-me: 'Tu és o meu Servo, Israel, em quem

serei glorificado'. 4E eu disse: 'Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem

fruto, inutilmente;

entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa'. 5E

agora diz-me o Senhor - ele que me preparou desde o nascimento para ser seu

Servo - que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do

Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele: 'Não basta seres meu Servo para

restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te

farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da

terra'. Palavra do Senhor.

Reflexão - Por meio do nosso testemunho Deus é glorificado!

A exemplo de Jesus, há dentro de cada um de nós, também, um desígnio da

vocação de servos e servas de Deus. Fomos criados para adorar a Deus,

prestar-Lhe culto e servi-Lo, por amor! No entanto, não poderemos nos limitar

apenas em servi-Lo por meio do louvor e da adoração, mas, irradiar no mundo

a Sua Luz manifestando a sua glória a todas as nações. Jesus é o Servo

perfeito que cumpriu Sua missão fielmente e fez o que era justo aos olhos de

Deus. Nós também, desde o seio materno fomos escolhidos para ser aliança

entre as pessoas levando a Luz de Cristo a todos os lugares, cumprindo a nossa

missão e sendo justos aos olhos do Pai. Ser luz no mundo é iluminar, aquecer,

revelar, tirar as pessoas da ignorância, dando o testemunho de uma vida

diferente. O Senhor, também, tinha gravado em sua mente, desde o ventre

de nossa mãe, o nosso nome e nos designou para sermos Seus colaboradores

na restauração da humanidade da qual fazemos parte. Quando seguimos os

passos de Jesus e cumprimos com a missão de servos e de servas, estamos

também glorificando a Deus. Por isso, podemos afirmar com convicção: “eu


96


sou a glória de Deus”! Por meio do nosso testemunho Deus é glorificado e o

Seu amor é exalado no mundo com o perfume da Salvação de Jesus. – Você

tem dado ao mundo o testemunho da glória de Deus? – Você pode afirmar

com convicção que é a glória de Deus? – Como você tem desempenhado a

sua vocação de servo de Deus? – Você é luz no mundo?

Salmo - Sl 70, 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15.17 (R.15)

R. Minha boca anunciará vossa justiça.

1Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor:*

que eu não seja envergonhado para sempre!

2Porque sois justo, defendei-me e libertai-me!*

Escutai a minha voz, vinde salvar-me!R. 

3Sede uma rocha protetora para mim,*

um abrigo bem seguro que me salve!

Porque sois a minha força e meu amparo,

o meu refúgio, proteção e segurança!

4aLibertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.R. 

5Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança,*

em vós confio desde a minha juventude!

6aSois meu apoio desde antes que eu nascesse, 

6bdesde o seio maternal, o meu amparo.R. 

15Minha boca anunciará todos os dias*

vossa justiça e vossas graças incontáveis.

17Vós me ensinastes desde a minha juventude,*

e até hoje canto as vossas maravilhas.R.

Reflexão - Precisamos ter consciência de que, se o Pai nos escolheu para

sermos seus servos e suas servas, Ele tem para conosco todo o cuidado e

estará sempre e para sempre nos guiando na nossa marcha de volta para a Sua

casa. O salmista exalta a proteção de Deus desde o começo da nossa

existência e diz que Ele é a nossa esperança e o nosso apoio desde o seio

maternal, por isso, a nossa boca deverá anunciar todos os dias a Sua justiça.

Evangelho - Jo 13,21-33.36-38

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,21-

33.36-38

Naquele tempo: Estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente

comovido e testemunhou: 'Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me

entregará.' 22Desconcertados,

os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava

falando. 23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus.

24Simão Pedro fez-lhe um sinal

para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando.

25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: 'Senhor,

quem é?' 26Jesus respondeu: 'É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no


97


molho.' Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão

Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas.

Então Jesus lhe disse: 'O que tens a fazer, executa-o depressa.'

2enhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas

guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: 'Compra o que

precisamos para a festa', ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber

o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31Depois que Judas saiu,

disse Jesus: 'Agora foi glorificado o Filho do Homem,

e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele,

também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.

33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos

digo, como eu disse também aos judeus:

'Para onde eu vou, vós não podeis ir'. 36Simão Pedro perguntou:

'Senhor, para onde vais?' Jesus respondeu-lhe: 'Para onde eu vou,

tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde.'

37Pedro disse: 'Senhor, por que não posso seguir-te agora?

Eu darei a minha vida por ti!' 38Respondeu Jesus: 'Darás a tua vida por mim? Em

verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três

vezes.' Palavra da Salvação8N.

Reflexão – Nós também somos capazes de trair e negar Jesus!

Jesus não desanimava diante da perspectiva de que seria abandonado pelos

Seus servos, que iria ser traído por Judas e que Pedro o negaria, mas

prosseguia na sua missão. Ele tinha consciência de que viera ao mundo para

viver aquele momento e Nele, o Pai seria glorificado. A glória de Deus

manifestar-se-ia a partir do Seu sofrimento, por isso, Jesus tentava antecipar

para os Seus discípulos o mistério que logo mais iria ser desvendado. Os

discípulos, no entanto, não entendiam os seus sinais e tiravam conclusões

precipitadas sobre muitos aspectos, inclusive, de quem iria trai-Lo, somente

pelas aparências. Tendo este quadro como pano de fundo e fazendo uma

analogia com a nossa vida pessoal, podemos observar que dentro do conjunto

das ações humanas sempre existirá alguém que poderá trair, negar, usurpar.

Por isso, quando estivermos servindo a Deus precisamos nos policiar e estar

atentos, para que a nossa fraqueza não nos imponha o papel de desleais e

traidores. Todos nós temos dificuldades de perceber os sinais de Deus e, por

isso mesmo, muitas vezes, nós olhamos mais para as aparências e julgamos os

outros, sem nos aperceber de que também somos capazes de trair e ser

desleais a Deus. Na maioria das vezes não nos consideramos responsáveis

pelas coisas que não dão certo, todavia, o Senhor que conhece os nossos

corações, tem conhecimento de quando haveremos de trai-lo e de negá-lo,

mas, também, tem conhecimento de quanto nós podemos glorifica-Lo quando

cumprimos com a nossa missão. Há momentos em que agimos como Pedro, em

outros somos como Judas. Peçamos ao Senhor a graça para que, pelo nosso

testemunho, sejamos como João, o discípulo amado, que se recostava no

peito de Jesus e a quem o Mestre confidenciava os Seus segredos a fim de que

não estejamos entre os infiéis.


 – Alguma vez você teve consciência de que

traiu a Deus? – O que você entende por trair a Deus? – Você entende o fato

de que Jesus glorificou o Pai pelo martírio? – Você seria capaz de abraçar o

sofrimento para que Deus seja glorificado? – Já aconteceu isso com você?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária  Um Novo Caminho

SANTO DO DIA -SÃO BENJAMIM


Origem
Nasceu na Pérsia no ano 394. E, logo que evangelizado, engajou-se na igreja e descobriu a sua vocação ao diaconato. “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Fl 1,21). Jovem mártir da igreja, São Benjamim encarnou na vida as palavras do apóstolo Paulo aos filipenses, dando a sua vida pelo evangelho e conversão das almas.

Vida
Naquela época, tensões políticas e religiosas, entre o rei persa e o domínio romano, desencadearam numa grande perseguição aos cristãos que durou cerca de três anos. O diácono Benjamim, cuja atividade e influência desagradaram ao rei Isdeberg, foi espancado e preso.

Ardor apostólico
Benjamim era um jovem com muito ardor apostólico e amor pelas almas. Exímio pregador, falava com eloquência levando muitos a se converterem, inclusive sacerdotes persa de uma seita pagã. Durante o período de um ano de encarceramento, dedicou-se à oração, à meditação e à escrita.

São Benjamin: santidade e martírio

A prisão e negociação
Do lado de fora da prisão, ocorriam negociações para restabelecer a paz entre o rei persa e o embaixador de Roma. O embaixador pediu a liberdade de Benjamim. O rei consentiu, mas impôs a condição do diácono prometer não voltar a exercer o seu ministério entre os magos e sacerdotes da religião persa. Benjamim declarou que nunca fecharia aos homens as fontes da graça divina, nem deixaria de fazer brilhar diante dos seus olhos a verdadeira luz – disse ainda: “de outra forma, eu próprio incorreria nos castigos que o Mestre reserva aos servos que enterram o seu talento”. Mesmo assim, foi posto em liberdade sob fiança do embaixador romano.

O retorno ao serviço a Deus
Com a alegria singular daqueles que fazem o encontro pessoal com Jesus, Benjamim, agora em liberdade, rapidamente colocou-se a servir o Senhor e a anunciar o evangelho. Muitos sinais foram realizados por meio dele: cegos voltaram a ver, leprosos foram curados e muitas pessoas se converteram.

Confrontou o rei
Logo que Isdeberg, o rei persa, ficou sabendo das atividades de Benjamim, ele o intimou para estar na presença dele e, desta vez, ordenou-lhe que adorasse o sol e o fogo. O diácono respondeu: “faz de mim o que quiseres, mas eu nunca renegarei o Criador do Céu e da terra, para prestar culto a criaturas perecedouras”. E, corajosamente, confrontou o rei indagando: “Que juízo farias de um súdito que prestasse a outros senhores a fidelidade que te é devida a ti?”.

Farpas embaixo das unhas
Furioso, Isdeberg ordenou que o torturassem em lugar público e, enquanto enfiavam farpas embaixo das unhas e em outras partes sensíveis do corpo, o impeliam a negar a sua fé. Como persistiu em não negar a Cristo, aplicaram-lhe o suplício da empalação. Por volta do ano 424, morre São Benjamim, martirizado por anunciar e testemunhar Cristo.

Minha oração
“Senhor Jesus, aos 30 anos, Benjamim teve a coragem de sofrer e morrer por Ti. Dá-me essa graça, se preciso for. Amém.”

São Benjamim, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

segunda-feira, 30 de março de 2026

TRÍDUO PASCAL NA ARENINHA CANTO DO RIO


 

SANTO DO DIA -SÃO JOÃO CLIMACO

Origens

João nasceu na Síria em 579. Desde criança, demonstrou ser bem inteligente. Teve boa formação cristã e também literária. De família nobre e rica, com um futuro promissor na sociedade, ele preferia a simplicidade e a oração. Assim, aos 16 anos, sentiu-se chamado para a vida monástica eremítica.

Em busca do Monte Sinai
Foi para o Monte Sinai, onde havia vários mosteiros com comunidades monásticas vivas. No Monte Sinai, João se fez discípulo de um dos mestres mais conhecidos que habitava o mosteiro mais famoso da região. O mestre era conhecido como o ancião e venerável Raiuthi. No mosteiro, João destacou-se pelo amor à oração, aos sacrifícios, ao trabalho pesado e aos estudos.

Seriedade na vocação
João levou muito a sério o seu chamado para a vida monástica e sua vocação para uma vida reclusa, dedicada à oração, à solidão e à ascese. E era isso que João buscava, por meio da vida simples no mosteiro. Ele só saia das dependências do mosteiro quando precisava colher frutas, raízes e outros alimentos para si e para os monges. Além disso, ele só se encontrava com os outros monges nos finais de semana, quando faziam orações e celebrações coletivas.

São João Clímaco e a vida nos mosteiros do Monte Sinai

Contexto histórico
No século IV, as perseguições dos romanos contra os cristãos tinham terminado. Ao mesmo tempo, inúmeros mosteiros muito simples tinham sido construídos na região do Monte Sinai por muitos monges, que buscavam a vida de oração e de contemplação. Na época, esses mosteiros ficaram famosos por causa da hospitalidade dedicada aos peregrinos e pelas bibliotecas que guardavam manuscritos valiosos. Nesse ambiente, São João Clímaco viveu e atuou, tornando-se o maior dentre os monges que habitavam o Monte Sinai, o local onde Deus entregou a Moisés as Tábuas da Lei.

Conhecido no escondimento
Disse Jesus que “Não se acende uma lâmpada para colocá-la em baixo da mesa”. E isso aconteceu com São João Clímaco. Mesmo estando “escondido” no mosteiro procurando a solidão, os monges e, depois, o povo, o descobriram. Todos começaram a procurá-lo para pedir conselhos e orientação espiritual quando souberam que se tratava de um homem santo e sábio. Assim, sua fama se espalhou. O povo atravessava o deserto para ouvi-lo, aprender com ele e pedir conselhos, bênçãos e orações.

Abade geral
Quando completou 60 anos, São João Clímaco foi eleito unanimemente como o abade geral de todos os monges e eremitas que habitavam a serra onde se encontra o Monte Sinai. 

Livro de São João Clímaco
Como abade, São João Clímaco escreveu bastante. Porém, apenas um livro seu se conservou. Trata-se de um livro importantíssimo e famoso, que alcançou grande divulgação na Idade Média. O livro é intitulado “Escada do Paraíso”. Foi por causa deste livro que São João recebeu o apelido de Clímaco. Trata-se de uma expressão grega que significa “aquele da escada”.

Os Trinta Degraus

Escada do Paraíso
Neste livro, São João Clímaco apresenta trinta degraus para subir até alcançar o estado de perfeição da alma. É como se fosse um manual. Nele, é apresentada toda a doutrina monástica, tanto para os noviços quanto para os monges. São João Clímaco descreve no livro “degrau por degrau”, mostrando as dificuldades que virão, como superá-las e a felicidade do Paraíso, que será alcançada no fim da escada, depois da morte, que é a passagem para a eternidade junto com Nosso Senhor Jesus.

Entrada no paraíso
São João Clímaco faleceu no dia 30 de março de 649. Faleceu como exemplo de vida, amado, venerado e admirado por todos os cristãos, tanto os do Oriente quanto os do Ocidente. Logo após a sua morte, passou a ser celebrado pelos cristãos no mesmo dia de sua morte, ou seja, de sua entrada no paraíso.

Minha oração
“Senhor Jesus, em meio a tantos barulhos e sentimentos, que eu e minha família consigamos encontrar o mais importante: a Sua vontade e Sua presença. Dá-nos essa graça. Amém.”

São João Clímaco, rogai por nós!

Fonte: Canção  Nova Notícias


 

EVANGELHO DO DIA

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 12,1-11

94

1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que

ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta

servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando

quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de

Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume

do bálsamo.

4Então, falou Judas Iscariotes,  um dos seus discípulos,

aquele que o havia de entregar: 5'Por que não se vendeu este perfume  por

trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?'

6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres,

mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum

e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse:

'Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura.

8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis.'

9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não

só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia

ressuscitado dos mortos. 10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar

também Lázaro, 11porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus

e acreditavam em Jesus. Palavra do Salvação.

REFLEXÕES SBRE AS LEITURAS DE HOJE

 Nosso Senhor Jesus Cristo? Anote no seu caderno de

oração!


30 DE MARÇO DE 2026

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA SANTA


Cor: Roxo


1ª Leitura - Is 42,1-7

Leitura do Livro do Profeta Isaías 42,1-7

1'Eis o meu servo - eu o recebo; eis o meu eleito - nele se compraz minh

‘alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações.

2Ele não clama nem levanta a voz,

nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada

nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para

obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não

estabelecer a justiça na terra;

os países distantes esperam seus ensinamentos.' 5Isto diz o Senhor Deus, que

criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a

respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move: 6'Eu, o

Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te

constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os

olhos dos cegos,

tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas. Palavra

do Senhor.

Reflexão – Jesus é o modelo do servo perfeito!

Isaías nos mostra como é um servo perfeito aos olhos de Deus. O servo perfeito é

alguém escolhido por Deus para realizar a missão de levar ao mundo a verdadeira

religião. Cheio do Espírito Santo, e com muita sabedoria, ele conquista para Deus as

pessoas, “sem levantar a voz”, “sem quebrar aquele que já está trincado”, sem

“apagar a pouca fé que as pessoas possuem” “promovendo a justiça para obter a

verdade”. O servo perfeito não esmorece não se abate, não desanima, pelo

contrário, é luz das nações para abrir os olhos dos cegos a fim de que eles acolham a

verdadeira salvação e sejam libertados do cativeiro. Jesus é o modelo do servo


93


perfeito! Ele veio até nós como o Enviado do Pai com o encargo de promover a

justiça na terra, e, hoje, Sua missão tem continuidade por meio da nossa missão. A

missão de Jesus é hoje, a nossa missão, pois, todos somos chamados a imitá-Lo e,

como Ele, anunciar a Salvação que o Pai nos garante, com gestos, palavras e

expressões coerentes com a nossa missão de servo. Quando Deus nos chama Ele

também nos segura pela mão, nos prepara e faz de nós sinal de aliança com os povos

e luz das nações. Tudo o que Jesus realizou na terra nos serve de exemplo. Ele veio

restaurar o que estava quebrado; reconstruir o homem e aproveitar o que ainda resta

no homem, dar a ele dignidade de filho de Deus. Servindo aos irmãos nós podemos

ser servos de Deus, dentro da nossa casa, com a nossa família, no lugar onde

trabalhamos e em todas as circunstâncias da nossa vida quando lidamos com pessoas

que estão cegas, ou para tirar do cárcere os encarcerados. Tendo Cristo como

modelo cada um de nós pode assumir os encargos que Ele abraçou para a vontade do

Pai. – Você já consegue enxergar que a sua missão é a mesma de Jesus? – Você se

considera responsável pela salvação de alguém? - Como tem sido a sua abordagem

com as pessoas quando vai falar de Jesus? – Você as recrimina e aponta o dedo

para os seus erros? –

Você tem paciência e sabe compreender aqueles que ainda estão na ignorância?

Salmo - Sl 26, 1. 2. 3. 13-14 (R. 1a)

R. O Senhor é minha luz e salvação.

1O Senhor é minha luz e salvação; *

de quem eu terei medo?

O Senhor é a proteção da minha vida; *

perante quem eu tremerei?R. 

2Quando avançam os malvados contra mim, *

querendo devorar-me,

são eles, inimigos e opressores, *

que tropeçam e sucumbem.R. 

3Se contra mim um exército se armar, *

não temerá meu coração;

se contra mim uma batalha estourar, *

mesmo assim confiarei.R. 

13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver *

na terra dos viventes.

14Espera no Senhor e tem coragem, * R.

Reflexão - O coração do servo sempre está confiante e sereno diante dos

desafios da missão. O servo fiel é aquele que não duvida da proteção do

Senhor mesmo que o mundo se volte contra si. A quem poderemos temer se

estamos a serviço de Deus que é poderoso? Mesmo que as circunstâncias nos

sejam adversas e passemos por privações, quem poderá nos fazer mal? O

Senhor é minha luz e salvação, a quem poderei temer?

Evangelho - Jo 12,1-11

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 12,1-11

94

1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que

ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta

servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando

quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de

Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume

do bálsamo.

4Então, falou Judas Iscariotes,  um dos seus discípulos,

aquele que o havia de entregar: 5'Por que não se vendeu este perfume  por

trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?'

6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres,

mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum

e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse:

'Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura.

8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis.'

9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não

só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia

ressuscitado dos mortos. 10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar

também Lázaro, 11porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus

e acreditavam em Jesus. Palavra do Senhor.

Reflexão – A vida atual aqui na terra é o momento favorável para que

também façamos a oferta de tudo quanto temos.

Maria, a mesma que antes se sentara aos pés do Mestre para ouvi-Lo e vira seu

irmão Lázaro ser ressuscitado por Jesus, nos dá, agora, uma demonstração de

amor e gratidão ao derramar o seu perfume precioso e caríssimo nos pés de

Jesus e enxugá-los com seus cabelos. A gratidão significa o nosso

reconhecimento de tudo que o Senhor tem realizado em nós e no nosso meio.

Foi a gratidão que levou Maria a oferecer a Jesus o que de mais valioso ela

possuía. Assim fazendo ela entregava a Ele o que tinha de melhor, a sua vida,

e com ela todo o seu amor. Jesus tinha consciência de que vivia os seus

últimos momentos aqui na terra e já se despedia dos seus amigos, e, mesmo

sob o protesto de Judas, aceitou de bom grado aquele gesto de Maria. Quando

falava da necessidade de pessoas pobres Judas desejava apenas confundir a

mente dos outros discípulos. Na mesma hora Jesus soube argumentar:

“pobres, sempre terei convosco, mas a mim nem sempre me tereis”.

Refletindo sobre o gesto de Maria e o acolhimento de Jesus nós aprendemos

que a vida atual aqui na terra é o momento favorável para que também

façamos a oferta de tudo quanto temos de precioso: o perfume da nossa

oração, da nossa adoração, mas também dos nossos atos concretos de amor e

de despojamento. Aceitando a oferta de Maria, Jesus nos acena com a

Misericórdia do Pai e nos dá a certeza de que nunca será tarde para que

reconheçamos as nossas faltas para abraçar a Compaixão de Deus, que nos

chama para exalar no mundo o perfume do Seu Amor! Com isso, Jesus nos

ensina a perceber os sinais de misericórdia que Deus nos dá quando estamos

nos momentos decisivos da nossa vida e a aceitar os presentes e as dádivas

que vêm do céu por meio das pessoas que nos oferecem algo precioso. O gesto

de Maria pode ser o nosso gesto quando damos o perdão a quem nos ofende,

quando promovemos na nossa família a reconciliação, quando compreendemos

os erros dos nossos irmãos, quando dedicamos o nosso tempo às causas justas.

95

Com efeito, precisamos acordar para perceber que ainda temos oportunidade

de derramar aos pés de Jesus o que temos de tão precioso, a nossa

disponibilidade, o nosso serviço na edificação do reino, a nossa gratidão,

enfim, o perfume do nosso amor.


 – Você percebe que ainda poderá fazer

da sua vida uma doação a Jesus? – Você tem chorado arrependido (a) por

causas das suas mazelas? – Você tem abraçado a misericórdia de Deus ou

tem se defendido achando que não precisa dela? – De que maneira o gesto

de Maria poderá ser repetido por você? – O que você tem oferecido a

Jesus?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um  Novo Caminho

MUTIRÃO DE CONFISSÕES, NA PARÓQUIA SÃO JOÃO EUDES

 


AS SETE DORES DE NOSSA SENHORA NA PARÓQUIA SÃOJOÃO EUDES

 


domingo, 29 de março de 2026

COM A BÊNÇÃO DOS RAMOS FORAM ABERTOS OS ATOS DA SEMANA SANTA NA PARÓQUIA SÃO JOÃO EUDES

 



A Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da Paróquia São João Eudes, hoje, às 9 horas, abriu os atos da Semana Santa com o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor.

O  pároco padre Clériston Mendes  com a bênção solene dos ramos, benzeu os ramos dos fiéis que estavam  fora da capela e, depois todos adentraram pela nave central com  o Padre,  os leitores e o MESC para iniciar a santa missa, a primeira do dia.




Na missa das 17 hs, padre Clériston também deu a benção solene dos ramos dos fiéis  presentes naquela celebração




Na missa das 19 hs, o vigário paroquial Marcelo Souza, benzeu solenemente os ramos e depois  à frente dos fiéis, coordenou uma pequena procissão em volta da Capela, para em seguida  presidir a missa das 19 horas .




ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA APRESENTA MANUAL PARA A SEMANA SANTA 2026



Foto: Sercom Arqfor/Laércio Peixoto

A Arquidiocese de Fortaleza disponibilizou aos fiéis, agentes de pastoral e equipes de liturgia o Manual para a Semana Santa – Roteiro para preparação das Celebrações, elaborado pelo presbítero Pe. Rafhael Silva Maciel, mestre das celebrações litúrgicas. O material tem como objetivo orientar paróquias e comunidades na organização e vivência adequada das celebrações do período mais importante do calendário litúrgico cristão.

O manual propõe uma reflexão profunda sobre o sentido da Semana Santa, destacando que este tempo não deve ser visto apenas como um feriado, mas como o ápice da caminhada quaresmal. Inspirado no Catecismo da Igreja Católica, o texto recorda que o Tríduo Pascal é a fonte de luz que ilumina todo o ano litúrgico, sendo a celebração do mistério central da fé: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Além da fundamentação espiritual, o conteúdo apresenta orientações práticas para a preparação e execução das celebrações, seguindo as normas do Missal Romano e da Santa Sé. O material é voltado especialmente para mestres de celebrações, equipes de liturgia, músicos e todos aqueles que colaboram diretamente com a organização das celebrações nas comunidades.

Outro destaque do manual é o convite à vivência espiritual intensa durante este tempo, marcado pela oração, penitência e conversão. O texto também traz subsídios como roteiros de exame de consciência e orações, ajudando os fiéis a se prepararem melhor para a celebração da Páscoa.

Inspirado nas palavras do Papa Francisco, o manual reforça a importância de abrir o coração à graça de Deus para celebrar com alegria a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte.

Com linguagem acessível e orientações objetivas, o material se apresenta como um importante instrumento pastoral, contribuindo para que as celebrações da Semana Santa sejam vividas com dignidade, participação ativa dos fiéis e fidelidade aos ritos da Igreja, favorecendo uma experiência mais profunda do Mistério Pascal.

Fonte: Site da Arqudiocese de Fortaleza


REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 acontecem consigo, têm sido coincidência ou intervenção de Deus?


29 DE MARÇO DE 2026

DOMINGO DE RAMOS DA

PAIXÃO DO SENHOR - ANO A


Cor: Roxo


1ª Leitura - Is 50,4-7

Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer

palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me

excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me


85


os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me

baterem e as faces para me arrancarem a barba;  não desviei o rosto de

bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me

deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra,

porque sei que não sairei humilhado. Palavra do Senhor.

Reflexão - Jesus é o Servo e ao mesmo tempo é o Mestre!

O profeta Isaias nos apresenta hoje a figura do servo sofredor, sensível aos

apelos de Deus e conformado à Sua vontade. Assim, pois, o Servo Sofredor é a

prefiguração de Jesus, o modelo de servo que soube dizer palavras de

conforto à pessoa abatida, que foi obediente oferecendo-se como vítima

expiatória pelos pecados da humanidade. Cada homem e cada mulher que se

propõem a seguir Jesus devem ter entendimento e trazer para si estas

palavras: “O Senhor deu-me uma língua adestrada, para que eu saiba dizer

palavras de conforto à pessoa abatida “; “Ele me excita o ouvido para

prestar atenção como um discípulo”. Servo é aquele (a) que se compromete

livremente com um serviço desinteressado e abnegado, deixando-se reger por

um condutor. O servo que é fiel ao projeto de Deus está sempre atento às

orientações e ensinamentos do Senhor como um discípulo atencioso. Jesus é o

Servo e, ao mesmo tempo é o Mestre. Por isso, nós, os seus discípulos,

precisamos como Ele ter os ouvidos bem abertos para não resistir ao Seu

chamado, apesar de todas as dificuldades. O Senhor Deus é o nosso auxiliador

e não nos deixa desanimar. Ele mesmo é quem nos conduz e, até enfrentando

a fúria e a rebeldia dos inimigos, nós podemos permanecer firmes e não

desanimar. Jesus abriu o caminho para nós, como servo sofredor, por isso,

todos nós que afirmamos ser servos e servas precisamos nos pôr à disposição

do Espírito Santo que nos inspira e conduz por meio das pessoas, dos fatos e

dos acontecimentos. Somos servos de Deus quando prestamos serviço ao nosso

próximo, por amor, não desviando o rosto, nem procurando nos esquivar dos

encargos e compromissos confiando em que o Senhor Deus é o nosso auxiliador

e não sairemos humilhados. - Para você quem é o Servo perfeito? – Você tem

sido servo de alguém? – Você tem se deixado guiar por alguém? – Você tem

enfrentado dificuldades no seu serviço ao próximo? – Quem o tem

auxiliado? – Com quem você tem contado nas horas difíceis? - Você tem

tido medo de enfrentar os desafios da sua vida? – Você tem ajudado a

alguém, encorajando-o a enfrentar as suas dificuldades?

Salmo - Sl 21,8-9.17-18a.19-20.23-24 (R.2a)

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

8Riem de mim todos aqueles que me vêem,*

torcem os lábios e sacodem a cabeça:

9'Ao Senhor se confiou, ele o liberte*

e agora o salve, se é verdade que ele o ama!'R.

17Cães numerosos me rodeiam furiosos,*

e por um bando de malvados fui cercado.

Transpassaram minhas mãos e os meus pés

18e eu posso contar todos os meus ossos.*


86

Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! R.

19Eles repartem entre si as minhas vestes*

e sorteiam entre si a minha túnica.

20Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,*

ó minha força, vinde logo em meu socorro! R.

23Anunciarei o vosso nome a meus irmãos*

e no meio da assembléia hei de louvar-vos!

24Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,

glorificai-o, descendentes de Jacó,*

e respeitai-o toda a raça de Israel!R.

Reflexão - Na liturgia de hoje nós acompanhamos os passos de Jesus na

caminhada para o calvário. O salmista antecipa tudo o que Jesus iria passar

durante o Seu martírio até o momento em que Ele se sentiu abandonado pelo

próprio Deus. Isso nos leva a pensar nos momentos em que nós também nos

sentimos sem ninguém, vivendo a nossa dor, solitários no meio da multidão ao

nosso redor. São momentos em que precisamos enfrentar o deserto tão

necessário para o nosso crescimento. Mesmo assim, como Jesus, nós ainda

temos força para dizer: “anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da

assembleia hei de louvar-vos!” O Pai que sofre conosco mesmo sem

percebermos, alegrar-se-á conosco com o nosso louvor.

2ª. Leitura - Fl 2,6-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11

6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma

usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de

escravo  e tornando-se igual aos homens.

Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo,

fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou

acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao

nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e

toda língua proclame: 'Jesus Cristo é o Senhor', para a glória de Deus Pai.

Palavra do Senhor.

Reflexão – “Ele esvaziou-se e humilhou-se a si mesmo, fazendo-se

obediente até a morte, e morte de cruz.”

Com estas palavras São Paulo nos esclarece a respeito da vivência de Jesus

como homem, aqui na terra, e nos motiva a meditar como tem sido a nossa

própria experiência de vida. Mesmo sendo Deus, Jesus Cristo não se

prevalecia desta condição e agia livremente, igual a qualquer homem,

assumindo até a condição de escravo, sujeitando-se aos homens. Fazendo um

paralelo com a nossa vida chegamos à conclusão de que Jesus fez exatamente

o contrário do que nós sempre costumamos fazer. Na nossa condição humana

nós nos prevalecemos da posição social ou de qualquer outra justificativa para

sermos privilegiados e não precisarmos passar por alguma situação de

humilhação! Nas ocasiões em que enfrentamos algum processo, queremos

sempre ser considerados, adulados, admirados e, na maioria das vezes, cheios


87


de orgulho, temos o impulso de argumentar: “Você sabe com quem está

falando?” “Você sabe quem sou eu”? O nosso primeiro impulso é de

continuamente querer mostrar quem somos nós, o nosso status, poder,

situação financeira, contanto que nos livremos da obediência ao tributo que

nos é imposto. Com Jesus Cristo, o Senhor, aconteceu exatamente o oposto:

“Mesmo sendo de condição divina, Ele não se prevaleceu de sua igualdade

com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e

assemelhando-se aos homens”. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo,

dando-lhe o Nome diante do qual todos nós devemos nos ajoelhar. Portanto,

hoje, nós devemos tomar consciência da nossa condição humana imperfeita e,

assim, seguindo o exemplo de Jesus, também diante de Deus nos humilhar.

Assim fazendo, com certeza, também seremos exaltados e acolhidos na vida

eterna. – Como você costuma agir quando tem que enfrentar alguma

situação constrangedora? – Você acha que a recompensa de ser exaltado

mais adiante, compensa a vergonha de hoje ser humilhado? – Como você

age quando passa por alguma situação humilhante no trânsito, nas

repartições, no trabalho, etc?

Evangelho - Mt 26,14-27,66

+ Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-27,66

Naquele tempo: 14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter

com os sumos sacerdotes 15e disse: 'O que me dareis se vos entregar Jesus?'

Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas

procurava uma oportunidade

para entregar Jesus. Onde queres que façamos os preparativos para comer a

Páscoa? 17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se

de Jesus e perguntaram: 'Onde queres que façamos os preparativos para

comer a Páscoa?' 18Jesus respondeu: 'Ide à cidade, procurai certo homem e

dizei-lhe:

'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em

tua casa, junto com meus discípulos'.' 19Os discípulos fizeram como Jesus

mandou e prepararam a Páscoa.

20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos.

21Enquanto comiam, Jesus disse: 'Em verdade eu vos digo, um de vós vai me

trair.' 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar:

'Senhor, será que sou eu?' 23Jesus respondeu: 'Quem vai me trair é aquele que

comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a

Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!

Seria melhor que nunca tivesse nascido!' 25Então Judas, o traidor, perguntou:

'Mestre, serei eu?' Jesus lhe respondeu: 'Tu o dizes.'

26Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção,

partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse: 'Tomai e comei, isto é o meu

corpo.' 27Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes, dizendo:

'Bebei dele todos. 28Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é

derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. 29Eu vos digo: de

hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que,

convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai.' 30Depois de terem

cantado salmos, foram para o monte das Oliveiras. 31Então Jesus disse aos

discípulos: 'Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim


88


diz a Escritura: 'Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.'

32Mas, depois de ressuscitar,

eu irei à vossa frente para a Galiléia.' 33Disse Pedro a Jesus:

'Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu jamais ficarei.'

34Jesus lhe declarou: 'Em verdade eu te digo, que, esta noite, antes que o

galo cante, tu me negarás três vezes.'

35Pedro respondeu: 'Ainda que eu tenha de morrer contigo,

mesmo assim não te negarei.' E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

Começou a ficar triste e angustiado.

36Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani,

e disse: 'Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!'

37Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,

e começou a ficar triste e angustiado. 38Então Jesus lhes disse:

'Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!'

39Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou:

'Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito

como eu quero, mas sim como tu queres.' 40Voltando para junto dos

discípulos, Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: 'Vós não fostes

capazes de fazer uma hora de vigília comigo? 41Vigiai e rezai, para não

cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.' 42Jesus

se afastou pela segunda vez e rezou: 'Meu Pai, se este cálice não pode passar

sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!' 43Ele voltou de novo e

encontrou os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de

sono. 44Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as

mesmas palavras. 45Então voltou para junto dos discípulos e disse: 'Agora

podeis dormiracontecem consigo, têm sido coincidência ou intervenção de Deus?


29 DE MARÇO DE 2026

DOMINGO DE RAMOS DA

PAIXÃO DO SENHOR - ANO A


Cor: Roxo


1ª Leitura - Is 50,4-7

Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer

palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me

excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me


85


os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me

baterem e as faces para me arrancarem a barba;  não desviei o rosto de

bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me

deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra,

porque sei que não sairei humilhado. Palavra do Senhor.

Reflexão - Jesus é o Servo e ao mesmo tempo é o Mestre!

O profeta Isaias nos apresenta hoje a figura do servo sofredor, sensível aos

apelos de Deus e conformado à Sua vontade. Assim, pois, o Servo Sofredor é a

prefiguração de Jesus, o modelo de servo que soube dizer palavras de

conforto à pessoa abatida, que foi obediente oferecendo-se como vítima

expiatória pelos pecados da humanidade. Cada homem e cada mulher que se

propõem a seguir Jesus devem ter entendimento e trazer para si estas

palavras: “O Senhor deu-me uma língua adestrada, para que eu saiba dizer

palavras de conforto à pessoa abatida “; “Ele me excita o ouvido para

prestar atenção como um discípulo”. Servo é aquele (a) que se compromete

livremente com um serviço desinteressado e abnegado, deixando-se reger por

um condutor. O servo que é fiel ao projeto de Deus está sempre atento às

orientações e ensinamentos do Senhor como um discípulo atencioso. Jesus é o

Servo e, ao mesmo tempo é o Mestre. Por isso, nós, os seus discípulos,

precisamos como Ele ter os ouvidos bem abertos para não resistir ao Seu

chamado, apesar de todas as dificuldades. O Senhor Deus é o nosso auxiliador

e não nos deixa desanimar. Ele mesmo é quem nos conduz e, até enfrentando

a fúria e a rebeldia dos inimigos, nós podemos permanecer firmes e não

desanimar. Jesus abriu o caminho para nós, como servo sofredor, por isso,

todos nós que afirmamos ser servos e servas precisamos nos pôr à disposição

do Espírito Santo que nos inspira e conduz por meio das pessoas, dos fatos e

dos acontecimentos. Somos servos de Deus quando prestamos serviço ao nosso

próximo, por amor, não desviando o rosto, nem procurando nos esquivar dos

encargos e compromissos confiando em que o Senhor Deus é o nosso auxiliador

e não sairemos humilhados. - Para você quem é o Servo perfeito? – Você tem

sido servo de alguém? – Você tem se deixado guiar por alguém? – Você tem

enfrentado dificuldades no seu serviço ao próximo? – Quem o tem

auxiliado? – Com quem você tem contado nas horas difíceis? - Você tem

tido medo de enfrentar os desafios da sua vida? – Você tem ajudado a

alguém, encorajando-o a enfrentar as suas dificuldades?

Salmo - Sl 21,8-9.17-18a.19-20.23-24 (R.2a)

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

8Riem de mim todos aqueles que me vêem,*

torcem os lábios e sacodem a cabeça:

9'Ao Senhor se confiou, ele o liberte*

e agora o salve, se é verdade que ele o ama!'R.

17Cães numerosos me rodeiam furiosos,*

e por um bando de malvados fui cercado.

Transpassaram minhas mãos e os meus pés

18e eu posso contar todos os meus ossos.*


86

Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! R.

19Eles repartem entre si as minhas vestes*

e sorteiam entre si a minha túnica.

20Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,*

ó minha força, vinde logo em meu socorro! R.

23Anunciarei o vosso nome a meus irmãos*

e no meio da assembléia hei de louvar-vos!

24Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,

glorificai-o, descendentes de Jacó,*

e respeitai-o toda a raça de Israel!R.

Reflexão - Na liturgia de hoje nós acompanhamos os passos de Jesus na

caminhada para o calvário. O salmista antecipa tudo o que Jesus iria passar

durante o Seu martírio até o momento em que Ele se sentiu abandonado pelo

próprio Deus. Isso nos leva a pensar nos momentos em que nós também nos

sentimos sem ninguém, vivendo a nossa dor, solitários no meio da multidão ao

nosso redor. São momentos em que precisamos enfrentar o deserto tão

necessário para o nosso crescimento. Mesmo assim, como Jesus, nós ainda

temos força para dizer: “anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da

assembleia hei de louvar-vos!” O Pai que sofre conosco mesmo sem

percebermos, alegrar-se-á conosco com o nosso louvor.

2ª. Leitura - Fl 2,6-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11

6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma

usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de

escravo  e tornando-se igual aos homens.

Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo,

fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou

acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao

nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e

toda língua proclame: 'Jesus Cristo é o Senhor', para a glória de Deus Pai.

Palavra do Senhor.

Reflexão – “Ele esvaziou-se e humilhou-se a si mesmo, fazendo-se

obediente até a morte, e morte de cruz.”

Com estas palavras São Paulo nos esclarece a respeito da vivência de Jesus

como homem, aqui na terra, e nos motiva a meditar como tem sido a nossa

própria experiência de vida. Mesmo sendo Deus, Jesus Cristo não se

prevalecia desta condição e agia livremente, igual a qualquer homem,

assumindo até a condição de escravo, sujeitando-se aos homens. Fazendo um

paralelo com a nossa vida chegamos à conclusão de que Jesus fez exatamente

o contrário do que nós sempre costumamos fazer. Na nossa condição humana

nós nos prevalecemos da posição social ou de qualquer outra justificativa para

sermos privilegiados e não precisarmos passar por alguma situação de

humilhação! Nas ocasiões em que enfrentamos algum processo, queremos

sempre ser considerados, adulados, admirados e, na maioria das vezes, cheios


87


de orgulho, temos o impulso de argumentar: “Você sabe com quem está

falando?” “Você sabe quem sou eu”? O nosso primeiro impulso é de

continuamente querer mostrar quem somos nós, o nosso status, poder,

situação financeira, contanto que nos livremos da obediência ao tributo que

nos é imposto. Com Jesus Cristo, o Senhor, aconteceu exatamente o oposto:

“Mesmo sendo de condição divina, Ele não se prevaleceu de sua igualdade

com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e

assemelhando-se aos homens”. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo,

dando-lhe o Nome diante do qual todos nós devemos nos ajoelhar. Portanto,

hoje, nós devemos tomar consciência da nossa condição humana imperfeita e,

assim, seguindo o exemplo de Jesus, também diante de Deus nos humilhar.

Assim fazendo, com certeza, também seremos exaltados e acolhidos na vida

eterna. – Como você costuma agir quando tem que enfrentar alguma

situação constrangedora? – Você acha que a recompensa de ser exaltado

mais adiante, compensa a vergonha de hoje ser humilhado? – Como você

age quando passa por alguma situação humilhante no trânsito, nas

repartições, no trabalho, etc?

Evangelho - Mt 26,14-27,66

+ Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-27,66

Naquele tempo: 14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter

com os sumos sacerdotes 15e disse: 'O que me dareis se vos entregar Jesus?'

Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas

procurava uma oportunidade

para entregar Jesus. Onde queres que façamos os preparativos para comer a

Páscoa? 17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se

de Jesus e perguntaram: 'Onde queres que façamos os preparativos para

comer a Páscoa?' 18Jesus respondeu: 'Ide à cidade, procurai certo homem e

dizei-lhe:

'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em

tua casa, junto com meus discípulos'.' 19Os discípulos fizeram como Jesus

mandou e prepararam a Páscoa.

20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos.

21Enquanto comiam, Jesus disse: 'Em verdade eu vos digo, um de vós vai me

trair.' 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar:

'Senhor, será que sou eu?' 23Jesus respondeu: 'Quem vai me trair é aquele que

comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a

Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!

Seria melhor que nunca tivesse nascido!' 25Então Judas, o traidor, perguntou:

'Mestre, serei eu?' Jesus lhe respondeu: 'Tu o dizes.'

26Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção,

partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse: 'Tomai e comei, isto é o meu

corpo.' 27Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes, dizendo:

'Bebei dele todos. 28Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é

derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. 29Eu vos digo: de

hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que,

convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai.' 30Depois de terem

cantado salmos, foram para o monte das Oliveiras. 31Então Jesus disse aos

discípulos: 'Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim


88


diz a Escritura: 'Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.'

32Mas, depois de ressuscitar,

eu irei à vossa frente para a Galiléia.' 33Disse Pedro a Jesus:

'Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu jamais ficarei.'

34Jesus lhe declarou: 'Em verdade eu te digo, que, esta noite, antes que o

galo cante, tu me negarás três vezes.'

35Pedro respondeu: 'Ainda que eu tenha de morrer contigo,

mesmo assim não te negarei.' E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

Começou a ficar triste e angustiado.

36Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani,

e disse: 'Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!'

37Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,

e começou a ficar triste e angustiado. 38Então Jesus lhes disse:

'Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!'

39Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou:

'Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito

como eu quero, mas sim como tu queres.' 40Voltando para junto dos

discípulos, Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: 'Vós não fostes

capazes de fazer uma hora de vigília comigo? 41Vigiai e rezai, para não

cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.' 42Jesus

se afastou pela segunda vez e rezou: 'Meu Pai, se este cálice não pode passar

sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!' 43Ele voltou de novo e

encontrou os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de

sono. 44Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as

mesmas palavras. 45Então voltou para junto dos discípulos e disse: 'Agora

podeis dormir e descansar. Eis que chegou a hora e o Filho do Homem é

entregue nas mãos dos pecadores. 46Levantai-vos! Vamos! Aquele que me vai

trair, já está chegando.' Lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.

47Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, com uma grande

multidão armada de espadas e paus.

Vinham a mandado dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo.

48O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: 'Jesus é aquele que

eu beijar; prendei-o!' 49Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo: 'Salve,

Mestre!' E beijou-o. 50Jesus lhe disse:

'Amigo, a que vieste?' Então os outros avançaram lançaram as mãos sobre

Jesus e o prenderam. 51Nesse momento, um dos que estavam com Jesus

estendeu a mão, puxou a espada,

e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha.

52Jesus, porém, lhe disse: 'Guarda a espada na bainha!

pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.

53Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai

e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?

54Então, como se cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve

acontecer? 55E, naquela hora, Jesus disse à multidão: 'Vós viestes com

espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os

dias, no Templo, eu me sentava para ensinar,

e vós não me prendestes.' 56Porém, tudo isto aconteceu

para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os discípulos,

abandonando Jesus, fugiram. 57Aqueles que prenderam Jesus levaram-no à

casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os mestres da Lei e os


89


anciãos. 58Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno da casa do Sumo

Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo

aquilo.

59Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um falso

testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. 60E nada

encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim,

vieram duas testemunhas, 61que afirmaram: 'Este homem declarou: 'posso

destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias'.' 62Então o

Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: 'Nada tens a responder

ao que estes testemunham contra ti?' 63Jesus, porém, continuava calado. E o

Sumo Sacerdote lhe disse: 'Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és

o Messias, o Filho de Deus.' 64Jesus respondeu: 'Tu o dizes. Além disso, eu vos

digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do

Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu.' 65Então o sumo sacerdote

rasgou suas vestes e disse: 'Blasfemou! Que necessidade temos ainda de

testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia. 66Que vos parece?'

Responderam: 'É réu de morte!'

67Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam. Outros lhe deram

bordoadas, 68dizendo: 'Faze-nos uma profecia, Cristo,

quem foi que te bateu?' 69Pedro estava sentado fora, no pátio.

Uma criada chegou perto dele e disse: 'Tu também estavas com Jesus, o

Galileu!' 70Mas ele negou diante de todos: 'Não sei o que tu estás dizendo'.

71E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu Pedro e disse aos

que estavam ali: 'Este também estava com Jesus, o Nazareno.' 72Pedro negou

outra vez, jurando:

'Nem conheço esse homem!' 73Pouco depois, os que estavam ali

aproximaram-se de Pedro e disseram: 'É claro que tu também és um deles,

pois o teu modo de falar te denuncia.' 74Pedro começou a maldizer e a jurar,

dizendo que não conhecia esse homem!'

E nesse instante o galo cantou. 75Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito:

'Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.' E saindo dali, chorou

amargamente. 27,1De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do

povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte. 2Eles o

amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 3Então Judas,

o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver

as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, 4dizendo:

'Pequei, entregando à morte um homem inocente.' Eles responderam: 'O que

temos nós com isso? O problema é teu.' 5Judas jogou as moedas no santuário,

saiu e foi se enforcar. 6Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:

'É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo,

porque é preço de sangue.' 7Então discutiram em conselho

e compraram com elas o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos

estrangeiros. 8É por isso que aquele campo até hoje

é chamado de 'Campo de Sangue'. 9Assim se cumpriu o que tinha dito o

profeta Jeremias: 'Eles pegaram as trinta moedas de prata

- preço do Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram -10e as

deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou!' 11Jesus

foi posto diante do governador, e este o interrogou: 'Tu és o rei dos judeus?'

Jesus declarou: 'É como dizes',

12e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos.


90


13Então Pilatos perguntou: 'Não estás ouvindo de quanta coisa eles te

acusam?' 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra,

e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa,

o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse.

16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,

chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

'Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de

Cristo?' 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.

19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,

sua mulher mandou dizer a ele: 'Não te envolvas com esse justo! porque esta

noite, em sonho, sofri muito por causa dele.' 20Porém, os sumos sacerdotes e

os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que

fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar: 'Qual dos dois

quereis que eu solte?' Eles gritaram: 'Barrabás.' 22Pilatos perguntou: 'Que farei

com Jesus, que chamam de Cristo?' Todos gritaram: 'Seja crucificado!'

23Pilatos falou: 'Mas, que mal ele fez?' Eles, porém, gritaram com mais força:

'Seja crucificado!' 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma

revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e

disse: 'Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema

vosso!'

25O povo todo respondeu: 'Que o sangue dele caia sobre nós

e sobre os nossos filhos'. 26Então Pilatos soltou Barrabás,

mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado.

27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador,

e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com

um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a

coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam

diante de Jesus e zombaram, dizendo: 'Salve, rei dos judeus!' 30Cuspiram nele

e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele,

tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias

roupas. Daí o levaram para crucificar. Com ele também crucificaram dois

ladrões. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade

de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar

chamado Gólgota, que quer dizer 'lugar da caveira'. 34Ali deram vinho

misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois

de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E

ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram

o motivo da sua condenação: 'Este é Jesus, o Rei dos Judeus.' 38Com ele

também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus.

39As pessoas que passavam por ali o insultavam,

balançando a cabeça e dizendo: 40'Tu que ias destruir o Templo

e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus,

desce da cruz!' 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres

da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus: 42'A outros salvou... a si

mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e

acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o

ama!

Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.' 44Do mesmo modo, também os dois

ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia

até às três horas da tarde,


91


houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um

forte grito: 'Eli, Eli, lamá sabactâni?', que quer dizer: 'Meu Deus, meu Deus,

por que me abandonaste?' 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

'Ele está chamando Elias!' 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,

ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber.

49Outros, porém, disseram: 'Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!' 50Então

Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a

terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muito corpos

dos santos falecidos ressuscitaram!

53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,

apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas.

54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus,

ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito

medo e disseram: 'Ele era mesmo Filho de Deus!' 55Grande número de

mulheres estava alí, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde

a Galiléia, prestando-lhe serviços.

56Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe

dos filhos de Zebedeu 57Ao entardecer, veio um homem rico de Arimatéia,

chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. 58Ele foi procurar

Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o

corpo. 59José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo, 60e o colocou

em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou

uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. 61Maria

Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. 62No dia

seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos

sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos, 63e disseram: 'Senhor, nós nos

lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse:

'Depois de três dias eu ressuscitarei!' 64Portanto, manda guardar o sepulcro

até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o

corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!' pois essa última

impostura seria pior do que a primeira.'

65Pilatos respondeu: 'Tendes uma guarda. Ide e guardai o sepulcro como

melhor vos parecer.' 66Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro:

lacraram a pedra e montaram guarda.

Palavra da Salvação

Reflexão - Paixão e Morte de N. S. Jesus Cristo!

Neste Domingo de Ramos e como preparação para a Semana Santa, nós temos

o ensejo de relembrar a história da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso

Senhor Jesus Cristo. Reviver esses momentos é contemplar a história da

nossa salvação e avaliar o grande Amor de Deus por cada um de nós. Quando

contemplamos a Paixão de Morte de N. S. Jesus Cristo, nós temos a

oportunidade de nos conscientizar de que tudo ocorreu para que fôssemos

libertados da morte eterna a que estávamos destinados e por isso somos

coniventes com o acontecimento, portanto, somos culpados. Ao mesmo

tempo em que somos protagonistas da dor de Jesus não podemos nos isentar


92


da culpa que O crucificou. Façamos, portanto, uma leitura atenciosa do longo

trecho do Evangelho de hoje e revivamos com Jesus os momentos da Sua

Paixão e Morte. Os acontecimentos que antecederam a Paixão de Jesus, a Sua

entrega no Getsêmani, quando sofreu a grande agonia e se rendeu à vontade

do Pai. Contemplando a dor de Jesus e de Sua Mãe Maria nós podemos nos

colocar diante da Sua Cruz e oferecer também a Ele as nossas dificuldades,

nossas dores, nossas inquietações. O sofrimento que é colocado na Cruz de

Jesus torna-se redentor e nos leva a experimentar a libertação e o consolo.

Apesar da nossa falta de entendimento, podemos experimentar,

simplesmente, a alegria de sofrer por amor a Ele. A Ele podemos dizer

apenas: “Senhor, eu não entendo nada, mesmo assim confio em Vós!” – Você

sabia que somos culpados pela Paixão e Morte de Jesus? - Qual o

sentimento que se apossa do seu coração quando você reflete sobre a

Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo? Anote no seu caderno de

oração!ada de espadas e paus.

Vinham a mandado dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo.

48O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: 'Jesus é aquele que

eu beijar; prendei-o!' 49Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo: 'Salve,

Mestre!' E beijou-o. 50Jesus lhe disse:

'Amigo, a que vieste?' Então os outros avançaram lançaram as mãos sobre

Jesus e o prenderam. 51Nesse momento, um dos que estavam com Jesus

estendeu a mão, puxou a espada,

e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha.

52Jesus, porém, lhe disse: 'Guarda a espada na bainha!

pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.

53Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai

e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?

54Então, como se cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve

acontecer? 55E, naquela hora, Jesus disse à multidão: 'Vós viestes com

espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os

dias, no Templo, eu me sentava para ensinar,

e vós não me prendestes.' 56Porém, tudo isto aconteceu

para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os discípulos,

abandonando Jesus, fugiram. 57Aqueles que prenderam Jesus levaram-no à

casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os mestres da Lei e os


89


anciãos. 58Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno da casa do Sumo

Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo

aquilo.

59Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um falso

testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. 60E nada

encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim,

vieram duas testemunhas, 61que afirmaram: 'Este homem declarou: 'posso

destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias'.' 62Então o

Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: 'Nada tens a responder

ao que estes testemunham contra ti?' 63Jesus, porém, continuava calado. E o

Sumo Sacerdote lhe disse: 'Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és

o Messias, o Filho de Deus.' 64Jesus respondeu: 'Tu o dizes. Além disso, eu vos

digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do

Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu.' 65Então o sumo sacerdote

rasgou suas vestes e disse: 'Blasfemou! Que necessidade temos ainda de

testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia. 66Que vos parece?'

Responderam: 'É réu de morte!'

67Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam. Outros lhe deram

bordoadas, 68dizendo: 'Faze-nos uma profecia, Cristo,

quem foi que te bateu?' 69Pedro estava sentado fora, no pátio.

Uma criada chegou perto dele e disse: 'Tu também estavas com Jesus, o

Galileu!' 70Mas ele negou diante de todos: 'Não sei o que tu estás dizendo'.

71E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu Pedro e disse aos

que estavam ali: 'Este também estava com Jesus, o Nazareno.' 72Pedro negou

outra vez, jurando:

'Nem conheço esse homem!' 73Pouco depois, os que estavam ali

aproximaram-se de Pedro e disseram: 'É claro que tu também és um deles,

pois o teu modo de falar te denuncia.' 74Pedro começou a maldizer e a jurar,

dizendo que não conhecia esse homem!'

E nesse instante o galo cantou. 75Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito:

'Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.' E saindo dali, chorou

amargamente. 27,1De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do

povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte. 2Eles o

amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 3Então Judas,

o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver

as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, 4dizendo:

'Pequei, entregando à morte um homem inocente.' Eles responderam: 'O que

temos nós com isso? O problema é teu.' 5Judas jogou as moedas no santuário,

saiu e foi se enforcar. 6Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:

'É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo,

porque é preço de sangue.' 7Então discutiram em conselho

e compraram com elas o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos

estrangeiros. 8É por isso que aquele campo até hoje

é chamado de 'Campo de Sangue'. 9Assim se cumpriu o que tinha dito o

profeta Jeremias: 'Eles pegaram as trinta moedas de prata

- preço do Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram -10e as

deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou!' 11Jesus

foi posto diante do governador, e este o interrogou: 'Tu és o rei dos judeus?'

Jesus declarou: 'É como dizes',

12e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos.


90


13Então Pilatos perguntou: 'Não estás ouvindo de quanta coisa eles te

acusam?' 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra,

e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa,

o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse.

16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,

chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

'Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de

Cristo?' 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.

19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,

sua mulher mandou dizer a ele: 'Não te envolvas com esse justo! porque esta

noite, em sonho, sofri muito por causa dele.' 20Porém, os sumos sacerdotes e

os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que

fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar: 'Qual dos dois

quereis que eu solte?' Eles gritaram: 'Barrabás.' 22Pilatos perguntou: 'Que farei

com Jesus, que chamam de Cristo?' Todos gritaram: 'Seja crucificado!'

23Pilatos falou: 'Mas, que mal ele fez?' Eles, porém, gritaram com mais força:

'Seja crucificado!' 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma

revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e

disse: 'Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema

vosso!'

25O povo todo respondeu: 'Que o sangue dele caia sobre nós

e sobre os nossos filhos'. 26Então Pilatos soltou Barrabás,

mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado.

27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador,

e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com

um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a

coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam

diante de Jesus e zombaram, dizendo: 'Salve, rei dos judeus!' 30Cuspiram nele

e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele,

tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias

roupas. Daí o levaram para crucificar. Com ele também crucificaram dois

ladrões. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade

de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar

chamado Gólgota, que quer dizer 'lugar da caveira'. 34Ali deram vinho

misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois

de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E

ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram

o motivo da sua condenação: 'Este é Jesus, o Rei dos Judeus.' 38Com ele

também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus.

39As pessoas que passavam por ali o insultavam,

balançando a cabeça e dizendo: 40'Tu que ias destruir o Templo

e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus,

desce da cruz!' 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres

da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus: 42'A outros salvou... a si

mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e

acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o

ama!

Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.' 44Do mesmo modo, também os dois

ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia

até às três horas da tarde,


91


houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um

forte grito: 'Eli, Eli, lamá sabactâni?', que quer dizer: 'Meu Deus, meu Deus,

por que me abandonaste?' 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

'Ele está chamando Elias!' 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,

ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber.

49Outros, porém, disseram: 'Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!' 50Então

Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a

terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muito corpos

dos santos falecidos ressuscitaram!

53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,

apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas.

54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus,

ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito

medo e disseram: 'Ele era mesmo Filho de Deus!' 55Grande número de

mulheres estava alí, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde

a Galiléia, prestando-lhe serviços.

56Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe

dos filhos de Zebedeu 57Ao entardecer, veio um homem rico de Arimatéia,

chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. 58Ele foi procurar

Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o

corpo. 59José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo, 60e o colocou

em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou

uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. 61Maria

Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. 62No dia

seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos

sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos, 63e disseram: 'Senhor, nós nos

lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse:

'Depois de três dias eu ressuscitarei!' 64Portanto, manda guardar o sepulcro

até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o

corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!' pois essa última

impostura seria pior do que a primeira.'

65Pilatos respondeu: 'Tendes uma guarda. Ide e guardai o sepulcro como

melhor vos parecer.' 66Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro:

lacraram a pedra e montaram guarda.

Palavra da Salvação

Reflexão - Paixão e Morte de N. S. Jesus Cristo!

Neste Domingo de Ramos e como preparação para a Semana Santa, nós temos

o ensejo de relembrar a história da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso

Senhor Jesus Cristo. Reviver esses momentos é contemplar a história da

nossa salvação e avaliar o grande Amor de Deus por cada um de nós. Quando

contemplamos a Paixão de Morte de N. S. Jesus Cristo, nós temos a

oportunidade de nos conscientizar de que tudo ocorreu para que fôssemos

libertados da morte eterna a que estávamos destinados e por isso somos

coniventes com o acontecimento, portanto, somos culpados. Ao mesmo

tempo em que somos protagonistas da dor de Jesus não podemos nos isentar


92


da culpa que O crucificou. Façamos, portanto, uma leitura atenciosa do longo

trecho do Evangelho de hoje e revivamos com Jesus os momentos da Sua

Paixão e Morte. Os acontecimentos que antecederam a Paixão de Jesus, a Sua

entrega no Getsêmani, quando sofreu a grande agonia e se rendeu à vontade

do Pai. Contemplando a dor de Jesus e de Sua Mãe Maria nós podemos nos

colocar diante da Sua Cruz e oferecer também a Ele as nossas dificuldades,

nossas dores, nossas inquietações. O sofrimento que é colocado na Cruz de

Jesus torna-se redentor e nos leva a experimentar a libertação e o consolo.

Apesar da nossa falta de entendimento, podemos experimentar,

simplesmente, a alegria de sofrer por amor a Ele. A Ele podemos dizer

apenas: “Senhor, eu não entendo nada, mesmo assim confio em Vós!”


 – Você

sabia que somos culpados pela Paixão e Morte de Jesus? - Qual o

sentimento que se apossa do seu coração quando você reflete sobre a

Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo? Anote no seu caderno de

oração!


Helena Serpa,

 Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho 

EVANGELHO DO DIA

  + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 28,8-15 Naquele tempo: 8As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam c...