Foi
apresentada esta quinta-feira (10/01), na Sala de Imprensa da Santa Sé,
Athletica Vaticana, a primeira associação esportiva constituída no Vaticano,
reconhecida pelo Comitê olímpico nacional italiano (Coni). Além da histórica
forte ligação com a cultura, "o esporte tem também uma forte ligação com a
religião", disse o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, card.
Ravasi.
Cidade do Vaticano
“O
autêntico esporte faz parte de um dos componentes radicais do ser humano, ou
seja, o jogo, algo que se faz por liberdade, gratuidade, não condicionado por
vínculos imediatos. É algo que dá valor à beleza.” Eis o motivo porque “na
histórica a cultura sempre teve uma ligação estreita e forte com o esporte.”
Foi
o que disse o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal
Gianfranco Ravasi, na apresentação esta quinta-feira (10/01), na Sala de
Imprensa da Santa Sé, de Athletica
Vaticana, a primeira associação esportiva constituída no Vaticano, e do
acordo bilateral com o Comitê olímpico nacional italiano (Coni). Foi também a
primeira coletiva de imprensa de 2019, moderada pelo novo diretor interino da
Sala de Imprensa vaticana, Alessandro Gisotti.
Apóstolo Paulo, patrono ideal dos desportistas
“Mas o esporte tem uma ligação também com a religião; também
esta tem subjacente o gratuito”, observou ainda o purpurado evocando o apóstolo
Paulo como “patrono ideal dos desportistas” pelo suo frequente de metáforas e
linguagens esportivas em seus escritos.
Partindo do binômio esporte e ética o cardeal convidou a
refletir sobre o termo “atlética”. É significativo, explicou, que na raiz do
termo se encontre o conceito de corrida para se alcançar uma meta. Atlética,
por conseguinte, também “como tarefa a ser cumprida”, e acrescentou:
Corrigir os desvios presentes hoje no esporte
“É trise verificar que no esporte se veem espetáculos
desprezíveis como os atuais: violência e racismo nos estádios, corrupção,
doping, que denotam que o pecado e a degeneração encontram numa linguagem que é
o verdadeiro esperanto da humanidade sua representação mais mesquinha, que
queremos combater”.
Esporte e música: para o cardeal Ravasi duas “linguagens
dominantes universais” para os jovens que “refletem, ao mesmo tempo, a grandeza
a miséria da humanidade”. Atletas, cantores e músicos são figuras de referência
para eles. Daí, uma advertência: “É preciso estar atento a não conceder
pretextos para certas degenerações. É necessário reagir com firmeza e corrigir
as distorções”.
(Sir)
Fonte: Vatican News

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