“A
realidade de insegurança e violência cresce desmedidamente, obrigando nosso
povo a viver com medo, com a dor e a incerteza. A Igreja peregrina no México é
comprometida a contribuir, com todos seus recursos, para o bem comum, com seus
ensinamentos, sua pastoral e sua doutrina, abrindo espaços para o encontro, o
diálogo e a construção da paz”, afirmam bispos mexicanos.
Cidade do Vaticano
México.
“Nosso país deve enfrentar constantemente muitas provações e adversidades,
poucas oportunidades de trabalho e de instrução, a elevada insegurança que
continuamos sofrendo e a chegada de um novo governo, que comporta incertezas e
esperanças.”
Diante
desse panorama, em sua mensagem de início de ano os bispos mexicanos constatam
que “nossas populações pedem uma Igreja próxima e companheira de viagem” e
reiteram seu compromisso em construir a “Casa comum”.
Igreja comprometida a contribuir para o bem comum
No texto assinado pelo presidente e pelo secretário geral da
Conferência Episcopal Mexicana (CEM), respectivamente, o arcebispo de
Monterrey, Dom Rogelio Cabrera López; e o bispo auxiliar de Monterrey, Dom
Alfonso Miranda Guardiola, lê-se:
“A realidade de insegurança e violência cresce desmedidamente,
obrigando nosso povo a viver com medo, com a dor e a incerteza. A Igreja
peregrina no México é comprometida a contribuir, com todos seus recursos, para
o bem comum, com seus ensinamentos, sua pastoral e sua doutrina, abrindo
espaços para o encontro, o diálogo e a construção da paz.”
Proteção dos menores: encontro em Roma com o Papa
Em seguida, os bispos reiteram seu dever, na proclamação do
Evangelho, de apoiar firmemente a implementação do Plano da Igreja para a
construção da paz, que “em colaboração com a sociedade civil, o governo e
várias organizações, nos permitirá progredir na superação da violência e na
consolidação da paz”, afirmam.
Recorda-se ainda no texto que a Assembleia plenária do Episcopado
realizada em novembro passado aprovou a equipe nacional para a proteção dos
menores, e acolheu com reconhecimento o convite do Santo Padre aos presidentes
das Conferências episcopais do mundo inteiro para um encontro em Roma, de 21 a
24 de fevereiro, para tratar do tema.
Migração e mudanças climáticas
Os bispos concluem recordando que as mudanças climáticas
constituem um problema global, como recorda a Laudato si’, e “um dos
principais desafios atuais para a humanidade”, exortando o país “a ser pioneiro
na custódia da nossa Casa Comum”.
(Fides)
Fonte: Vatican News

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