Mais de 60 países em todo o mundo violam "gravemente" a liberdade religiosa. O número é lançado no "Relatório 2008 - Liberdade Religiosa no Mundo", publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).Segundo a publicação, os casos mais dramáticos no período estudado registraram-se na Índia, Paquistão, Arábia Saudita e Eritreia, nações onde a liberdade de culto é negada de maneira mais violentas e nas quais os crentes são perseguidos, em alguns casos até à morte.Esta nova edição deste relatório retrata uma situação crítica, a nível mundial, da liberdade de culto. Os conflitos militares, o terrorismo e as ditaduras contribuíram, entre outras causas, para as situações mais alarmantes.O relatório analisa a situação da liberdade religiosa em cada país, com base nos testemunhos de representantes da Igreja local, documentos oficiais, artigos de agências de notícias, meios especializados em assuntos religiosos e informações fornecidas por organizações de direitos humanos.O estudo assinala que a perseguição religiosa aumenta em todo o mundo. Entre as principais preocupações apresentadas, está a da Índia, que piorou nos últimos anos, apesar de a Constituição reconhecer a liberdade religiosa. O livro analisa também a situação no Iraque, onde desde finais de setembro duas mil famílias cristãs tiveram de abandonar Mossul.Segundo a Fundação AIS, a própria necessidade da obra sublinha a fragilidade da liberdade religiosa como um princípio fundamental.No relatório é apresentada uma lista de países nos quais se registraram "graves limitações à liberdade religiosa". Entre eles encontram-se a China, Cuba, Coréia do Norte, Iran, Nigéria, Mianmar (ex-Birmânia), Laos, Arábia Saudita, Paquistão e Sudão. Em seguida, consta uma lista de países nos quais se verificam "limitações legais à liberdade religiosa", entre os quais se encontram Afeganistão, Argélia, Bahrein, Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Egito, Eritreia, Terra Santa (Israel e os territórios palestinos) e México. A AIS fala ainda de países nos quais se registraram episódios de "repressão legal" e de países nos quais se registraram conflitos locais, analisados já em outras seções. Em alguns casos, como por exemplo, na China, "o receio de abrir-se à liberdade de culto coincide com o temor de deixar espaços a outras liberdades". Sobre Portugal, é destacado o mal-estar gerado pela demora na regulamentação da Concordata entre o país e a Santa Sé, assinada em 2004, que já levou a manifestações de descontentamento por parte do episcopado católico.O relatório analisa a situação da liberdade religiosa em cada país, com base nos testemunhos de representantes da Igreja local, documentos oficiais, artigos de agências de notícias e outros media especializados em assuntos religiosos, bem como nas informações fornecidas por organizações de direitos humanos.Com este documento, a organização católica internacional AIS pretende apresentar um compêndio general do grau de liberdade religiosa existente em cada um dos países do mundo, além das formas e motivos da repressão que padecem os diferentes grupos religiosos.
Fonte: AIS
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