terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DOM ALOISIO EM NOSSO CORAÇÕES

A chama luminosa de um coração amável e cheio de bondade, de uma pessoa humana, dotada de grandes virtudes e qualidades, de um "bispo completo", segundo o grande teólogo Alberto Antoniazzi, deixou-nos há um ano, no dia 23.12.2007.
Doçura em pessoa, alegria constante, posições corajosas e determinadas, ao mesmo tempo, pregava e anunciava o diálogo e a concórdia com grande sabedoria, carregava, no seu grande coração, as alegrias, as esperanças, as tristezas, as angústias os sofrimentos de sua querida gente (cf. GS 200), além de travar, sem jamais se cansar, uma luta pela redemocratização, pela liberdade de expressão, pela dignidade da pessoa humana e pelo fim da tortura em nosso querido Brasil.
Dom Aloísio foi o grande teólogo que sabia compreender a realidade na sua conjuntura e, com suas posições bem claras e definidas nas análises e nas conclusões teológicas pastorais, passava para o povo um clima que favorecia e gerava uma confiança generalizada. Daí ser o Cardeal que mais se destacou em todos os Conclaves e Sínodos de que participou, gerando para o mundo inteiro e, especialmente, para a imprensa uma grande expectativa. Sua palavra profética era acolhida por todos como uma boa notícia.
Outra coisa bela e maravilhosa no Cardeal Lorscheider foi a sua fidelidade à Igreja e à Sede de Pedro vivenciada e compreendida em profundidade a partir do Concílio Vaticano II (1962 a 1965), com um enorme desejo de que o maior acontecimento eclesial do Século XX, o Concílio, fosse aplicado e encarnado nas diversas realidades vividas pelo homem hodierno. A Igreja, mais do que nunca, precisava ser renovada, rejuvenescida. É o verdadeiro "aggiornamento".
Na sua simplicidade, amabilidade e bondade sem limites, deixou-nos um legado de boas obras e ações, que se concretizaram no seu testemunho e no seu modo de viver, íntima e profundamente unido, pela oração e ação, a Deus Pai. Para Dom Aloísio, como tão bem diz o Apóstolo Paulo viver para ele foi verdadeiramente Cristo e morrer foi o lucro que todos nós experimentamos, através da sua vida, e nunca iremos esquecer (cf. Fl 1, 21).
Seu modo de se comunicar e sua capacidade de dialogar com todas as classes sociais, especialmente os empobrecidos, sua palavra segura, advertindo "oportuna e inoportunamente" (2Tm 4, 2), sua voz corajosa em denunciar as injustiças e, sobretudo, a sua ternura franciscana, nos levam a afirmar que Dom Aloísio, verdadeiramente, mora em nossos corações.
Pe Geovane Saraiva
pegeovane@paroquiasantoafonso.org.br

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