terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

PASTORAL LITÚRGICA É TEMA DE SEMINÁRIO EM SÃO PAULO


“O grande desafio da Pastoral Litúrgica continua sendo a participação ativa, consciente e plena de toda a assembléia, que é chamada a celebrar o mistério pascal de Cristo em plena vida”. A afirmação é do arcebispo de Ribeirão Preto e presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, dom Joviano de Lima Júnior, feita por ocasião do seminário sobre Pastoral Litúrgica que teve início nesta segunda-feira, 11, em São Paulo. Organizado pela Comissão para a Liturgia da CNBB, o seminário reúne 65 pessoas, entre bispos referenciais da liturgia nos regionais, coordenadores regionais, equipes de reflexão dos três setores da Comissão (pastoral litúrgica, música litúrgica e arte sacra), além de convidados.
Com o seminário a Comissão de Liturgia da CNBB quer dinamizar a pastoral litúrgica, levando em conta a inculturação na prática celebrativa, a metodologia usada na formação litúrgica e sua organização. Quer, ainda, criar espaço de aproximação e diálogo entre os Regionais da CNBB e construir um projeto de Pastoral Litúrgica para o Brasil.
“A realidade que nos interpela é celebrar o mistério de Cristo, levando em conta nossas comunidades diversificadas, a vida do nosso povo sofrido, as condições dos pobres e a missão”, disse dom Joviano referindo-se aos objetivos do seminário. “Para isso temos que buscar uma metodologia participativa, inspirada na mistagogia”, considera.
Também o bispo de Santarém (PA), dom Esmeraldo Barretos de Faria, apresentou aos participantes algumas questões que considera desafiantes à liturgia. “Um dos desafios que temos é tornar nossa liturgia missionária, o que significa ir ao encontro das pessoas, acolhê-las e levá-las a Jesus Cristo”, disse. Para ele, “é preciso estar mais atento a uma iniciação litúrgica que leve a pessoa a fazer a experiência da missão”.
Outra preocupação manifestada por dom Esmeraldo é a dificuldade que as equipes de liturgia têm em fazer uma celebração que leve em consideração a vida do povo. “Temos muitas liturgias bem preparadas, mas nem sempre a vida dos pobres está contemplada nelas”, considerou, citando, como exemplo, as celebrações com indígenas. “Esse é um desafio: como fazer com que as comunidades coloquem a vida dos pobres nas celebrações de forma inculturada”.
Dom Dimas
Mobilidade humana, pastoral urbana, renovação da paróquia, Sínodo dos bispos sobre a Palavra. Esses são alguns assuntos sobre os quais, segundo o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, as coordenações de liturgia devem ajudar a pensar na perspectiva de elaboração das novas Diretrizes Gerais de Evangelização da Igreja no Brasil. Dom Joviano considerou importante esta palavra do secretário da CNBB “porque ele nos abriu um leque de situações em que a liturgia deve se manifestar”.
A programação prevê para esta quarta-feira, 14, a palavra de dom Manoel João Francisco e padre Marcelino Sivinski sobre A dimensão organizativa da Pastoral Litúrgica. Já Ione Buyst discorrerá sobre A formação litúrgica. Na quinta-feira, o frei Joaquim Fonseca abordará A música litúrgica e as arquitetas Irmã Laíde Sonda e Rafaela Asprino falam sobre O espaço na liturgia. O seminário termina na sexta-feira, dia 19.
CNBB

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