09/07/13
- 3ª. feira XIV semana comum
– Gênesis 32, 23-33 – “a nossa luta com Deus”
Podemos até não ter consciência
disso, mas nós também lutamos com Deus!
A nossa luta com Deus é constante e ocorre quando a nossa vontade vai de
encontro à Sua vontade e, assim, rejeitamos as sugestões que Ele nos dá, para
que o Seu projeto se realize na nossa vida. Por isso, para nós a luta de Jacó
com o anjo mensageiro de Deus é uma revelação de como acontece também, o
combate espiritual que se trava no nosso interior, entre a nossa carne decaída
pelo pecado e o nosso espírito, que deseja divinizar-se. Também pelejamos com
Deus quando impomos as nossas condições de vida e queremos à força, que tudo
aconteça de acordo com as nossas conveniências. Inconscientemente nós somos
“rebeldes” e vivemos em constante batalha contra Deus. Para nosso espanto,
muitas vezes somos nós os vencedores quando obstinadamente vamos às últimas
consequências. Em algumas vezes, a nossa luta é tão audaz que, aparentemente,
nos sentimos vitoriosos (as) e até agradecemos a Ele porque as coisas aconteceram
como nós queríamos. No entanto, Deus
também tem um propósito em nos deixar lutar com Ele para alcançarmos os nossos
objetivos. Ele nos toca o coração e nos faz compreender a nossa capacidade de
vencer e de superar obstáculos, mas também nos faz sentir que ao lutarmos com
Ele, nunca mais seremos os mesmos, porque, de alguma forma, nós também saímos
mancando. São as consequências das nossas escolhas. Entretanto, sempre irá surgir
algo mais que o Senhor quer fazer em nós, mesmo quando estamos certos de que já
fizemos tudo e já cumprimos com a nossa missão. O Senhor quer estar
continuamente a nos formar e exercitar para a vida, a fim de construir, com a
nossa ajuda, um mundo melhor. No final de tudo, mesmo que tenhamos lutado
contra Ele, o Senhor nos abençoa e a experiência vivida com Ele nos sugere até
um nome novo, como foi o caso de Jacó, isto é, de Israel. - Você também tem lutado com Deus? - Depois das experiências da sua
vida, qual o nome que Deus lhe daria? – Na luta entre você e Deus quem tem sido
o vencedor? - Há luta dentro de você, entre a sua humanidade e o seu espírito?-
O que poderia significar para você a expressão: - “larga-me, pois já surge a aurora”?
Salmo 16 – “ Verei, justificado, vossa face, ó Senhor!”
O nosso coração é provado por Deus
porque Ele é justo e os Seus olhos enxergam as nossas motivações. Ele conhece a
obra prima que criou. Por isso, nós confiamos no Seu julgamento conscientes de
que Ele é cheio de misericórdia e o Seu amor maravilhoso nos salva das nossas
próprias armadilhas. Vivemos hoje a noite da nossa vida, mas a nossa alma
anseia pelo novo dia, quando, ao despertarmos nos saciaremos com a presença de
Deus.
Evangelho – Mateus 9, 32-38 – “o tempo da
misericórdia”
Mesmo diante da incompreensão
daqueles que opinavam que Ele estaria a serviço do “chefe dos demônios”, Jesus
continuava fiel na Sua missão salvífica e apiedava-se das pessoas por viverem
abandonadas, cansadas e abatidas. Assim, durante o tempo em que passou na
terra, Ele não perdia tempo, percorrendo todas as cidades e povoados pregando o
Evangelho, ensinando nas sinagogas e mostrando a todos o caminho para o reino
dos céus. Ele, porém, concretizava os Seus ensinamentos
curando os enfermos, expulsando os espíritos maus e libertando os oprimidos,
somente por misericórdia e compaixão. Ao se deparar com as mais diversas
situações de pecado e de sofrimento do povo Jesus se compadecia e enxergava a
necessidade de que houvesse pessoas comprometidas com o Seu projeto de
Salvação. Claramente Jesus dava a entender que viera
inaugurar o tempo da misericórdia e conclamava os seus discípulos a serem
trabalhadores da messe para que todos conhecessem o amor misericordioso do Pai.
Hoje, também, “a messe é grande, mas os
trabalhadores são poucos.” As pessoas continuam como ovelhas sem pastor,
abatidas, cansadas, desanimadas, sem esperança até dentro das nossas casas, por
isso, Jesus nos chama também a sermos trabalhadores (as) da Sua colheita e nos
cura da timidez, do respeito humano, da falta de convicção e nos habilita para
podermos falar e anunciar aos que não têm esperança, que existe solução para
todos os problemas que nos assolam. Nós também podemos ser trabalhadores da
messe de Cristo apenas fazendo o que Ele fazia: tudo por amor. A vivência do
amor anima as pessoas abatidas, cansadas e sem esperança. O amor vence o ódio e
expulsa dos corações a intriga, a divisão, a incompreensão. Se fizermos como
Jesus fez, estaremos sendo trabalhadores da Sua messe. - Você acha difícil fazer tudo como Jesus fazia?- Você se considera
trabalhador da messe de Cristo?- Você conhece quando as pessoas à sua volta
estão desanimadas e sem esperança? – O que você diz a elas?- Em que você tem
empregado o seu tempo livre?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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